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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Médio Tejo | BE recomenda ao Governo o fim da cobrança de portagens na A23

O Bloco de Esquerda pediu quarta-feira, dia 6 de setembro, ao Governo que “decida pelo fim da cobrança de portagens” na autoestrada 23 (A23), que liga Torres Novas (Santarém) à Guarda, via “estruturante” e “concebida para não ter custos” para o utilizador.

O requerimento, assinado pelo deputado Carlos Matias e entregue pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, a que o mediotejo.net teve acesso, “propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que decida pelo fim da cobrança de portagens em toda a extensão da A23”, tendo defendido não existir “nenhuma razão de ordem económica, de equidade social e territorial, ou de segurança rodoviária, que justifique a manutenção da cobrança de portagens” naquela via.

Em dezembro de 2011 foram introduzidas portagens na A23, uma via de acesso de e para o interior, entre Videla/Torres Novas e Guarda, sendo que o troço Videla /Abrantes é pertença da Infraestruturas de Portugal.

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Segundo refere o requerimento assinado por Carlos Matias, “a A23, por ser estruturante para o país e para vastas regiões do interior, foi concebida para não ter custos para o utilizador. A introdução de portagens veio, então, contrariar frontalmente a lógica que levou à sua construção e financiamento. De então para cá, pelas mais diversas e atendíveis razões, tem sido reclamado o fim da cobrança de portagens na A23”, lê-se no documento.

O deputado do BE faz referência à “a cobrança de pesadas portagens, incompreensivelmente ainda mais caras que outras autoestradas nacionais, introduz um custo adicional para as empresas das regiões economicamente mais deprimidas”, refere Matias.

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Para Matias, “as empresas que aí criam os postos de trabalho e contribuem para povoar o interior são as mais penalizadas, quando pretendem chegar aos mercados. Compreendem-se e justificam-se os protestos dos empresários da Beira Baixa, entre outros”, sublinha.

Relativamente às pessoas que têm de se deslocar entre vilas ao longo da A23 para trabalhar, Matias diz que “a dispersão urbana do interior obriga a deslocações maiores a quem busca e tenta manter um posto de trabalho, na região em que vive. Por exemplo, as deslocações, para trabalhar, entre Abrantes e Torres Novas ou entre a Covilhã e Castelo Branco, são pesadas para os bolsos de quem vive de magros rendimentos familiares. As alternativas de trajetos pelas estradas nacionais ou não existem ou são penosas e penalizadoras”, refere.

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Dando o exemplo do que acontece no Médio Tejo, Carlos Matias considera um “absurdo a cobrança de portagens nos troços da A23, ao ponto de ser cobrada portagem a quem pretende ir da pediatria à ortopedia, no Centro Hospitalar do Médio Tejo, porque se trata de uma unidade hospitalar repartida por três pólos».

Carlos Matias diz que “a recente introdução de um desconto se 15% nas portagens indicia alguma compreensão pela justeza dos argumentos dos que defendem o seu fim. Foi um passo na direção certa, mas insuficiente, mantendo-se as iniquidades apontadas, no essencial. Não existe nenhuma razão de ordem económica, de equidade social e territorial ou de segurança rodoviária que justifique a manutenção da cobrança de portagens na A23”, conclui.

 

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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