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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Médio Tejo | CHMT implanta em doentes novo micro dispositivo de monitorização cardíaca

Quatro doentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) já receberam os primeiros micros dispositivos para monitorização cardíaca implantados pelo Serviço de Cardiologia, marcando o início de um novo ciclo no diagnóstico cardíaco no serviço público de saúde da região.

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O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) iniciou em março a prática de implantação de micro dispositivos para monitorização cardíaca e vai arrancar em breve com consultas de Insuficiência Cardíaca Avançada, anunciou o centro hospitalar que gere os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

Em nota de imprensa, o CHMT diz que “foram já implantados quatro micro dispositivos para monitorização cardíaca pelo Serviço de Cardiologia”, uma “técnica diferenciada e inovadora” que está a ser realizada por profissionais do Departamento de Arritmologia do Serviço de Cardiologia do CHMT, instalado na unidade hospitalar de Torres Novas.

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O implante destes micro dispositivos de monitorização “é ideal para doentes com problemas cardíacos que originam síncopes e que por isso precisam de monitorização de longo prazo e contínua” por parte do médico assistente, pode ler-se na mesma nota.

David Durão, diretor do Serviço de Cardiologia, citado na informação do CHMT, refere que “a implantação destes “devices” realizada por profissionais do Serviço é uma mais valia, que representa um acréscimo de diferenciação do próprio Serviço de Cardiologia, mas é, sobretudo, uma mais valia para os doentes cardíacos, que desta forma, ao estarem monitorizados e acompanhados evitam deslocações às urgências hospitalares”.

“Estes dispositivos são implantados debaixo da pele através de uma pequena incisão de menos de 1 cm no lado superior esquerdo do tórax e, quando implantados, são frequentemente quase impercetíveis a olho nu” e “permite uma vigilância diária do ritmo cardíaco até um período de três anos (detetor de eventos sub-cutâneo)”, descreve.

Depois de implantados, estes dispositivos “comunicam com um aparelho (via wireless) que é ligado à corrente elétrica de casa e que transmite informação diretamente ao médico ou para a equipa do hospital (monitorização remota), sempre que se verifica uma ocorrência importante”, constituindo-se também como um “auxiliar diagnóstico de grande valia no esclarecimento da causa da síncope, nomeadamente quando surge com grandes intervalos de tempo entre os episódios, mas que pode estar associada a potencial risco de vida”.

O primeiro micro dispositivo foi colocada no Centro Hospitalar do Médio Tejo a 22 de março e, desde então, já foram implantados com sucesso quatro dispositivos, estando marcada mais uma intervenção para o dia 24 de junho.

David Durão, diretor do Serviço de Cardiologia. Foto: CHMT

“Mesmo em contexto de pandemia, é importante continuar a disponibilizar aos doentes a melhor tecnologia no sentido de lhes oferecer os melhores cuidados de saúde possíveis”, refere o Diretor do Serviço de Cardiologia do CHMT, citado na nota informativa.  “A intervenção é realizada em ambulatório e é minimamente invasiva. O primeiro doente, que apresentava episódios de síncopes de repetição, teve alta imediata e pôde retomar o seu dia-a-dia sem qualquer incómodo”, notou aquele responsável.

O diretor de Serviço de Cardiologia do CHMT referiu ainda que se iniciou recentemente uma consulta diferenciada de Insuficiência Cardíaca Avançada na Unidade de Torres Novas: “Era necessário centralizar este grupo cada vez maior de doentes numa consulta específica, atualmente realizada apenas por mim, mas com ambição de se tornar numa consulta multidisciplinar envolvendo as demais especialidades médicas”

Para David Durão “só com o desenvolvimento de novas valências e projetos centrados numa Cardiologia cada vez mais de ambulatório se poderá atrair novos especialistas e desenvolver uma cardiologia mais diferenciada e com mais capacidade de resposta ao doente cardíaco. A introdução de novas técnicas de imagem como a AngioTAC coronária na Unidade de Torres Novas e a ressonância magnética cardíaca na Unidade de Abrantes, irá certamente constituir um fator atrativo para novos especialistas”, concluiu David Durão.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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