Médio Tejo | GAL apoiam a pequena agricultura, adaptando medidas aos novos tempos

GAL apoiam a pequena agricultura, adaptando medidas aos novos tempos

São mais de 4,5 milhões de euros de ajuda para a pequena agricultura disponibilizados pelos Grupos de Ação Local (GAL) para apoio ao escoamento da produção local através de cadeias curtas e mercados locais, informa a Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local.

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Em nota enviada à imprensa, a Federação indica que “os GAL redobraram a sua atenção na definição de soluções para uma resposta rápida na ajuda aos agricultores e produtores de pequena dimensão dos territórios rurais, cientes dos novos desafios que surgiram como consequência da pandemia que afectou o País”.

Neste sentido disponibilizaram “respostas imediatas perspectivando o escoamento das produções locais que se consubstanciaram na abertura, recentemente, de 49 avisos de concurso à medida Cadeias Curtas e Mercado Locais e a disponibilização de um apoio a fundo perdido superior a 4,5 milhões de euros”.

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Esta medida, gerida pelos GAL localmente no âmbito da Abordagem LEADER/DLBC do PDR2020 Programa de Desenvolvimento Rural, visa dinamizar a criação de cadeias curtas de distribuição agroalimentar e modelos de comercialização de proximidade de produtos agrícolas e transformados, adaptando as respostas locais aos novos tempos de convivência com a covid-19.

Entre estes avisos, 32 concursos (mais de 2,6 milhões de euros) destinam-se especificamente para o apoio às cadeias curtas, pondo em prática a simplificação e flexibilização introduzida nos normativos legais, em concreto a Portaria n.º 86/2020.

Neste âmbito, destaca “a elegibilidade de despesas incorridas a partir de 5 de abril de 2020, independentemente da data de apresentação da candidatura e ainda a possibilidade de um apoio aos agricultores no valor de 48 euros por deslocação aos mercados locais ou outros pontos de entrega. Trata-se de uma medida prática que garante algum suporte financeiro aos pequenos produtores”, agora que os mercados vão reabrindo um pouco por todo o País.

Estas alterações, enquadram-se num conjunto de medidas excecionais e temporárias, em tempos de covid-19, com o objectivo de “promover e agilizar os canais de comercialização de produtos alimentares locais, alargando as possibilidades de escoamento da produção, promovidas pelo Ministério da Agricultura com o envolvimento dos Grupo de Ação Local e da Federação Minha Terra, entre as quais se destaca também a campanha e plataforma Alimente quem o alimenta, que reúne já mais de 900 produtores inscritos e regista perto de 100 mil visualizações desde meados de abril”.

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