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Sábado, Outubro 23, 2021

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Médio Tejo | Biodiversidade é riqueza constantemente ameaçada (Foto-reportagem)

Celebrar o Ambiente depois dos desastres ecológicos de que temos sido vítimas, como a poluição dos rios Tejo, Almonda ou Nabão, e os recentes incêndios que assolaram a região, não se afigura tarefa fácil… Mas decidimos marcar o Dia Mundial da Conservação da Natureza, que se assinala a 28 de julho, com algumas fotos de espécies representativas da nossa fauna e ecossistemas do Médio Tejo. Fica como grito de revolta, de dor, de incapacidade – mas também como sinal de esperança na capacidade que a Natureza tem de se renovar. É também uma humilde homenagem aos que lutam por preservar a biodiversidade.

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O autor em trabalho de campo (Foto: David Pereira)

Observo e fotografo o vale do Tejo, de forma lúdica mas interessada, faz muitos anos.
A riqueza de “habitats” nesta região surpreende pela diversidade de ecossistemas e espécies faunísticas. Desde as encostas alcantiladas sobre o Tejo em Vila Velha de Rodão até Belver, reino dos grandes necrófagos como o grifo, o abutre-africano ou o abutre do Egipto, onde as grandes rapinas como a Águia-imperial ou Águia-real também se apresentam amíude, até às lezírias do Ribatejo, muitos locais de eleição existem. A zona do pinhal onde a caça maior se observa: javalis e veados; as grandes barragens como Belver/Ortiga, Castelo de Bode ou Pracana; os rios Tejo, Nabão ou Almonda; o Paúl de Boquilobo; e até os espaços urbanos das cidades de Abrantes, Torres Novas, Ourém ou Tomar são locais de eleição para observar a fauna da região. Para tal devemos ir munidos de roupa e calçado adequados, uns binóculos ou máquina fotográfica, preferencialmente com um guia de campo, material de camuflagem e, claro, mantimentos e água. Podemos optar pela caminhada ou pela espera, de preferência em abrigos construídos em locais de visita frequente dos animais.

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Os animais que podemos observar dividem-se em cinco grandes categorias: Aves, Mamíferos, Répteis, Insectos e Peixes. Destas ignoramos os peixes pela dificuldade de observação.

INSECTOS
Facilmente observáveis, englobam as operárias formigas e abelhas até às magníficas borboletas. Pelo meio existem inúmeras espécies como libelinhas, gafanhotos, zangões… algumas visíveis nas várias fases da metamorfose. Existem em todos os ecossistemas.

RÉPTEIS
Não são os seres mais amados pelos humanos. Desde tempos imemoriáveis que são idolatrados mas a crendice popular ainda hoje lhe grangeia aversão. Na região facilmente observamos osgas e lagartixas. Os lagartos e cobras são mais reservados mas, com paciência e determinação, podemos vê-los. Os cágados e tartarugas de água doce também existem nas zonas húmidas.

MAMÍFEROS
Além do mais comum e facilmente avistado dos mamíferos, a espécie humana, os mamíferos em estado selvagem resumem-se a fugazes observações numa qualquer estrada do Médio Tejo. Procurando nos lugares certos podemos observar espécies cinegéticas como o javali, o coelho-bravo ou a lebre; predadores como o toirão, a raposa ou o saca-rabos. Raros na região só com sorte se avistam ginetos ou linces. De assinalar a presença dos esquilos nos últimos anos. Nos cursos de água pode-se avistar a lontra-europeia ou o raro rato-de-água.

AVES
Para o fim deixámos as aves. O grupo com maior diversidade e até com registos de algumas raridades. Nos pinhais, vinhas, hortas e pomares abundam os passeriformes. Não raro observar pardais, chapins ou pintassilgos. Sazonalmente visitam-nos os dom-fafe, o abelharuco, rapinas como a águia-calçada ou milhafres ou as simpáticas andorinhas.
As aves estepárias como a abetarda, já pouco frequente, o sizão ou o alcaravão fazem-se ver nas lezírias e planaltos semeados com cereais. São as zonas húmidas o reino das garças, limícolas, gaivotas, patos e águia-pesqueira, que já esteve extinta. Relevo para o Parque Natural do Paúl do Boquilobo pela biodiversidade. Até em meio urbano é possível observar, além dos passeriformes, os peneireiros e o voo rápido dos andorinhões.

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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