Médio Tejo | CIM aprova relatório de 2019 com resultado positivo de 181,5 mil euros

A Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo aprovou o seu relatório de gestão de 2019, no qual se destaca um resultado líquido positivo de 181,5 mil euros. Foto: CIMT

A Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo reuniu dia 30 de junho, com a presença dos líderes de bancada, na sede da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no Convento de S. Francisco em Tomar, com os restantes membros da Assembleia em videoconferência. A sessão destinou-se à apreciação e votação do Relatório de Gestão de 2019, tendo sido aprovada por maioria contando com três abstenções dos eleitos da CDU.

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Na sessão, a presidente da CIM do Médio Tejo, Anabela Freitas, destacou “uma execução global da receita de cerca de 72% e da despesa de 76%”, tendo também um resultado líquido do exercício “positivo, estando na ordem dos 181 548,53 €”.

As grandes áreas a que o exercício da CIMT se dedicou em 2019 foram mobilidade e transportes, educação, afirmação territorial, desenvolvimento dos sistemas de gestão territorial e combate à violência doméstica e de género.

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No que toca à atividade da Comunidade Intermunicipal, no último semestre, e modo a detalhar em pormenor todo este exercício, foi apresentada na sessão da Assembleia, a atividade da CIM do Médio Tejo no último semestre.

Neste aspecto, foi explicada a reprogramação do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM do Médio Tejo, com uma dotação de fundo comunitário na ordem dos 56.057.704,29€.

Esta reprogramação está direcionada para projetos nas áreas da modernização administrativa, eficiência energética, apoio às empresas e emprego, património natural e cultural, infraestruturas da educação, da saúde e fruição cultural e inclusão social.

Na sessão, Anabela Freitas frisou o esforço e empenho que a CIM do Médio Tejo colocou no encontro de soluções desde a chegada da pandemia de covid-19 ao país, tendo mencionado o desenvolvimento de procedimentos de contratação pública para acautelar a propagação do vírus no território.

A CIM do Médio Tejo adquiriu um conjunto de equipamentos de proteção individual e máscaras de proteção para uso comunitário, que foram distribuídos junto dos municípios, o que totalizou o investimento de 488 393,53€.

Através de uma parceria com o Centro Hospitalar do Médio Tejo, foi ainda garantido alojamento aos profissionais de saúde em quatro unidades hoteleiras da região de Abrantes, Tomar, Torres Novas e posteriormente em Sardoal, o que representou um valor 18.388,00€.

CIM do Médio Tejo aprova relatório de 2019 com resultado positivo de 181,5 mil euros. Foto: CIMT

Foram ainda adquiridas 19 mil máscaras de proteção para uso comunitário, com um investimento de 359.900,00 €, além de preparação de 220 mil folhetos de divulgação para
distribuir pela população sobre a covid-19 (valor de 2.670,33 €).

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Em parceria com o CHMT foi desenvolvida promoção de ações de formação destinadas aos assistentes operacionais dos municípios sobre noções básicas de apoio a prestar em tempo de pandemia, com devidas cautelas e em segurança. Foram ministradas ações em Ourém, Abrantes, Mação, Sardoal e Alcanena.

Por outro lado, frisa a CIM do Médio Tejo que se procedeu “ao cancelamento do Programa Caminhos 2020, das atividades culturais no Convento de Cristo e das atividades náuticas previstas para a Albufeira de Castelo do Bode”.

Em matéria de educação, foi concluído o PEDIME 1, o desenvolvimento de ações referentes ao PEDIME 2 e o arranque do PISA para as escolas do Médio Tejo, sendo um projeto de capacitação que se constitui em três fases: medir, explorar e atuar.

Foram apresentados valores, nomeadamente a conclusão do PEDIME 1 com investimento de cerca de 4 milhões de euros, com algumas das atividades a prosseguir em 2019/2020, nomeadamente rastreios visuais e auditivos no pré-escolar, encontros com escritores e atividades de teatro para alunos, programa de visitas de estudo e dinamização de atividades de ensino experimental. Ainda assim, devido à pandemia de covid-19, algumas das atividades ficaram suspensas, havendo natural impacto da pandemia na implementação do PEDIME 2.

Na área social, Já no que se refere à área social, foi referida a aprovação da candidatura Maria II – Estratégia Integrada de Intervenção para a Área da Violência Doméstica e de Género no Médio Tejo, que prevê um conjunto de ações capacitação dos municípios e da população em geral nesta matéria.

Quanto à mobilidade, o serviço Transporte a Pedido encontra-se em “pleno funcionamento” e “em operação nos 13 concelhos do Médio Tejo”. Por outro lado, o mais recente projeto «LINK – Estamos Todos Ligados», que faz ligação entre as cidades da região, “tem vindo, gradualmente, a ganhar mais passageiros”. Em tempo de pandemia, lembrou a responsável que a CIMT “definiu uma rede de oferta de serviços essenciais de transporte público no Médio Tejo, em articulação com os operadores de transporte”, para corresponder às necessidades da população.

Quanto à gestão integrada de proteção civil e florestas, destacou-se o trabalho realizado pelas duas brigadas de sapadores florestais da CIM do Médio Tejo, nomeadamente pelos trabalhos de silvicultura preventiva que têm sido efetuados.

Anabela Freitas deixou ainda uma palavra de reconhecimento ao trabalho desenvolvido por todos os técnicos da instituição, bem como a cooperação e parceria com as várias entidades que atuaram no âmbito da pandemia de covid-19.

Com uma área geográfica de 3344 quilómetros quadrados, a CIM do Médio Tejo integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, do distrito de Santarém, e Sertã e Vila de Rei (distrito de Castelo Branco), com um total de 247.330 habitantes (censos 2011).

c/Lusa

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