Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Médio Tejo | Caminho do Ferro liga mais de uma centena de artistas em 5 concelhos

A rede de itinerância “Caminhos”, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, começa a percorrer a região no próximo dia 11 de abril através do Caminho do Ferro. O primeiro dos três roteiros de formação e programação cultural previstos no programa associa a dança às linhas férreas e percorre Abrantes, Entroncamento, Mação, Tomar e Vila Nova da Barquinha com artistas, população local, espetáculos, workshops e percursos artísticos a bordo.

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O Médio Tejo mete-se a caminho da cultura com as gentes e o património de Abrantes, Entroncamento, Mação, Tomar e Vila Nova da Barquinha a bordo no primeiro dos três roteiros que integram o projeto “Caminhos”. A nova rede de itinerância cultural foi apresentada pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo na semana passada durante a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa e os primeiros lugares estão reservados para mais de uma centena de artistas regionais, nacionais e internacionais e o público, que farão paragem em 13 locais.

Sopa Nuvem, da Companhia Caótica. Foto: DR

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O Caminho do Ferro percorre-se entre os dias 11 e 16 de abril e associa a dança às linhas férreas que ligam estes cinco concelhos entre si e ao mundo. O ritmo da região vai ser marcado por mais de uma centena de artistas regionais, nacionais e internacionais em quase duas dezenas de espetáculos realizados nos centros históricos, praças, estações ferroviárias, centros culturais, museus, espaços comerciais e castelos.

Sete dias de viagem que são preparados com antecedência através das residências artísticas da bailarina e coreógrafa Yola Pinto (Abrantes), da companhia Teatro do Ferro (Entroncamento), ligada às artes performativas e marionetas, e dos artistas plásticos Paulo Carmona (Mação), Violant (Tomar) e Marina Palácio (Vila Nova da Barquinha).

Xaral’s Dixie. Foto: DR

Yola Pinto, Teatro do Ferro e Marina Palácio mantêm-se pelos concelhos e a eles juntam-se, em Mação, António-Pedro da Companhia Caótica, ligada ao teatro, música, cinema, artes plásticas, e a companhia de teatro de rua Erva Daninha, em Tomar. Os cinco são os orientadores dos workshops de mediadores, marionetas, ilustração, construtores de bandas sonoras e teatro de rua, que representam o primeiro passo de um dos traços distintivos da rede, o envolvimento da comunidade local.

O workshop de ilustração orientado por Marina Palácio já se realizou e envolveu os alunos da Escola Ciência Viva e a população sénior na preparação do percurso “O Espantoso caminho das Árvores-biblioteca!”. Além dos percursos artísticos em diversas áreas que podem ser visitados durante os dias em que o Caminho do Ferro atravessa os concelhos, existe ainda o projeto “Andar”, da coreógrafa Aldara Bizarro, que une 50 dançarimos locais (10 de cada concelho) e a poesia de Ana Hatherly.

Baile dos Candeeiros, do Radar 360º. Foto: DR

O espetáculo é um dos três itinerantes que passam a integrar o Caminho do Ferro a partir de dia 13, quinta-feira, passando por Tomar, Vila Nova da Barquinha e Mação. A companhia Erva Daninha leva o “Circo à Mostra” a Abrantes, Tomar e Vila Nova da Barquinha e a companhia Radar 360º dança n’“O Baile dos Candeeiros” em Vila Nova da Barquinha e Entroncamento.

O programa também propõe sessões duplas na cidade ferroviária com a peça teatral de Filipe Caldeira “O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela). Mação, por seu lado, prova o espetáculo “Sopa Nuvem”, com os ingredientes da Companhia Caótica. As propostas até domingo incluem concertos ao ar livre com o old jazz dos Xaral’s Dixie no Entroncamento, a world music dos Galandum Galundaina em Abrantes e o fado de Ricardo Ribeiro em Tomar.

O projeto “Caminhos”, com o mote “Médio Tejo – Uma região a caminho”, promete deixar marcas da sua passagem pelos 13 concelhos da região através das linhas férreas do Norte, da Beira-Baixa, do Leste e do Ramal de Tomar, dos leitos dos rios Tejo e Zêzere e das autoestradas A23, IC9 e A13. A rede de itinerância cultural volta acelerar o ritmo com a música no Caminho da Água, entre 11 e 16 de julho e com o teatro no Caminho da Pedra, entre 10 e 15 de outubro).

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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