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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Médio Tejo | CHMT passa a assegurar transporte dos utentes com alta clínica (c/áudio)

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) vai passar a assegurar, a partir de 3 de janeiro, o transporte aos utentes com alta clínica no regresso à unidade mais próxima da sua área de residência.

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Esta medida pode também ser utilizada pelos utentes que se desloquem à Consulta Externa, a qualquer uma das unidades, e visa melhorar a resposta às necessidades dos utentes, melhorando o seu conforto e diminuindo as despesas destes no regresso a casa, disse hoje ao mediotejo.net o presidente do Conselho de Administração do CHMT.

O transporte é feito em autocarro de 21 lugares, exclusivo para esta situação, sendo a viagem gratuita, com o doente apenas a ter de mostrar o boletim de alta. “Desde que cheguei que era um dos pontos mais desejado”, destacou Casimiro Ramos.

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ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE CA DO CHMT:

O CHMT é constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, com uma área de influência que engloba 15 concelhos, servindo uma população de cerca de 266 mil habitantes, em regime de complementaridade de valências. Cada uma das unidades concentra as enfermarias de internamento de diversas especialidades, pelo que os utentes que necessitem de internamento hospitalar são encaminhados internamente para a unidade adequada ao seu tratamento, sendo esse transporte assegurado pelo CHMT.

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Assim, caso o utente resida num concelho diferente daquele em que tenha estado internado, o CHMT passa também a assegurar o transporte de regresso à unidade de saúde mais perto da residência do utente. Para o efeito vai ser criado um transporte entre as três unidades duas vezes por dia, às 11:00 e às 19:00 de segunda a sexta-feira, no itinerário Torres Novas » Tomar » Abrantes e Abrantes » Tomar » Torres Novas, “podendo assim os utentes regressar comodamente à unidade hospitalar mais perto da sua residência”.

“Esta necessidade era uma das principais situações identificadas desde que cheguei e das principais preocupações dos autarcas para que, no fundo, o conceito e a ideia de Centro Hospitalar desse as mesmas oportunidades a todos os cidadãos da região, e essa homogeneidade estava fragilizada com alguma dificuldade de acesso e de mobilidade dos utentes, nomeadamente quando se fala da complementaridade de umas unidades em relação às outras, mas depois de algum modo essa dificuldade de mobilidade travava um pouco o conceito”, notou o gestor, dando conta que o primeiro trimestre será de período experimental.

“Portanto desde sempre que senti que isso era algo que pelo menos teríamos de, pelo menos, testar, que é um pouco o que vamos fazer nos três primeiros meses do ano, e comprovar que efetivamente existem ou não pessoas que após uma alta médica, no regresso à sua área de residência, recorreram ao transporte de táxi ou de familiar que, alterando a sua vida normal, teria de o vir buscar para regressar à unidade de Abrantes, se por acaso estava em Tomar ou Torres Novas. Então fomos desenvolvendo um conjunto de estratégias e contactos no sentido de conseguir esta primeira abordagem e felizmente conseguimos encontrar uma solução e estamos esperançados que a verificar-se de facto esta necessidade, seja uma resposta à população e aos utentes, no sentido de lhes dar mais comodidade e uma prestação de cuidados mais integrada, eliminando essa distância dos 30 quilómetros para menos tempo e menos custos”.

Ao mesmo tempo, continuou, “como o circuito é feito Torres Novas-Tomar-Abrantes e Abrantes-Tomar-Torres Novas, e é feito em percurso fora de autoestrada, se não existirem casos muito muito pontuais é possível a viatura deixar o utente num local mais próximo da sua habitação sem ser necessariamente na instalação hospitalar. Obviamente desde que se tratem de utentes que estejam em situação de mobilidade. Portanto, os utentes que necessitam de ambulância esse transporte já é feito, já é tratado dessa forma, o que significa que esta é uma situação dirigida a quem pode entrar numa viatura e não tem qualquer problema complicado.  Daí que efetivamente é bom começarmos no próximo ano com esta medida, é bom começarmos logo no início e por isso também estamos satisfeitos em ter conseguido esta alternativa”, afirmou Casimiro Ramos. 

Casimiro Ramos é o presidente do Conselho de Administração do CHMT. Foto: mediotejo.net

“O transporte é feito em autocarro, miniautocarro em princípio, é o que está previsto, de 21 lugares, e portanto também havendo vagas no autocarro para além das pessoas que têm alta estamos a pensar estender a quem tenha vindo a uma consulta externa poder apanhar esse mesmo autocarro e regressar à sua área de residência para o caso de ter tido de se deslocar mais longe. Portanto, no fundo, um circuito interno, de serviço dedicado simplesmente ao serviço hospitalar”, vincou.

Para Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração do CHMT, “a questão do transporte de regresso após internamento era uma necessidade há muito sentida pela comunidade servida pela instituição”.

Nesse sentido, “houve a preocupação de encontrar uma resposta que desse resposta a essa necessidade, tornando mais cómodo e fácil o regresso a casa dos utentes internados em qualquer um dos hospitais que integram o CHMT”. “Fica assim consolidada a premissa ‘três unidades, um Centro Hospitalar’, servindo-se melhor a população”, acrescentou.

O transporte irá funcionar a título experimental durante três meses, período no final do qual será efetuada uma avaliação da adesão dos utentes a esta medida.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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3 COMENTÁRIOS

  1. A iniciativa estava prevista na criação do próprio Centro Hospitalar em 2001: a alta é executada no hospital onde o doente entrou no sistema.
    Foi demorada a execução mas mal está o que não é corrigido.
    Parabéns ao CA.

  2. E quem vier por exemplo de Alcanena? Continua a pagar as mesmas taxas e a ter de se desenrascar de torres novas para casa?
    No fundo mais um esquema suportado por todos para servir alguns….

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