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Sábado, Setembro 18, 2021

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Médio Tejo | ‘Castelo do Bode Zero Emissions’ apresentou primeiro barco elétrico a operar em Portugal

Apresentar o primeiro barco elétrico de wakeboard a operar em Portugal foi o mote para um encontro no Ancoradouro do Eco Hotel Lago Azul, em Ferreira do Zêzere, e onde “descarbonização” e “turismo sustentável” foram as palavras-chave. 

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Esta embarcação, que emite zero emissões e que passa a estar disponível na Estância de wakeboard de Castelo do Bode, na região do Médio Tejo, tem uma autonomia para oito sessões – o que equivale a duas horas de funcionamento intenso – e é silenciosa, sendo agora possível ouvir inclusivamente os sons envolventes, como o da água a bater no casco do barco.

Nesta organização conjunta da Fórum Oceano (Coordenadora da Rede das Estações Náuticas de Portugal), a CIM Médio Tejo (Coordenadora da Estação Náutica de Castelo do Bode) o Município de Ferreira do Zêzere, a Turismo Centro de Portugal e a Associação Portuguesa de Wake, foi ainda realizada uma demonstração de wakeboard e wakesurf recorrendo ao uso deste barco mais amigo do ambiente, a qual ficou a cargo de alguns desportistas convidados, como Teresa Almeida e Miguel Rocha, embaixadores da Rede das Estações Náuticas de Portugal, Bernardo Branco, Joana Atalaia, Guy Fonseca e Toni Laureano.

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‘Castelo do Bode Zero Emissions’ apresentou primeiro barco elétrico a operar em Portugal. Foto: mediotejo.net

Na iniciativa ‘Castelo do Bode Zero Emissions – No caminho da descarbonização para um turismo mais sustentável’, estiveram presentes na mesa da apresentação Hélio Antunes (Município de Ferreira do Zêzere), Luís Segadães (empresário e criador, com o apoio da CIMT e da APWW, da Estância de Wakeboard de Castelo do Bode), Anabela Freitas (presidente da CIM Médio Tejo), Adriana Rodrigues (Turismo do Centro) e António José Correia (Fórum Oceano). 

Foto: mediotejo.net

O vereador do município de Ferreira do Zêzere, Hélio Antunes, começou por fazer uma retrospetiva: “Se olharmos para trás e recuarmos alguns anos, a albufeira de Castelo do Bode estava estagnada, parecia não ter mais hipótese de desenvolvimento em termos turísticos, mas estas apostas no wakeboard e a estância que foi criada, veio provar que é possível aliar também a sustentabilidade àquilo que temos de bom, que queremos valorizar e manter, que é a qualidade das nossas águas”. O autarca considerou o dia como “um marco histórico naquilo que é a gestão da albufeira”.

Foto: CIM Médio Tejo

António José Correia, da Fórum Oceano, disse que o objetivo é a “descarbonização” e um “turismo mais sustentável”. Mesmo mostrando-se seguro de que com a divulgação desta iniciativa outras estações náuticas vão fazer o mesmo, o representante da Fórum Oceano deixou o aviso de que “se queremos descarbonização e turismo mais sustentável, então tem de haver apoios a quem se chegue à frente, seja público seja privado”, mencionando a oportunidade representada pela denominada “bazuca europeia” do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) que vem a caminho e que tem uma componente destinada para o turismo.

Luís Segadães, responsável pelo investimento, destacou os números de três a quatro mil praticantes anuais que frequentam a estância de wakeboard, muitos deles locais, o que é “extraordinário”, e significa, na opinião do mesmo, que se trouxe qualidade de vida e acesso a um desporto que não estava ao alcance de qualquer um: “antes só quem tinha barcos é que podia fazer wakeboard, e hoje em dia já é algo democratizado e descarbonizado”, uma vez que normalmente este desporto é praticado através do uso de cabos que gastam (pouca) eletricidade, segundo explicou o mentor por trás da criação desta estância em Castelo do Bode.

Segadães não mostrou dúvidas: “O barco vai ter muito impacto. Está cá há duas semanas e captou logo muito interesse”.

Anabela Freitas, presidente da CIMT, considera “fundamental” que os jovens da região tenham uma maior oferta desportiva, que vá para além daquilo que são as modalidades mais mediáticas. Foto: mediotejo.net

Por seu turno, Anabela Freitas, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, destacou o facto de a estância ser um projeto de um conjunto de municípios – Abrantes, Ferreira do Zêzere, Sertã, Tomar e Vila de Rei.

A também líder do município tomarense alertou que “as alterações climáticas existem, a descarbonização é necessária, e há palavras que ficam muito bem nos discursos mas aquilo que todos nós precisamos é de ações e hoje estamos aqui perante ações”, as quais se inserem onde “esta região do Médio Tejo se quer posicionar enquanto destino turístico sustentável”.

Foto: CIM Médio Tejo

Este projeto, que recorre agora ao uso de um barco elétrico, está muito relacionado com o turismo – algo muito importante como Anabela Freitas reconheceu – mas a autarca fez também questão de enaltecer o fator da prática desportiva, considerando “fundamental que os jovens da região tenham oferta desportiva para além daquilo que é o futebol, e as modalidades mais mediáticas”.

Anabela Freitas, presidente da CIM Médio Tejo. Foto: CIM

A líder da CIM do Médio Tejo chamou ainda a atenção para a necessidade de os instrumentos de gestão do território acompanharem a dinâmica do próprio território, referindo o Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode, o qual tem quase 20 anos, quando nessa altura “ainda nem se falava de descarbonização, e a realidade era outra”.

“Estes instrumentos de gestão do território – que devem existir – devem acompanhar aquilo que é a realidade, e isto tem sido um entrave não só aos municípios (para poder captar investimento), mas sobretudo aos empresários e empreendedores que querem investir neste território”, disse ainda Anabela Freitas.

O barco elétrico não faz barulho e tem autonomia para oito sessões de wakeboard. Foto: mediotejo.net

A representante do Turismo do Centro, Adriana Rodrigues, referiu a “luta” que tem sido promover e fazer a comunicação dos “principais ativos” turísticos que existem na região e que este projeto da estação náutica é um “projeto vencedor” que tem mostrado resultados muito positivos na promoção da região.

Adriana Rodrigues apelidou ainda este momento como “histórico”, referindo também a “democratização” do turismo náutico para todas as pessoas, apelando igualmente a um “desenvolvimento integrado do território”.

O barco, detentor da placa 001 ou não fosse ele o primeiro barco elétrico de wakeboard a ser usado em Portugal, foi produzido pela Nautique – marca americana que produz barcos de wakeboard há vários anos – e representa um investimento de mais de 230 mil euros.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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