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Segunda-feira, Junho 14, 2021

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Médio Tejo | BE questiona ministra sobre vacinação dos profissionais da limpeza no Centro Hospitalar

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda questionou este mês o Ministério da Saúde sobre o processo de vacinação contra a covid-19 dos profissionais da limpeza dos hospitais do distrito de Santarém, designadamente do Centro Hospital do Médio Tejo. O BE assegura estar em causa milhares de profissionais, a maioria contratados a empresas externas, e muitas vezes promotoras de precariedade, que todos os dias procedem à limpeza e à desinfeção dos espaços, inclusive as enfermarias dedicadas à covid-19.

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O Bloco de Esquerda afirma ter conhecimento de que cerca de 40 dos 50 hospitais do Serviço Nacional de Saúde ainda não procederam à vacinação dos profissionais da limpeza. “Estamos a falar de milhares de profissionais, a maioria contratados a empresas externas, e muitas vezes promotoras de precariedade, que todos os dias procedem à limpeza e à desinfeção dos espaços, inclusive as enfermarias dedicadas à covid-19”, lê-se no documento com as perguntas ao Ministério da Saúde.

Segundo as informações disponibilizadas pelo sindicato da profissão, são apenas 10 os hospitais que incluíram estes profissionais da limpeza na primeira fase de vacinação, como por exemplo, o Hospital de Setúbal e o IPO de Coimbra, sendo este IPO o único no país a tê-lo feito até ao momento.

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A vacinação destes profissionais foi, à falta de uma orientação da Direção-Geral da Saúde, decidida pelos Conselhos de Administração das unidades, o que permitiu esta disparidade e injustiça nesta classe profissional.

O BE defende que não sejam os hospitais um a um a escolherem se vacinam, ou não, estes profissionais. “Para além da óbvia injustiça entre profissionais que exercem as mesmas funções, estamos a falar de pessoas que todos os dias garantem toda a limpeza e desinfeção das unidades hospitalares, inclusive de espaços dedicados à covid-19, e, por isso mesmo, estão expostos a um risco acrescido. Esse risco, além de pessoal, é também um risco partilhado por toda a comunidade”, considera a deputada Fabíola Cardoso.

O BE lembra ainda que, no dia 16 de maio, na audição da Comissão de Saúde ao coordenador da task-force, Henrique de Gouveia e Melo, este mesmo assunto foi novamente levantado pelo partido, tendo o coordenador dito que iriam proceder à vacinação dos profissionais do SUCH e que, no que diz respeito aos restantes profissionais, basta que os Centros Hospitalares enviem à task-force uma lista de profissionais da limpeza para serem vacinados contra a covid-19, para procederem de imediato à vacinação.

O BE também questionou o Ministério da Saúde no passado dia 26 de abril sobre este assunto, não tendo existido qualquer resposta até ao momento.

No dia 17 de maio, as perguntas dirigidas à ministra da Saúde, Marta Temido, foram as seguintes: No seguimento das declarações prestadas pelo coordenador da task-force na audição parlamentar, o Centro Hospitalar acima referido já enviou à task-force a lista de profissionais da limpeza para a vacinação contra a covid-19?; Se não enviou, qual o motivo?; Se este Centro Hospitalar não procedeu à vacinação destes profissionais na primeira fase, o que motivou essa exclusão?

Este assunto voltou a ser colocado no dia 19 em audição à ministra da Saúde, na Comissão Parlamentar de Saúde, “não tendo havido uma resposta clara”, afirma a deputada Fabíola Cardoso.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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