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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Médio Tejo | Conheça as mais de 50 paragens culturais dos Caminhos da Pedra

A cultura volta a percorrer a região entre os dias 12 e 15 através dos Caminhos da Pedra e o mapa proposto aos caminhantes de outubro tem mais de meia centena de encontros marcados com espetáculos, projetos comunitários e percursos artísticos. Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha são os sete concelhos por onde passam os artistas e os projetos que chegam tanto do estrangeiro, como do vizinho do lado.

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O último programa de 2017 dos “Caminhos” é composto por 23 projetos em diversas áreas artísticas e pode achar que nos enganámos quando referimos mais de meia centena de paragens culturais, mas não. Alguns dos espetáculos gratuitos da rede de itinerância cultural criada pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo são pontuais e outros percorrem os concelhos envolvidos, multiplicando o número de propostas.

Os Desbundixie dão concertos nos quatro dias em Entroncamento, Sardoal, Ourém e Ferreira do Zêzere. Foto: DR

Com o novo circo chegam a companhia Erva Daninha com a manipulação de objetos, malabarismo, trapézio e tecido do “Circo à Mostra” e a abordagem criativa da ruralidade com um olhar urbano de “E-nxada”. O primeiro espetáculo é apresentado em Ourém, a 12 e a 14, e no Entroncamento a 13. O segundo tem lugar cativo em Torres Novas nos dias 14 e 15. O Circo EIA parte de Espanha com “Espera” e envolve o público num diálogo acrobático em Ferreira do Zêzere, a 12, e Vila Nova da Barquinha, a 13.

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Tal como o novo circo, o teatro de rua atravessou os Caminhos do Ferro em abril e nos Caminhos da Água em julho, regressando em outubro com “Chez Jopie” do holandês Tjeerd van Toorenburg (aka Delinus) que é apresentado em Tomar, a 12, Torres Novas, a 14, e Ferreira do Zêzere, a 15 (dois espetáculos). O Projeto EZ fica preso ao público de Vila Nova da Barquinha, a 12, e Entroncamento, a 14, com “Fita Cola” e o público fica preso às produções desta companhia com “Velocipédia” em Ferreira do Zêzere, a 13, e Tomar, a 15.

Os quatro velhos viajantes da companhia PIA – Projetos de Intervenção Artística estão de “Passagem” por Torres Novas e ficam no concelho a 12 e 13. Para passar mais tempo no Médio Tejo recomenda-se o “Hotel la Rue”, do Teatro Totonco, mas atenção só há reservas para o dia 14, data em que o espetáculo é apresentado no Sardoal.

O espetáculo “Nuova Barberia Carloni”, da companhia italiana Teatro Necessario, estreia-se em solo nacional. Foto: DR
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Ainda na área do teatro, mas deixando a vertente de rua, este surge em estado puro no Entroncamento a 12, 13 e 15 com o espetáculo “Viajantes Solitários”, do Teatro do Vestido. De Itália, chega a estreia nacional “Nuova Barberia Carloni”, do Teatro Necessario, que abre sucursais em Tomar, a 13, Ferreira do Zêzere, a 14, e Vila Nova da Barquinha, a 15.

As propostas culturais dos “Caminhos” voltam a incluir a dança com duas performances de formatos diferentes. A bailarina e atriz Leonor Keil apresenta o espetáculo infantil “Bianca Branca” no Entroncamento, a 14, e a dançarina e coreógrafa Aldara Bizarro regressa ao Médio Tejo depois de o ter visitado durante os Caminhos do Ferro.

O projeto comunitário “Andar” regressa com ela e o resultado do trabalho desenvolvido em conjunto com as comunidades locais de Ourém e Entroncamento é apresentado nestes concelhos a 13 e 14, respetivamente. Também foi com a comunidade local, neste caso a sardoalense, que António Serginho, do grupo Retimbrar, criou a “Orquestra Caminhos” que se apresenta pela primeira vez ao publico no Sardoal, a 15.

o “Andar” de Aldara Bizarro atravessa Ourém e Entroncamento. Foto: DR

Uma proposta ligada à música que nos Caminhos da Pedra está presente em mais 12 concertos no Médio Tejo entre 12 e 15 de outubro. Os Desbundixie são o grupo que fica na região durante mais tempo, trilhando os Caminhos da Pedra com o jazz Dixieland durante os quatro dias com paragem no Entroncamento, a 12, no Sardoal, a 13, em Ourém, a 14, e em Ferreira do Zêzere a 15.

As concertinas dos Danças Ocultas levam novas linguagens musicais a Ourém, a 13, e cruzam-se com a de Nuno Morão que acompanha as narrações de Luís Correia Carmelo no regresso das “Contatinas” à região. Passaram por aqui nos Caminhos da Água e estão de volta com concertos em Torres Novas, a 13, Vila Nova da Barquinha e Tomar, a 14, e Ourém, a 15.

Os caminhantes podem ainda ser surpreendidos pela “Criatura” e os seus onze músicos que apresentam música popular portuguesa com novas roupagens em Vila Nova da Barquinha, a 14. Pelo caminho que passa por Ourém, a 15, também podem encontrar o “Filho da Mãe”, nome pelo qual o guitarrista Rui Carvalho responde quando está em palco com a sua guitarra clássica. Na mesma data, em Tomar, Selma Uamusse leva ao palco o gospel, o rock, o soul, o afrobeat e o jazz misturados com as memórias da infância moçambicana traduzidas na timbila e na mbira.

Selma Uamusse atua em Tomar. Foto: DR

O programa dos Caminhos da Pedra fica completo com quatro novos percursos artísticos que podem ser explorados em Ourém, Sardoal, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha entre quinta-feira e domingo. Marina Palácio andou pela região em abril e julho e fecha o ciclo dos “Caminhos” no primeiro concelho com “«O Caminho dos Mistérios?» (Leituras geológicas, poéticas e sensíveis sobre alguns “mistérios” do concelho de Ourém e do Mundo)”.

O Sardoal é percorrido ao som do “Phonambient” de Gustavo Costa e Yola Pinto encontrou-se com os habitantes de Torres Novas para criar “Passos possíveis para «caminhares» mais sensíveis”, inspirados no movimento da tarambola. Luís Correia Carmelo intercala o público das “Contatinas” com o do percurso que criou em Vila Nova da Barquinha, transformando os caminhantes em detetives com “Quem foi? – Policiários de uma antiga Vila Nova”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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