Médio Tejo | Combate ao insucesso escolar começou no Jardim de Infância de Tufeiras/Torres Novas (c/vídeo)

“´Tou a ver bem?” – a pergunta surge, preocupada, da menina de laço azul e rosto de boneca na ansiedade dos seus cinco anos. Ela, a sua irmã gémea, e mais cinco meninos e meninas do Jardim de Infância de Tufeiras, em Torres Novas, fizeram no dia 21 de novembro, pela primeira vez, o exame visual e auditivo que permitiu despistar problemas que lhes poderiam condicionar o desempenho escolar futuro. Pelo caminho foi-lhes colocado um verniz de flúor nos dentes que vai combater o surgimento de cáries. A unidade móvel dos serviços de saúde do Médio Tejo segue, no início de dezembro, para os jardins de infância da rede pública de Abrantes.

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crianças de cinco anos testam as capacidades auditivas e visuais, despistando otites e desordens de visão. FOTO: mediotejo.net
crianças de cinco anos testam as capacidades auditivas e visuais, despistando otites e desordens de visão. FOTO: mediotejo.net

O Jardim de Infância de Tufeiras foi a primeira escola a receber este rastreio visual e auditivo, uma conjugação de esforços entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Direção de Serviços de Educação da Região Centro, Direção de Serviços de Educação da Região de Lisboa e Vale do Tejo e Universidade da Beira Interior. A parceria desta última instituição, explicou o delegado de saúde Rui Calado, vai permitir que se faça um estudo científico sobre os problemas de visão nesta faixa etária, os cinco anos.

O objetivo desta iniciativa “pioneira”, conforme salientaram os vários responsáveis presentes, é combater o insucesso escolar, identificando problemas que possam ser devidamente encaminhados e resolvidos antes da entrada no 1º ciclo do ensino básico.

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Segundo a presidente da CIMT, Maria do Céu Albuquerque, ainda se está a agilizar qual será a modalidade que permitirá às crianças identificadas com problemas auditivos ou de visão serem seguidas pelo CHMT e pela Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. A garantia, porém, é que esse encaminhamento será realizado assim que se faça o diagnóstico no jardim de infância. “Vamos conseguir chegar a 400/600 crianças que possam ter estes problemas”, referiu.

Profissionais deslocam-se a cada 15 dias a um dos 13 concelhos do Médio Tejo, durante dois dias. FOTO: mediotejo.net
Profissionais deslocam-se a cada 15 dias a um dos 13 concelhos do Médio Tejo, durante dois dias. FOTO: mediotejo.net

Uma das causas do insucesso na escola encontra-se em problemas visuais e auditivos não identificados que propiciam, entre outras consequências, o défice de atenção nos alunos. Rui Calado explicou que a unidade móvel adquirida para estes rastreios vai percorrer todo o Médio Tejo, prestando apoio. “Vamos organizar também um conjunto de informações que queremos transmitir aos educadores de infância nestas vertentes de audição e visão”, adiantou.

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A estimativa desta iniciativa é atender a cerca de 1600 crianças de cinco anos, com uma previsão de identificar 160 alunos com problemas de acuidade visual e 400 de acuidade auditiva. Os encargos estimados com este programa são de 60 mil euros, suportados por fundos comunitários.

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