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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Médio Tejo | Caminhos da Pedra trilhados por cerca de 9000 pés

Os Caminhos da Pedra foram trilhados por cerca de 9000 pés entre nos dias 12 a 14 e 18 a 21 de outubro. O número que situa os visitantes nos 4500 foi avançado esta terça-feira pela organização, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, fechando o último momento de programação dos Caminhos do Médio Tejo deste ano com saldo cultural positivo.

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Sete dias com mais de cinco dezenas de espetáculos de artistas nacionais e estrangeiros que fizeram os caminhantes percorrer os concelhos de Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Muitas horas com música, percursos, dança, teatro convencional e de rua e circo contemporâneo em locais esperados e inesperados. Um evento com propostas gratuitas para todos no qual Luís Ferreira destaca o sucesso dos percursos artísticos e do projeto de comunidade “Voz à Solta”.

Um momento do percurso artístico de Francisco Goulão, em Torres Novas. Foto: Hugo Magro

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Segundo o comissário dos Caminhos do Médio Tejo, os percursos artísticos já “são uma marca do Caminhos e fazem parte do imaginário de todos. São projetos de criação e de encontro das pessoas com a paisagem”. Nestes Caminhos da Pedra, Ourém recebeu “De mapa na mão”, do coletivo BURILAR, Sardoal “Pedra a Pedra”, de Ana Bento, Tomar “Iria”, de Tiago Correia, e Torres Novas “Andão mortos por sima dos vivos”, de Francisco Goulão.

No que respeita ao projeto de comunidade desenvolvido pelo músico Rui Souza, Luís Ferreira refere as “largas dezenas de elementos da comunidade que participaram no [espetáculo] “Marcha das Almas”. Resultou muito bem pela união dos dois municípios – Ourém e Vila Nova da Barquinha – que congregaram esforços para levar à rua este espetáculo. Um projeto que desafia e transforma. Não poderíamos encontrar outros verbos mais indicados para os Caminhos do Médio Tejo”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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