Médio Tejo | Centro Hospitalar alerta para “falsos pedidos” que circulam nas redes sociais

ACES Médio Tejo regista mais 77 casos de infeção por covid-19 nas últimas 24 horas. Foto: DR

Tendo tomado conhecimento que alguns profissionais de saúde  colocaram nas suas páginas de facebook pedidos de equipamentos de proteção individual (EPI’s), o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) lamentou hoje tal facto e pediu desculpa  aos seus utentes e demais profissionais por alguma insegurança que o mesmo pedido possa ter suscitado, garantindo não haver falta, até à data, dos referidos equipamentos.

Em comunicado, o Conselho de Administração do CHMT “lamenta ainda que profissionais de saúde, que deviam ser os mais responsáveis pelos comentários públicos que fazem, não saibam utilizar de forma mais responsável as redes sociais, num momento tão sensível de saúde pública para a população”.

A instituição de saúde presidida por Carlos Andrade, que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, diz também que, “numa Casa com dois mil funcionários, a administração “não pode responder por atitudes insensatas de alguns profissionais” e que são, afirma, uma “exceção à forma muito responsável no contributo essencial que dão para a Instituição, como um todo, a maioria dos profissionais neste momento crítico”.

Nas redes sociais circulou um pedido de ajuda à comunidade da região de Abrantes e da área territorial do CHMT para a disponibilização de equipamentos de Proteção Individual (EPI), nomeadamente de “cógulas impermeáveis, óculos protecção/viseiras, tapa botas/botas cano alto impermeáveis, batas impermeáveis e/ou fatos completos impermeáveis” e que estará na origem deste comunicado da administração hospitalar.

O CA do CHMT sublinha que “no dia em que houver uma rutura de equipamentos ou material que ponha em causa a prestação de cuidados”, será “o primeiro a fazer um apelo público, se não lhe restar outro meio”, tendo afirmado ser que naquela instituição, “como em qualquer outra de prestação de cuidados de saúde hospitalares, se usa de forma muito racional e muito ponderada bens essenciais para o combate à Covid-19”.

“Aquilo que se espera é que profissionais de saúde saibam distinguir o uso racional de material em situação crítica da falta de recursos”, diz ainda o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, pedindo “desculpa por algum alarme que possa ter sido provocado pelo ato insensato de um profissional”.

“Sem embargo do uso muito parcimonioso do material existente que, neste momento, exige uma gestão muito mais rigorosa dos stock’s – pois não se sabe a intensidade da pandemia nem o tempo que a mesma vai durar – mais uma vez se reafirma que não existe falta de material de proteção individual no CHMT,EPE de forma a por em causa a segurança dos profissionais, já que este Centro Hospitalar cumpre todas as orientações de auto proteção em meio hospitalar da Direção Geral de Saúde e da sua própria comissão de combate à infeção hospitalar”, adianta.

No comunicado pode ler-se ainda que “a prova de que o CHMT tem capacidade para fazer face a este surto pandémico é que, ainda no dia de hoje, 27 de março, o CHMT, EPE, recebeu 10 ventiladores, de uma encomenda global que o Governo fez para reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde” no combate ao SARS-CoV-2.

“Não obstante todo este planeamento e a forma como o CHMT, EPE, se tem preparado, importa agradecer as muitas ofertas de consumíveis de proteção individual bem como de toda a solidariedade demonstrada nos últimos dias por diversas entidades privadas e públicas que, de várias formas, têm colaborado no combate a esta pandemia, e têm feito chegar bens e equipamentos ao CHMT, EPE. equipamentos esses que reforçam os stock’s existentes”, conclui.

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