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Quarta-feira, Junho 23, 2021

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Médio Tejo | Carlos Costa deixa CHMT e assume administração do Hospital de Vila Franca de Xira

Carlos Andrade Costa é o novo presidente do Conselho de Administração (CA) do Hospital de Vila Franca de Xira, tendo o próprio anunciado hoje a sua saída do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), onde exercia funções desde 2014.

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“O Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, confirma que Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do CHMT, foi convidado pela tutela para a transição do Hospital de Vila Franca de Xira para o setor público, enquanto hospital empresa pública e no âmbito da reversão da Parceira Pública Privada (PPP) que tem gerido esta Unidade Hospitalar”, pode ler-se no comunicado do CHMT, que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

Carlos Costa confirmou que aceitou o convite do Ministério da Saúde para assumir a gestão do Hospital Vila Franca de Xira, Parceria Público-Privada (PPP) gerida pela CUF, tendo comunicado a cessação de funções aos funcionários do CHMT, a quem agradeceu, tendo feito notar que encerra “um dos períodos mais gratificantes” do seu percurso profissional de quase trinta anos na gestão de hospitais. 

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Com Carlos Andrade Costa seguem também do CHMT para a administração hospitalar de Vila Franca de Xira a enfermeira diretora, Ana Paula Eusébio, e Bruno Ferreira, vogal do CA do CHMT. Do Conselho de Administração permanecem no Centro Hospitalar do Médio Tejo o vogal Carlos Gil e a diretora clínica Ivone Caçador.

O Conselho de Administração do Hospital de Vila Franca de Xira passa a ser composto por Carlos Manuel Pereira Andrade Costa, na qualidade de presidente, Maria Sofia Magalhães Loureiro dos Santos, vogal executiva com função de diretora clínica, Ana Paula Ventura Eusébio, vogal executiva com função de enfermeira diretora, Bruno Miguel dos Santos Ferreira, vogal executivo, e por António Pedro de Eça de Pinheiro, vogal executivo.

O Ministério da Saúde diz que pretende “assegurar uma transição sem constrangimentos, garantindo a continuidade da qualidade dos  cuidados de saúde”.  

Relativamente ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar Médio Tejo, “o processo de nomeação encontra-se em curso de acordo com a tramitação legal usual e será divulgado oportunamente”, deu conta a tutela.

Fonte oficial do CHMT disse que o despacho foi assinado pelo Ministério da Saúde e Ministério das Finanças na terça-feira, dia 18 de maio, e tem efeitos a partir de hoje.

Centro Hospitalar do Médio Tejo assinala 40 anos do Serviço Nacional de Saúde. Foto arquivo: mediotejo.net

Carlos Andrade Costa foi nomeado presidente do CA do CHMT em julho de 2014 tendo sido sucessivamente reconduzido para as funções que agora cessa naquele centro hospitalar que serve cerca de 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Nascido em 1965, Carlos Andrade Costa tem Licenciatura em Direito e os Cursos de Administração Hospitalar, de Auditor de Defesa Nacional e Pós-graduação em Gestão de Instituições sem Fins Lucrativos, entre outros, como o de Diretor dos Serviços de Planeamento, Programação Financeira e de Assuntos Bilaterais I, no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa foi administrador-delegado de todos os equipamentos de cariz hospitalar da instituição. Membro de Direção dos Hospitais das Forças Armadas, Carlos Costa foi o único civil a gerir hospitais militares.

Carlos Andrade Costa com o secretário adjunto e da Saúde, Lacerda Sales. Foto: mediotejo.net

Mensagem de Carlos Andrade Costa aos funcionários do CHMT:

No texto que enviou a todos os funcionários do CHMT, e que transcrevemos na íntegra, Carlos Andrade Costa sublinhou o percurso realizado nos últimos quase sete anos.

