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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Médio Tejo | Bolo Rei, de que massa é feita a nossa realeza? (c/VIDEO)

No Japão come-se Kurisumasu Keeki, na Nova Zelândia preferem Pavlova, pelas Filipinas deliciam-se com Bibingka e na Dinamarca não há noite sem Risalamande. O Natal é assim no resto do mundo e, por terras lusas, existe o bolo que é Rei e que decidimos conhecer, do pó da farinha até à mesa. Uma autêntica viagem “Real” tendo como guia Hélio Franco, pasteleiro profissional habituado a adoçar as Consoadas do Médio Tejo desde que se lembra.

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Natal sem Bolo Rei não é Natal, mesmo sem a fava, nem o brinde. Sim, os símbolos de sorte e azar tornaram-se ilegais conforme os conhecíamos, mas perdurou o famoso bolo com frutas cristalizadas. Estas até podem ser colocadas de parte por aqueles que não as apreciam. No entanto, não garantem que o Bolo Rainha ou as novas versões ganhem à tradição.

Em plena época natalícia fomos conhecer o Rei das mesas da Consoada desde o primeiro encontro entre os ingredientes até ao momento em que a iguaria se cruza com os comensais. Como guia escolhemos Hélio Franco – pasteleiro profissional e formador de Cozinha e Pastelaria no IEFP – Centro de Formação Profissional de Tomar – que ganhou o gosto com o pai padeiro, Albino, e assume ter nascido “no meio da farinha”.

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As famosas frutas cristalizadas. Foto: mediotejo.net

Aos 24, em 2002, depois da formação no CFPSA – Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar, na Pontinha, escolheu o local onde deu os primeiros passos pessoais para iniciar a caminhada profissional. Abriu o negócio na Linhaceira, que tem adoçado o concelho de Tomar e ao qual se juntaram os espaços em Montalvo (Constância) e Madeiras (Vila Nova da Barquinha). Foi no último que começámos esta viagem “Real”.

Uma vez apresentado o guia, passemos ao itinerário. Pegamos na farinha, margarina, ovos, açúcar, sal, aguardente, vinho do porto, fermento e água e vamos meter, literalmente, as mãos na massa. Está preparado? Vamos amassar, deixar a massa levedar por hora e meia, tendê-la, dar-lhe forma, esperar os 45 minutos que passa na estufa, “pintá-la” e colocar a fruta cristalizada.

O bolo que é Rei em qualquer mesa da Consoada. Foto: mediotejo.net

De seguida, descansamos com ela durante uns minutos e olhamos ansiosamente para o forno durante cerca de meia-hora. Quando o aroma invadir o espaço, é só devolvê-la ao frio do inverno, dar o brilho que lhe confere realeza e deliciar-se. Ficou curioso? Então veja a reportagem mais doce que preparámos para si neste Natal.

Boas Festas e… bom apetite!

*reportagem publicada em dezembro de 2016

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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