Médio Tejo | Calor nos 45 graus: “tolerância zero” às queimadas – Mário Silvestre (c/vídeo)

Os meios de combate a incêndios no distrito de Santarém vão ser reforçados com mais cinco brigadas e oito equipas de combate no território onde, até domingo, 5 de agosto, os concelhos de Mação, Abrantes e Sardoal continuam em risco elevado. O Comandante distrital das operações de socorro de Santarém, Mário Silvestre, alertou esta quarta-feira, 1 de agosto, para que se evite a utilização de fogo e que, em caso de mau estar devido ao calor, se contacte primeiro a Saúde 24 antes de se deslocar às urgências.

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No distrito de Santarém, que desde esta quarta-feira se encontra em “alerta laranja” em termos de risco de incêndios, vai ser feito, até domingo, “o pré-posicionamento de cinco brigadas de combate a incêndios em locais estratégicos” e um reforço de efetivos de “oito equipas de combate a incêndios”, o que aumentará o dispositivo de combate a incêndios em “mais 40 homens”, divulgou em conferência de imprensa Mário Silvestre.

Num encontro com a comunicação social, realizado nas instalações do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, localizadas em Almeirim, Mário Silvestre adiantou ainda que vai ser feito “o lançamento de patrulhas militares no terreno para cobrirem as zonas de maior risco” e fazerem “uma maior identificação de casos potencialmente perigosos”.

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Comandante Mário Silvestre avançou esta quarta-feira que os meios de combate a incêndios foram reforçados Foto: mediotejo.net

Entre os pontos de maior preocupação, no que respeita ao risco de incêndio, o comandante apontou “o interior norte do distrito”, salvaguardando que, apesar dos grandes incêndios registados o ano passado, os concelhos de Mação, Abrantes e Sardoal “continuam a ser zonas preocupantes”.

Qualquer um dos concelhos “continua a ter ainda uma mancha verde muito significativa” e a ser “um foco de muita atenção” no distrito onde o CDOS, a GNR e o Exército estão a coordenar meios para a colocação de brigadas nos locais onde o risco de incêndio seja mais previsível.

Já as cinco brigadas pré-posicionadas que vão estar no terreno incluirão “dois veículos de combate e um veículo tanque, estrategicamente posicionados ao longo do distrito, garantindo uma malha de cobertura e um músculo mais significativo” em caso de fogo.

O reforço visa responder “ao previsível aumento do risco de incêndio rural” no distrito onde, entre quarta-feira e domingo, as temperaturas máximas previstas chegam aos 45 graus e as mínimas não deverão descer dos 25 graus, segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia.

Uma condição de “severidade meteorológica” que levou as autoridades a decretar “tolerância zero” no uso de fogo e o comandante distrital a alertar para o risco de comportamentos menos corretos.

“O que foi limpo está limpo, o que não foi não deve ser limpo agora”, vincou, apelando à população para “não fazer queimadas, limpezas nem nenhuma ação que possa aumentar o risco de incêndio”.

No encontro com a comunicação social, o comandante distrital alertou ainda para os perigos das altas temperaturas previstas até domingo, que “podem causar problemas aos idosos, sobretudo se forem doentes crónicos”.

CDOS de Santarém conta com 16 câmaras de vigilância a as torres de vigia e sapadores geridos pela GNR Foto: mediotejo.net

Quer para estes, quer para a população em geral, o CDOS divulgou uma lista de conselhos que passam pela ingestão de líquidos (em especial água e sumos naturais), fazer refeições leves, vestir roupas leves e frescas e evitar saídas ou atividades físicas entre as horas de maior calor, ou seja, entre as 11h00 e as 17h00.

No distrito de Santarém ocorreram já este ano 357 fogos que consumiram 93 hectares de área florestal. No distrito existem 16 câmaras de videovigilância que fazem uma cobertura de 75% do território e permitem ao CDOS ir acompanhando o evoluir dos incêndios a partir da base de operações em Almeirim. Até ao momento, explicou Mário Silvestre ao mediotejo.net, as condições meteorológicas têm sido favoráveis, o que coloca a incidência no comportamento humano entre a causa principal dos incêndios.

Questionado sobre a situação particular da Serra de Aire, que não arde há vários anos e escapou quase ilesa aos incêndios de 2017, o responsável destacou que é uma área tão prioritária como todas as outras. “Temos patrulhas militares do Plano Faunus que se encontram em vigilância”, adiantou.

c/Lusa

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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