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Médio Tejo | Centro Hospitalar assinala 10 anos a acompanhar os diabéticos

O Hospital de Dia de Diabetes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, deu os primeiros passos em abril de 2010, estando este ano a assinalar uma década no acompanhamento de pessoas diabéticas, sendo hoje cerca de 1800 as pessoas acompanhadas. Como impulso inicial, estava a necessidade de responder às expectativas das pessoas com diabetes ou obesidade, doenças crónicas que careciam de um acompanhamento de proximidade e de acesso facilitado.

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Em nota de imprensa, o CHMT fala desta data redonda, dos utentes acompanhados e também de um plano de ação desenvolvido pelo Conselho de Administração implementado ao abrigo do Plano de Contingência do novo Coronavírus, realidade incontornável e que tornou premente não deixar a descoberto doentes cuja situação clínica era acompanhada no CHMT, EPE.

Segundo dá conta o CHMT, “essa preocupação levou a estabelecer com os vários Serviços do Centro Hospitalar formas inovadoras e diferentes das rotinas clínicas habituais, visando não deixar desamparados quaisquer utentes, principalmente aqueles cuja situação clínica não pode deixar de ser seguida pelas diferentes especialidades hospitalares”.

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A atravessar este novo desafio no âmbito da pandemia declarada, a Unidade de Diabetes e Obesidade continua a acompanhar mais de 1800 utentes na Região do Médio Tejo.

Atualmente, são acompanhados em consulta de Diabetes, nas 3 Unidades do CHMT,EPE, cerca de 1800 utentes e na consulta de Obesidade, na Unidade Hospitalar de Tomar, 140. Também na Unidade Hospitalar de Tomar, funciona a consulta de Pé Diabético, coordenada por cirurgiões, mas que integra também ortopedista e fisiatra, em estreita colaboração com podologista e enfermeira. São acompanhados cerca de 300 utentes, com situações classificadas como de “alto risco”. Através de sessões de Hospital de Dia, os doentes integram programas de educação para a gestão da doença, nas vertentes de enfermagem, podologia nutrição, atividade física e psicologia.

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Aos doentes de maior risco, com mais de 60 anos ou com outras patologias que os tornem mais vulneráveis, foi proposta a realização de consulta telefónica, que teve uma adesão de quase 100% por parte dos envolvidos. “Para além das questões inerentes à patologia de base, os momentos de contato são, também, utilizados para esclarecer algumas dúvidas sobre a Covid-19 e sensibilizar para as medidas de proteção que se preconizam. Tem sido também possível identificar alguns casos de angústia e ansiedade, que são referenciados para posterior contacto por psicóloga”, refere a equipa que coordena a Unidade de Diabetes e Obesidade, liderada pela médica Cristina Gonçalves e pela enfermeira Carla Monteiro.

Para os doentes mais jovens, com esquemas terapêuticos mais complexos, a estratégia foi “incentivar a utilização das novas tecnologias para partilharem algumas informações com a equipa de saúde e, em caso de necessidade, têm consulta presencial, sendo tomadas todas as medidas para permitir a permanência em segurança. O mesmo se verifica com os doentes com patologia ulcerativa, que têm consulta e sessões de hospital de dia presenciais.

Por outro lado, paralelamente, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) disponibiliza através da sua Unidade de Diabetes e Obesidade uma linha de apoio ao doente diabético para poder acompanhar o mais próximo e atempadamente possível estes doentes. Esta é uma forma de manter o apoio a doentes com situações de doenças crónicas, num altura em que todas as Instituições Hospitalares do Serviço Nacional de Saúde estão centradas na gestão do surto de pandemia do coronavírus. O número de telefone é o 918768164, uma linha que está disponível todos os dias das 9:00 às 21:00.

Esta linha telefónica é destinada a pessoas com Diabetes, e tem como objetivo esclarecer dúvidas quanto ao controlo metabólico (valores de glicemia capilar) e ajustar, quando necessário, a medicação.

Assim, os doentes diabéticos que constatem que os valores de glicemia que obtém são diferentes dos valores habituais, se ocorrem episódios de hipoglicemia ou hiperglicemias frequentes, pode contactar através deste número, todos os dias, entre as 09.00 e as 21.00 horas.

Para o apoio telefónico que agora se disponibiliza ser mais eficaz, o doente diabético deve ter consigo no momento do contacto o registo dos valores de glicemia e a informação sobre a medicação que está a fazer. Deve ter também papel e caneta, para poder escrever as indicações que lhe são dadas de modo a minimizar  a hipótese de erro.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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