“Nestes seis anos e muito, pudemos acrescentar muito valor ao nosso CHMT. Desde logo no enriquecimento dos seus recursos humanos, que cresceram em valores muito consideráveis. Em 30 de Junho de 2014 o CHMT contava com 1.690 profissionais no seu respetivo Quadro de pessoal. A 31 de Março de 2021, já éramos 2.105. A que se acrescentará, num momento e no outro, um conjunto expressivo de prestadores de serviço.

Uma das prioridades foi, sempre, aumentar o número de profissionais diretamente afetos à prestação de cuidados, com uma muito particular preocupação no aumento do número de médicos. Tal como no desenvolvimento dos graus de idoneidade formativa de futuros especialistas médicos.

Por outro lado, é muito expressivo o rejuvenescimento das médias etárias ao nível médico, de enfermagem e dos técnicos de diagnóstico e tratamento. Todas as oportunidades de contratação, em especial nestes grupos profissionais, foram aproveitadas de forma decidida. Sempre em articulação com a nossa Tutela.

Entre 01 de julho de 2014 e também 31 de Março de 2021 investimos cerca de 15,6 milhões de euros. Valor que crescerá, muito, se considerarmos os investimentos aprovados e que se encontram agora em fase inicial, como e por exemplo a instalação da Ressonância Magnética ou o novo aparelho de TAC. Ou, ainda, a criação da valência de internamento em Fisiatria. Já para não recordar o investimento na Requalificação da Urgência Médico-Cirúrgica. A que, ainda, acrescerá as novas instalações para o Serviço de Gastroenterologia. Com todos estas iniciativas ultrapassamos os 20 milhões de euros em investimentos.

Certamente que todos temos facilidade em recordar vários outros dos investimentos realizados. Sendo que a área da Imagiologia terá sido das mais expressivas.  Mas a relevância de cada um dos investimentos realizados não se mede, apenas, pela sua expressão financeira. A criação do Hospital de Dia de Medicina Interna ou a criação da Unidade de Hospitalização Domiciliária enfatizaram a importância da Medicina Interna numa prática clínica diferenciada. Como aquela que sempre distinguiu o CHMT. Medicina Interna onde muito se privilegiou a contratação de novos médicos. E neste particular o salto que demos foi muito expressivo nestes quase sete anos de trabalho conjunto.

Dotar cada uma das três Unidades hospitalares do CHMT com um aparelho de Tomografia Axial Computorizada e, ainda, a Urgência Médico-Cirúrgica de um aparelho de Ressonância Magnética – a primeira pública no Distrito de Santarém – foi um compromisso assumido como imprescindível para a inequívoca diferenciação do parque tecnológico do CHMT e aumento da segurança clínica. 

A expansão e renovação da Unidade de Diálise foi outro passo muito relevante para todo o CHMT e, em particular para a Unidade hospitalar de Torres Novas.

A expansão e modernização dos meios técnicos ao dispor da nossa Medicina Intensiva foi outro aspeto que se assumiu sem hesitações. Tal como a renovação tecnológica nos Blocos Operatórios. E, aqui, com particular destaque para a Unidade hospitalar de Tomar.

A requalificação das instalações da Urgência Médico-Cirúrgica está, agora, a ser tramitada em termos de procedimentos concursal para escolha da entidade que concretizará este investimento muito relevante para a afirmação do CHMT. Projetando a sua importância estratégica.

A este investimento acrescerá, como referido acima, a construção da nova área da Consulta Externa na mesma Unidade hospitalar.  Bem como a nova área de exames especiais de Gastroenterologia.

O investimento no Serviço de Patologia Clínica, muito acelerado pela pandemia, foi outro marco no CHMT e o tornou imprescindível na capacidade de testagem em toda a Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Em seis anos muito se fez, com o extremo empenho de todos. E neste último ano, ao atravessarmos toda a turbulência provocada pela pandemia, o CHMT deu a todo o Serviço Nacional de Saúde inequívocos exemplos da sua enorme maturidade Institucional e competências clínicas.

Cesso o meu serviço ao vosso serviço com um indisfarçável sentimento de gratidão. Gratidão a todos”, concluiu.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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