Médio Tejo | Centro Hospitalar realiza mais de 1200 testes à covid-19 por dia

A capacidade de testagem à covid-19 do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) “é única”, assegurou o presidente do conselho de administração, Carlos Andrade Costa, em conferência de imprensa realizada por videoconferência na terça-feira, dia 3 de novembro. E essa é a razão, segundo afirma, que leva o Ministério da Saúde a pedir ao CHMT que “intervenha e atue” até porque trabalha “24 sobre 24 horas, sete dias por semana”.

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A ARSLVT pediu ao CHMT uma quota diária de testes, das autoridades de saúde pública da região de Lisboa. “Logo nesse dia demos uma quota de 600 testes dia. Podíamos aceitar 600 zaragatoas por dia para entrar em processo de testagem em laboratório. Na quinta-feira estávamos a fazer mil e desde então fazemos 1050 para Lisboa. Para o CHMT são cerca de 170 dia”, indica o administrador hospitalar.

De acordo com Carlos Andrade, o CHMT “sempre soube” que a região de Lisboa e Vale do Tejo necessitaria de “uma rápida capacidade de testagem” como uma das principais respostas no combate à covid-19. “Havia e há muita carência na capacidade de testagem. Portanto desde quarta-feira que temos ao fim da tarde uma série de viaturas que vêm trazer as colheitas para o laboratório em Tomar. Chegam por volta das 17h30 e até às 08h00 do dia seguinte está tudo lançado em sistema”, assegura.

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Capacidade de testagem obriga à contratação de recursos humanos

Tal aumento da capacidade de testagem, durante os sete dias da semana nas três unidades do CHMT e “em qualquer sítio que nos peçam, desde Sardoal à Sertã ou no Cartaxo ou na Azambuja, para termos esta capacidade de resposta”, obrigou à contratação de mais 18 técnicos de patologia clínica. “Contratamos numa primeira fase 11 técnicos de patologia clínica e esta semana entrarão mais cinco técnicos e mais um na próxima semana”, refere Carlos Andrade.

O presidente do conselho de administração deu conta que o CHMT contratou até ao final de setembro “mais de 100 pessoas e neste momento estamos a tentar contratar mais um grupo considerável de enfermeiros e assistentes operacionais. Ontem [dia 2] recebemos médicos de várias especialidades”.

E na resposta aos doentes não covid “estamos a contratar técnicos de fisiatria porque percebemos que temos de aumentar a resposta a doentes das áreas cirúrgicas, das áreas de cirurgia ortopédica, doentes que saem das enfermarias de medicina com Acidentes Vasculares Cerebrais, portanto precisamos de reforçar outro tipo de profissionais”.

Sem fazer “a menor ideia” de quantos profissionais o CHMT irá futuramente contratar, Carlos Andrade deixa a garantia que serão contratados “todos aqueles que precisarmos e formos capazes de encontrar no mercado”.

O presidente do conselho de administração afirma persistir a dificuldade de contratação de assistentes operacionais embora tenha melhorado em relação ao cenário de há dois meses.

“Acho que as pessoas ganharam confiança. O Centro Hospitalar é uma casa segura para se trabalhar e portanto neste momento estamos a conseguir contratar de uma forma mais fácil do que conseguíamos há dois meses. Mas gostaríamos de ter mais pessoas contratadas assim estivessem disponíveis”, concluiu.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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