Médio Tejo | Bebés voltam a nascer em Abrantes, grávidas podem ter acompanhante

Depois do CHMT, também Leiria volta a aceitar acompanhantes no parto. Foto ilustrativa: Christian Bowen/Unsplash

Chama-se Francisco e foi o primeiro bebé a nascer na Maternidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), depois do regresso da maternidade à Unidade Hospitalar de Abrantes na quinta-feira, dia 23. As grávidas já podem ter a presença de acompanhante.

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O Francisco, o primeiro filho de Vânia Faria e Rui Abreu, nasceu este sábado, dia 25 de julho, às 9:56, com 3, 260Kg. Em nota de imprensa, o CHMT dá conta que com as obras de requalificação executadas durante os últimos meses, no piso que acolhe os Serviços de Ginecologia, de Obstetrícia e a Unidade de Cuidados Neonatais (Maternidade), na Unidade Hospitalar de Abrantes, estão também reunidas as condições que permitem que os partos decorram com a presença de um acompanhante.

O acompanhante deve respeitar as normas de segurança, ou seja, não ter estado em contacto com pessoas infetadas pelo novo coronavírus nos 14 dias anteriores à entrada na maternidade e não ter sintomas de infeção. Reunidas estas condições, refere o CHMT, “ser-lhe-á efetuada colheita para teste” ao Sars-Cov-2.

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“Com resultado negativo ao teste, o acompanhante poderá permanecer no quarto junto da grávida até ao parto. Durante este período as saídas do quarto estão restringidas ao estritamente necessário e ausentar-se implica a suspensão do direito de permanência. Quando a grávida for transferida para o internamento, depois do nascimento do bebé, o acompanhante terá que se retirar”, pode ainda ler-se na mesma nota informativa.

Desde o dia 23 de julho, quinta-feira, que os Serviços de Ginecologia, de Obstetrícia e a Unidade de Cuidados Neonatais regressaram de Torres Novas para a Unidade Hospitalar de Abrantes, quatro meses depois, ocupando agora todo o piso 5, estando estabelecido um circuito próprio e estanque que reforça as condições de segurança para utentes e profissionais de saúde face a esta nova realidade da Covid-19.

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No caso da maternidade, as parturientes fazem o acesso pela entrada principal, no piso 3, e vão diretamente ao piso 5, onde fazem a sua inscrição e triagem. O Bloco Cirúrgico para parturientes confirmadamente “não covid19” é, também, no piso 5. Ou seja, no caso de ser necessária a realização de cesariana, esta acontecerá também no piso 5, cujo Bloco Operatório foi, igualmente, alvo de obras de requalificação.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Supostas boas novidades, ainda bem que se melhora as condições físicas. infelizmente se pretendem chegar ao nível da Póvoa do Varzim, têm de caminhar muito. O problema não é a falta de meios, porque se fossem à Póvoa ficavam incrédulos com as limitações físicas que existem lá. O problema são as pessoas.. Só chegarão ao nível da Póvoa quando os profissionais mudarem a forma de ser, estar e passarem a respeitar o próximo. Gostava muito que isso acontecesse na maternidade de Abrantes. Quanto à entrada do acompanhante.. a Póvoa já o permite à mais de um mês, inclusive no internamento. (Aqui se vê novamente que as pessoas não estão sensibilizadas em Abrantes ao ponto de chegar ao nível da Póvoa. Não é uma questão do pai ver o filho nascer, é a questão do filho conhecer o pai nos seus primeiros tempos de vida e ter tempo para o reconhecer como porto de abrigo assim como a mãe. A ajuda que um pai da à mãe é também enorme e por isso, estar no internamento, é essencial para não depender de enfermeiros e auxiliares a toda a hora. Hora em que os profissionais devem acompanhar mas dar espaço à família) Força, mudem as cabeças e não a maternidade.

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