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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Médio Tejo | CHMT implanta pela primeira vez cardioversor-desfibrilhador subcutâneo

O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) iniciou a implantação de cardioversores-desfibrilhadores subcutâneos. Este dispositivo inovador oferece um tratamento de primeira linha para doentes com risco de paragem cardíaca e está habilitado para a gestão remota do doente.

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Segundo David Durão, diretor do Serviço de Cardiologia, “os cardioversores-desfibrilhadores convencionais transvenosos são seguros e eficazes no tratamento de taquiarritmias ventriculares que podem causar morte súbita, mas estão associados a algumas possíveis complicações, a curto e longo prazo, quer relacionadas com o procedimento quer com os elétrodos intracardíacos, como endocardites, fratura do elétrodo ou trombose do vaso sanguíneo de acesso”.

Refere ainda que “o dispositivo implantado no CHMT é implantado subcutaneamente (o elétrodo) e submuscular (o dispositivo)”, permitindo “um maior conforto ao doente e uma abordagem menos invasiva, sendo garantida a mesma proteção ao doente, em risco de morte súbita cardíaca”.

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De acordo com o diretor do Serviço de Cardiologia, a realização deste procedimento só foi possível pela colaboração entre diversas especialidades e profissionais de saúde: “Foi realizada formação prévia a enfermeiros, técnicos de cardiopneumologia, cardiologistas e articulámo-nos muito bem com o serviço de Anestesiologia, pelo que só me resta agradecer a colaboração de todos.”

David Durão salienta também que, atualmente, já superaram em larga medida o número de implantes de dispositivos cardíacos, em regime de ambulatório e de doentes internados, em relação aos anos de pré-pandemia: “Tem sido feito um grande esforço pelos elementos do Serviço nas várias áreas de atuação da Cardiologia; a retoma tem sido franca, quer a nível de consultas, quer de meios complementares de diagnóstico e implantação de dispositivos cardíacos”.

A realização deste procedimento no CHMT evita a deslocação de doentes para centros terciários, garantindo equidade e comodidade no tratamento dos cidadãos. Para David Durão, “na área da Arritmologia fica completa a oferta de tratamento de taquidisritmias à população de abrangência do CHMT, o que nos motiva a desenvolver novos projetos”.

CHMT implanta pela primeira vez cardioversor-desfibrilhador subcutâneo. Créditos: CHMT

O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo divide-se, no que toca a consulta, pelas unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas. O internamento faz-se na unidade de Abrantes. No que diz respeito ao bloco operatório, o geral encontra-se na unidade de Abrantes, nomeadamente para implantação de pacemakers. Exames como ECG e Ecocardiograma realizam-se na unidade de Abrantes, Tomar e Torres Novas, MAPA na unidade de Torres Novas, e Holter na unidade de Abrantes e Torres Novas.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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