Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Médio Tejo | Comunidade Intermunicipal aguarda abertura de concursos para executar projectos

Realizou-se na noite de quarta-feira, 26 de abril, em Tomar, a 1.ª reunião ordinária da Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo respeitante ao ano 2017. Com a ausência da presidente da CIM e autarca de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, as informações e explicações aos eleitos foram dadas pela vice-presidente deste órgão, Júlia Amorim, autarca de Constância, que abordou os projectos que estão pensados, lamentando a baixa taxa de execução dos mesmos, devido à não abertura de concursos que possibilitam obter o financiamento comunitário.

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Coube a Júlia Amorim, autarca de Constância e vice-presidente da CIM Médio Tejo, dar as explicações aos eleitos nesta sessão Foto: mediotejo.net

Júlia Amorim procurou fazer uma síntese da atividade desenvolvida pela CIM Médio Tejo no último ano, realçando os aspectos que lhe pareceram mais importantes. Começou por dizer que o ano que passou foi “muito trabalhoso e demasiadamente frustante uma vez que a taxa de execução é muito baixa”. Para a vice-presidente, estes números têm ver com os avisos de abertura de concursos não terem saído com a velocidade com que seria desejável, sendo que alguns deles nem sequer foram abertos. “Neste momento, aguarda-se a aprovação de candidaturas submetidas o que ser irá reflectir, a curto prazo, na execução de receita mas o que salta mais à vista é esta taxa de execução de 2.49% que, naturalmente, não agrada a ninguém”, indicou.

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Eleitos dos 13 municípios do Médio Tejo estiveram reunidos na quarta-feira 26 de abril, na sede da CIMT, em Tomar. Foto: mediotejo.net

A vice-presidente da CIM Médio Tejo fez ainda um ponto de situação relativa aos projectos que estão a ser preparados e as dotações contratualizadas no âmbito do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIMT. “Aguarda-se, neste momento, a abertura de avisos de candidatura para quatro das 12 prioridades de investimento contratualizadas no pacto, que correspondem a 30% da dotação contratualizada”, referiu. Em relação à Eficiência Energética (corresponde a 8 % da dotação contratualizada) o aviso de concurso encerrou a 13 de abril, aguardando-se pela abertura de um novo aviso com novas regras.

Eleitos ficaram a par dos projectos que aguardam financiamento comunitário. Foto: mediotejo.net

Quanto aos projectos contratualizados, cujo promotor é a CIM Médio Tejo, no total de 21 milhões apenas se verificou a abertura de 4 avisos de candidatura: Modernização Administrativa, Videovigilância de Incêndios, Património Natural e Plano de Combate ao Insucesso e Abandono Escolar. “Este último projecto, que tem a ver com a inclusão social, está bastante atrasado na CCDR e ainda não existe qualquer orientação. Estas são áreas onde é importante intervir mas, neste momento, não se vislumbra a abertura do concurso”, salientou Júlia Amorim.

Ainda sobre os projectos considerados estratégicos para a cesão do Médio Tejo, a autarca referiu-se ao Projecto do Cadastro de Infra-estruturas em baixa, aos Estágios no Pepal ou ao Médio Tejo Caminhos (que tem a ver com o Programa Cultural em Rede). “A CIM Médio Tejo decidiu avançar com este projecto, tendo ocorrido já uma primeira fase desta iniciativa em abril”, explicou.

Unidades Móveis de Saúde em fase de aquisição

Em relação às Unidades Móveis, Júlia Amorim, indicou que estão a ser desenvolvidos os procedimentos para a aquisição de 13 viaturas eléctricas (ligeiras) que vão dar apoio, em cada concelho, em atividades ligadas à Saúde. “Já foram desenvolvidos os procedimentos que têm a ver com os municípios e com a Comunidade Intermunicipal. Apenas estamos dependentes, neste momento, da Administração Regional de Saúde porque a parte não comparticipada destas viaturas ligeiras, que vão deslocar técnicos a pontos mais distantes dos centros ou extensões de saúde, dado que o aluguer das baterias depende desta entidade”, disse.

Plano de Combate ao Insucesso e Abandono Escolar em marcha

Em relação ao Projecto de Combate ao Insucesso e Abandono Escolar da CIM Médio Tejo, o mesmo já está em marcha. “É um projecto que e caro a todos e tem a ver com a Educação de excelência. A candidatura já foi apresentada. Existem objectivos que tiveram que ser definidos na candidatura mas que tiveram que ser consertados com as direcções dos Agrupamentos. Esta candidatura foi apresentada depois de muitas horas de trabalho e com a concertação de quem opera no terreno da Educação”, disse Júlia Amorim. De acordo com a mesma, foi respeitada a especificidade de cada território e apresentou-se uma candidatura que deverá ser, entretanto, aprovada e implementada já no próximo ano lectivo.

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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