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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Médio Tejo | Depois do Ferro e da Água, é a Pedra que liga artistas na região

Depois do Ferro veio a Água e agora surge a Pedra. No próximo dia 12 de outubro são “inaugurados” os terceiros “Caminhos” culturais criados pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. A última proposta de 2017 dura quatro dias e os percursos artísticos, projetos comunitários e espetáculos de música, dança, teatro (rua e sala) e novo circo voltam a cruzar-se com habitantes e visitantes da região.

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Há quem diga que o “caminho das pedras” é o mais difícil de percorrer. No caso do projeto “Caminhos”, a rede de itinerância cultural criada este ano pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo), a “pedra” não foi encarada como sinónimo de agrura, mas sim das principais estradas que ligam alguns dos 13 concelhos que compõem a sua área geográfica de intervenção.

Surgem assim os “Caminhos da Pedra”, o terceiro momento de uma programação idealizada para apresentar a cultura de forma integrada numa escala regional. O formato de abril e julho repete-se entre os dias 12 e 15 de outubro com alguns regressos e novidades entre os percursos artísticos, projetos comunitários e espetáculos que vão da dança à música, passando pelo teatro de rua e de sala e o novo circo.

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A última caminhada de 2017 junta no Médio Tejo cerca de duas dezenas de artistas e companhias que apresentam os seus projetos nos concelhos de Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. A cultura volta a aliar-se ao turismo e cada etapa do novo percurso passa por locais menos ou mais esperados. No postal global estão as paisagens, os monumentos, os espaços culturais, as casas, as praças, as ruas e as gentes.

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Entre os momentos anunciados encontra-se a apresentação da Orquestra Caminhos na última data, um projeto único desenvolvido pelo músico António Serginho no concelho do Sardoal com músicos locais. A nível nacional, regressam os traços artísticos de Marina Palácio, que percorre os “Caminhos” pela terceira vez com o novo percurso artístico pela Vila Medieval de Ourém nos quatro dias.

O programa volta a incluir artistas estrangeiros e a companhia italiana Teatro Necessario estreia-se em solo nacional nos dias 13, 14 e 15. O espetáculo “Nuova Barberia Carloni” envolve diversas artes performativas (e humor) e apresenta três barbeiros muito peculiares que nos transportam para o ambiente das velhas barbearias.

O roteiro está traçado e a data está marcada. Começou a contagem decrescente para os “Caminhos da Pedra”, que prometem manter a região do Médio Tejo “a caminho”, como afirma o mote deste projeto intermunicipal. Até lá, partilhamos alguns dos momentos que marcaram os “Caminhos” anteriores.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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