Médio Tejo | Centros de saúde da região com horários alargados para resposta a casos de gripe

Centros de Saúde do Médio Tejo reduzem para 11.581 utentes sem médico de família. Foto: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo mantém ativo o Plano de Contingência para o Inverno face ao aumento das infeções respiratórias tendo alargado o horário de funcionamento de vários centros de saúde da região e reforçado os mesmos com equipas médicas para consulta, e que incluem médico, enfermeiro, e assistente técnico.

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O objetivo é “alargar a resposta essencialmente para doenças agudas, infeções respiratórias e sintomas gripais própria da época de inverno”, disse ao mediotejo.net a diretora do ACES, Sofia Theriaga, e para que as pessoas não vão para as Urgências dos hospitais, até pelo perigo de contágio, e “desloquem-se aos centros de saúde”, frisou a coordenadora do ACES Médio Tejo.

A abertura em horário alargado em alguns dos centros de saúde do Médio implica o reforço do serviço nos dias úteis mas também aos sábados, domingos e feriados, nomeadamente no Centro de Saúde de Ferreira do Zêzere (em funcionamento das 9:00 às 18:00), em Mação (das 10:00 às 19:00), e em Ourém, que funciona doravante também aos fins de semana entre as 9:00 e as 19:00.

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Nos dias úteis, de segunda-feira a sexta-feira, o Centro de Saúde de Alferrarede-Abrantes está a funcionar no âmbito do Plano de Contingência entre as 18:00 e as 21:00, em Ourém das 19:00 às 22:00, e em Torres Novas entre as 20:00 e as 22:00.

Doença aguda – locais atendimento – horário alargado

Com a descida de temperaturas o grande conselho é que se proteja contra o frio mas, se ocorrer caso de doença aguda não urgente o ACES Médio Tejo informa que deve:

1 – Ligar para a linha SNS 24 – telefone: 808 24 24 24;

2 – Recorrer ao seu médico de família;

3 – Recorrer aos locais de atendimento de doença aguda – consulta aberta com alargamento de horário a partir deste sábado, 14 de dezembro 2019, inclusive.

Assim, os locais de atendimento e novos horários são:

Dias úteis:

Centro de Saúde de Alferrarede-Abrantes: 18h às 21h;

Centro de Saúde de Ourém: 19h às 20h;

Centro de Saúde de Torres Novas: 20h às 22h;

Sábados, domingos e feriados:

Centro de Saúde de Ferreira do Zêzere: 9h às 18h;

Centro de Saúde de Mação: 10h às 19h;

Centro de Saúde de Ourém: 9h às 19h.

Gripe: Tendência decrescente e de intensidade moderada a baixa em Portugal 

A gripe em Portugal regista uma tendência estável mas decrescente, estando a época gripal a ser de intensidade baixa a moderada, anunciou no dia 9 de janeiro a Direção-geral da Saúde (DGS).

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Em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, definiu a época gripal atual como tendo intensidade baixa a moderada, sem grande impacto na mortalidade e morbilidade.

Segundo Graça Freitas, o pico da gripe terá já sido atingido, estando a atividade gripal a entrar numa fase descendente.

A responsável sublinhou que mais de dois milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe: “Nunca se vacinou tanto em Portugal como este ano. Só no Serviço Nacional de Saúde [com vacina gratuita] vacinámos cerca de 10% a mais do que nos anos anteriores. E também aumentaram as vacinas em farmácia”.

Apesar da intensidade moderada e de estar em tendência decrescente em Portugal Continental, a atividade da gripe apresenta diferenças regionais.

Por exemplo, o Alentejo não registou atividade epidémica. O Algarve estará agora a entrar na fase epidémica, enquanto no Norte e Centro a tendência é decrescente. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, a gripe está “num planalto”, estável, mas ainda sem atividade a decrescer.

“Até à data, com todos os sistemas de vigilância, tudo indica que tivemos uma atividade gripal baixa a moderada, com tendência decrescente. Pelo menos em algumas regiões do país já estivemos no pico. Mas poderá sempre haver uma segunda onda, basta haver uma alteração drástica do clima e do vírus”, afirmou Graça Freitas.

Em Portugal o vírus dominante esta época tem sido do tipo B, ao contrário do que se passa na maioria dos restantes países da Europa, em que tem dominado um vírus do tipo A.

Quanto à vacinação, a Direção-geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge estimam que a vacina deste ano (tetravalente, que protege contra vários tipos de vírus) esteja a ser eficaz, embora ainda tenham de ser feitos estudos mais apurados não só em Portugal como nos restantes países europeus.

Contudo, o presidente do Instituto Ricardo Jorge, Fernando Almeida, afirmou na conferência de imprensa que “tudo aponta para que a vacina [tetravalente] seja mais efetiva”.

A diretora-geral da Saúde adianta ainda que há muitos idosos vacinados contra a gripe, havendo este ano menos carga de doença nessa população.

O grupo etário que “teve uma grande incidência de gripe”, o dos jovens, está atualmente a registar uma “franca descida” dos casos.

“Se interpretássemos esta época gripal eu diria que tivemos dois fatores da natureza e um humano a interferir: o das temperaturas, com um inverno ameno; as características de um vírus B, em que a atividade gripal é habitualmente menos intensa e o fator humano será o da vacinação”, resumiu Graça Freitas aos jornalistas.

Quanto à afluência aos serviços de saúde, o dia 26 de dezembro foi o que teve maior procura nos serviços de urgência, com mais de 23 mil episódios de urgência. Mas o dia com maior procura de urgências por infeções respiratórias no geral foi o dia 25 de dezembro.

A diretora-geral de Saúde destaca que a gripe não teve grande impacto nas urgências hospitalares, uma vez que apenas 1,8% dos episódios serão devidos à síndrome gripal.

“Houve infeções respiratórias, como há todos os anos, e outras causas típicas de inverno”, justificou Graça Freitas.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que sentiu maior pressão nos serviços de urgência hospitalar.

Ao nível dos centros de saúde, a DGS indica que houve “uma estabilidade nas consultas”.

A gripe não terá tido também grande impacto na mortalidade, que está de acordo com o esperado.

Também as camas adicionais de internamento abertas nos hospitais no âmbito dos planos de contingência não têm tido elevada utilização, com cerca de 50% das camas previstas a serem ocupadas, embora na região de Lisboa e Vale do Tejo esse valor suba para 65%, segundo explicou em conferência de imprensa Ricardo Mestre, vogal da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

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