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Médio Tejo | Donos de impressoras 3D da região uniram-se e já distribuíram 2 mil viseiras

“i3DMT – Impressão 3D Médio Tejo” é o nome de um grupo de facebook que contabiliza atualmente 31 membros. O objetivo: fabricar gratuitamente, durante este tempo de pandemia, viseiras e distribuir por unidades de saúde e instituições da região. O mediotejo.net falou com um dos “makers”, Nuno Gomes, de Vila Nova da Barquinha, que com seis impressoras a trabalhar, uma chegada da Alemanha exclusivamente para este, propósito, já produziu 400 viseiras. O grupo do Médio Tejo já ultrapassou as 2 mil.

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Têm sido dias atarefados para Nuno Gomes, professor e dono da empresa Hipercalculo II, que com a estagnação do negócio devido à pandemia de Covid-19 se lembrou de utilizar a impressora 3D, “praticamente parada”, para ajudar. Inicialmente, narrou ao mediotejo.net, procurou informação sobre como fazer viseiras em alguns grupos nacionais. Posteriormente chegou ao “i3DMT – Impressão 3D Médio Tejo” e começou a sua produção.

O conceito é simples: imprime-se a estrutura da viseira na impressora 3D, com um plástico designado PLA, e finaliza-se com uma folha de acetato grosso (utilizada tradicionalmente nas encadernações).

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Nuno Gomes perdeu a conta às encomendas. “Entreguei 50 ao Hospital do Entroncamento”, vai enumerando, mas também já foram algumas para a Maternidade Alfredo da Costa, entre outras instituições. Os pedidos vão-se acumulando e, por mais que produza, tem continuamente 400 a 500 pendentes.

“Inicialmente sustentei eu” a produção, admite. Entretanto começaram a surgir “beneméritos”, refere, que estão a suportar esta iniciativa através da doação do material.

Este professor de informática tem atualmente seis impressoras 3D à sua responsabilidade (uma do Agrupamento de Escolas Templários, no qual é professor) a imprimir viseiras. Acabou por encomendar uma da Alemanha para ajudar especificamente a esta projeto. Cada estrutura de viseira demora, em média, uma hora a hora e meia a imprimir, mas depende muito, explica, do tipo de produto em causa. “Uma das impressoras está há 15 dias a trabalhar ininterruptamente”, adianta.

“Temos que tentar ajudar quem precisa”, defende Nuno Gomes, que espera que as suas viseiras sejam utilizadas pelas instituições que as estão a receber.

O grupo “i3DMT – Impressão 3D Médio Tejo” entretanto já distribuiu mais de 2 mil viseiras. “É um grupo que está a crescer”, adianta um dos administradores, Pedro Triguinho. “Cada vez temos mais makers da região do Médio Tejo, e também temos a rede de ligações a crescer com as instituições e autoridades. Nunca imaginei que se fosse transformar numa rede tão alargada e positiva como está a acontecer”, admite.

O grupo é multifacetado, possuindo várias valências e “makers”, dos 14 aos 59 anos. “Todos juntos conseguimos montar uma boa organização, só assim é possível já termos produzido e entregue mais de 2 mil viseiras na região do Médio Tejo”, constata.

Pedro Triguinho está encarregado da logística e contactos e frisa a boa organização que se conseguiu encontrar. “É difícil voltar as costas a situações destas”, admite.

O grupo já entregou viseiras nos três hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo, nos centros de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, Bombeiros, Santa Casa da Misericórdia, GNR, PSP, INEM, Proteção Civil, farmácias e rede social (Lares e Centros de Dia), entre outros.

Impressão 3D Médio Tejo Startup Torres Novas. “Mais 50 viseiras entregues, a quem está na linha da frente. A estes Homens e Mulheres que estão 24h sob 24 ao nosso serviço, a esta hora conseguimos um sorriso”. Foto: DR

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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