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Médio Tejo | Centros de saúde requalificados em Ourém, Constância e Torres Novas (C/ÁUDIO)

No início deste ano 2021 há já seis centros de saúde requalificados e a funcionar ou em fase final de conclusão para abertura aos utentes, em projetos e investimentos partilhados entre os respetivos municípios e a ARS de Lisboa e Vale do Tejo. As inaugurações não têm data marcada, devido à pandemia de covid-19, tendo a diretora executiva do ACES Médio Tejo admitido a falta de vários médicos de família, psicólogos, enfermeiros e nutricionistas.

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Num ponto de situação sobre os cuidados de saúde primários no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Diana Leiria destacou as obras concluídas ou em curso em centros de saúde da região, quatro dos quais em Ourém (Alburitel, Sobral, Olival e Vilar dos Prazeres), em Constância (Montalvo) e em Torres Novas, com a requalificação a decorrer no centro de saúde da cidade e no futuro um novo espaço para a USF Cardilium.

Questionada sobre os recursos humanos para este ACES, Diana Leiria revelou satisfação pelo facto do último concurso de 2020 ter admitido 10 médicos de família, tendo feito notar, no entanto, que boa parte do corpo clínico atinge a idade de aposentação este ano 2021. “Vamos aguardar pelos novos concursos que vão decorrer em março/abril e que tenhamos vagas suficientes para tentar colmatar essa saídas”, disse, tendo também dado conta do objetivo de “alargar o quadro de enfermeiros, psicólogos e de nutricionistas” no decorrer deste ano.

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ÁUDIO: DIANA LEIRIA, DIRETORA EXECUTIVA ACES MÉDIO TEJO:

Em Ourém estão concluídas as obras de requalificação de três extensões de saúde no concelho, nomeadamente as de Alburitel, Olival e Sobral, tendo os novos espaços nascido em antigas escolas e jardins de infância, representando um investimento global na ordem dos 700 mil euros para o município. Estes espaços estão já a funcionar, assim como o de Vilar dos Prazeres, este em protocolo estabelecido com a Junta de Freguesia local.

Está em fase de obra a empreitada de requalificação do Centro de Saúde de Torres Novas, um investimento global na ordem do milhão de euros e com um prazo de execução de cerca de um ano. Durante os trabalhos de remodelação do edifício, cuja conclusão o presidente da Câmara Municipal aponta para meados de 2021, as Unidades de Saúde Familiar (USF) Almonda e Cardilium manterão a sua atividade, consultas e atendimentos no edifício que vai ser alvo de remodelação.

Em declarações ao mediotejo.net, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Diana Leiria disse que foram tomadas várias medidas para minimizar o impacto das obras na atividade assistencial das USF Almonda e Cardilium, reconhecendo, no entanto, não ser possível evitar todos os incómodos que daí possam advir para utentes e profissionais.

Por outro lado, notou a diretora executiva do ACES Médio Tejo, a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) e a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP), designadamente as consultas de psicologia, os atendimentos da assistente social e os exames de cardiopneumologia, têm estado a funcionar em instalações cedidas temporariamente pela autarquia, no Convento do Carmo.

Em comunicado, o ACES Médio Tejo deu conta que no dia 6 de outubro principiavam as obras de remodelação do edifício do Centro de Saúde de Torres Novas, situado na Praceta Entre Águas, na cidade torrejana. Obras de remodelação que resultam de um protocolo celebrado entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Câmara Municipal de Torres Novas e que visam dotar as Unidades de Saúde que ali funcionam de melhores condições para utentes e profissionais.

Apelando à “compreensão” dos utentes “por algum desconforto ou incómodo que possam sentir”, Diana Leiria deu ainda conta que, “sendo a restruturação uma intervenção de fundo, é previsível que os trabalhos se prolonguem durante o ano de 2021”.

Estão também concluídas as obras de construção da Extensão de Saúde de Montalvo, no concelho de Constância, um investimento na ordem dos 140 mil euros, estando a sua abertura prevista para breve, mas sem data anunciada.

As obras em causa visam a adaptação do antigo edifício de Escola de 1º Ciclo Dr. José Godinho, em Montalvo, para Extensão de Saúde, as quais resultam de um protocolo assinado entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo- ARSLVT e a Câmara Municipal de Constância.

Diana Faria dos Santos Leiria foi nomeada em fevereiro de 2020 diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo para um exercício de três anos. Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada, é especializada em Administração Hospitalar e desempenhou, desde 2012, as funções de Coordenadora da Unidade Hospitalar de Gestão de Inscritos para Cirurgia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e de diretora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria, de 2014 a 2018.

O ACES Médio Tejo abrange os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, num total de cerca de 225 mil utentes.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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