Médio Tejo | CIMT aposta no hidrogénio como nova forma de energia para a região

CIM do Médio Tejo aposta no hidrogénio como nova forma de energia para a região. FotO: DR

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) aposta no hidrogénio como fonte de energia limpa, renovável e alternativa a implementar na região e anunciou ter alcançado um parecer favorável da sua Manifestação de Interesse quanto ao “Projeto Importante de Interesse Europeu Comum (IPCEI) Hidrogénio”.

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A CIM do Médio Tejo constituiu-se em 2018 como uma região pioneira nas questões do hidrogénio e, neste sentido, tem trabalhado com um conjunto de parceiros e entidades diversas num projeto que vai incidir em diversos âmbitos, nomeadamente ao nível dos transportes públicos rodoviários, na promoção da mobilidade suave e cicloturismo, entre outros.

Os objetivos passam por promover a integração, demonstração e desenvolvimento de tecnologias do hidrogénio para aplicações em transportes e estacionárias na região do Médio Tejo, e aumentar a sustentabilidade energética dos transportes através da implementação de transportes públicos interurbanos de passageiros e da promoção do hidrogénio como fonte de energia alternativa aos combustíveis fósseis.

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Por outro lado, a CIMT pretende aumentar a eficiência energética global dos edifícios através de micro cogeração com células de combustível para suprimir as necessidades de calor e eletricidade em edifícios.

Na sua globalidade o projeto apresentado compõe a Cadeia de Valor Regional de Hidrogénio, nas componentes de produção, distribuição, armazenamento, abastecimento e consumo final, bem como a componente da inovação e conhecimento.

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Miguel Pombeiro e Anabela Freitas, secretário executivo e presidente da CIM do Médio Tejo, respetivamente. Foto: mediotejo.net

Em nota de imprensa, os 13 municípios que integram a CIMT afirmam estar “conscientes que a posição geoestratégica da região do Médio Tejo, no centro de Portugal, projeta o território como promotor de impactos transversais para todo o país, nomeadamente na promoção da competitividade regional e para a disseminação das boas práticas”.

Nesse sentido, sublinha, a CIM do Médio Tejo e os seus vários parceiros estão “empenhados em criar um ecossistema regional de inovação em termos do hidrogénio com potencial para servir o interior do país”.

A nova aposta na sustentabilidade ambiental surge, segundo Anabela Freitas, presidente da CIM do Médio Tejo, no seguimento do trabalho que a comunidade intermunicipal tem desenvolvido. Em declarações ao mediotejo.net, explicou recentemente que foi elaborado um plano de âmbito regional de adaptação às alterações climáticas e que o novo protocolo leva a “uma segunda fase de estudo”, permitindo estabelecer de que forma a região do Médio Tejo se pode “definir enquanto cluster nesta matéria”.

Um passo “importante” que, segundo a autarca, contribuirá para uma afirmação da região “não só a nível nacional, mas também europeu” e exemplifica com os países do Norte da Europa, onde alguns autocarros e comboios já são movidos a hidrogénio. No caso do último meio de transporte, o primeiro comboio foi recentemente lançado na Alemanha.

O primeiro comboio movido a hidrogénio foi recentemente lançado na Alemanha. Foto: David Hecker/EPA

A mobilidade e a substituição das energias fósseis são questões centrais neste processo que, diz, deverá envolver os cidadãos e os empresários, para quem o setor pode representar uma oportunidade de negócio.

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No que respeita às entidades públicas, Anabela Freitas refere que os carros elétricos nas frotas dos municípios do Médio Tejo são uma realidade, mas sublinha que “o futuro já está também no hidrogénio” e que este tipo de energia vai ao encontro “da preocupação que temos na sustentabilidade ambiental”.

Estratégia prevê investimento de cerca de sete mil milhões de euros

No dia 30 de julho foi aprovada em Conselho de Ministros a Estratégia Nacional para o Hidrogénio como fonte de energia, que deverá ter um preço semelhante ao que hoje acontece para o gás natural, segundo declarações do ministro do Ambiente e Ação Climática.

Em conferência de imprensa após o fim da reunião, João Pedro Matos Fernandes afirmou que “a consulta pública mostrou que a indústria química é o grande cliente do hidrogénio”, cuja estratégia prevê um investimento de cerca de sete mil milhões de euros, com a meta de aquele gás representar 5% do consumo final de energia em 2030.

O ministro afirmou que todos os apoios públicos aplicáveis serão concedidos por “candidatura pública e concurso no âmbito do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) ou do programa que lhe suceda no próximo quadro comunitário de apoio”.

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Os apoios ao longo do tempo servirão para “garantir que não há nenhum prejuízo para os clientes e que o hidrogénio terá um preço em tudo comparável ao gás natural”.

“Serão atribuídos com mecanismos de concorrência e baseados nos leilões semelhantes” ao que hoje acontece para a energia solar, acrescentou Matos Fernandes.

c/LUSA

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