Médio Tejo | Centro Hospitalar recebe 10 ME do Governo para pagar dívidas vencidas (c/AUDIO)

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) vai começar a avaliar profissionais de saúde que regressaram de territórios de contágio. Foto ilustrativa: DR

O Centro Hospitalar do Médio Tejo obteve um reforço de verba do Governo de mais de 10 milhões de euros, um reforço do orçamento de 2019 para aplicação exclusiva em pagamentos de divida já vencida. Com esta verba, a dívida total do CHMT rondará os 23 ME, dentro de “patamares absolutamente geríveis”, segundo o Conselho de Administração, que reiterou não reconhecer quaisquer dívidas do CHMT à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância, e que estes reclamam.

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Com cerca de 1900 profissionais e um orçamento anual na casa dos 80 a 90 ME, o CHMT viu este valor ser-lhe atribuído em duas tranches, sendo a primeira de 6.628.844,00€ creditada na conta do CHMT a 13 de dezembro e cujo montante foi utilizado exclusivamente para o pagamento a fornecedores, por ordem de maturidade da dívida vencida.

Com este montante, o CHMT conseguiu liquidar divida vencida com antiguidade até março de 2019. A segunda tranche, no montante de 3. 402 555,00€, aguarda autorização e orientações complementares do Secretário de Estado do Tesouro.

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Com a aplicação deste reforço no pagamento da dívida vencida, prevê-se que o CHMT encerre o exercício de 2019 com o prazo médio de pagamento a entidades externas ao SNS inferior ao ano transato.

Carlos Andrade Costa, presidente do Concelho de Administração, frisa que “este reforço orçamental permite manter o valor da dívida do CHMT em patamares absolutamente geríveis”, reforçando a ideia que “o ritmo do crescimento de custos, por força do enorme aumento da atividade assistencial, tem estado sistematicamente sob controlo, o que permite não fragilizar a situação económica – financeira que foi conseguida nos últimos anos e que tem permitido o investimento contínuo na modernização do CHMT”.

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O Governo já havia anunciado que, ainda este ano 2019, haveria uma injeção de 550 milhões de euros para reduzir os pagamentos em dívida deste ano, plano que o CHMT integrou.

O executivo anunciou que haverá ainda um plano de investimentos plurianual no valor de 190 milhões de euros, com o objetivo de “continuar a modernizar e requalificar a rede de hospitais e de centros de saúde“.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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