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Médio Tejo | BE questiona Governo por redução de serviços na Caixa Geral de Depósitos

O Ministério das Finanças defendeu esta semana que compete à Caixa Geral de Depósitos (CGD) “definir e implementar” os horários de trabalho das suas agências, na sequência de perguntas colocadas pelo BE sobre uma eventual redução de serviços.

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“Cabe à Caixa Geral de Depósitos (CGD) definir e implementar (…) o horário de funcionamento da tesouraria de cada agência”, afirmou o Ministério em resposta a uma pergunta do BE.

Na pergunta, os deputados Carlos Matias e Mariana Mortágua referem que, no âmbito do processo de reestruturação da CGD, várias agências poderão vir a sofrer reduções nos seus quadros de pessoal e no respetivo horário de atendimento ao público, tendo exemplificado com os municípios de Constância, Barquinha, Sardoal, Alcanena e Ferreira do Zêzere, todos no Médio Tejo, distrito de Santarém.

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“No que diz respeito a agências cujo horário de funcionamento seja reduzido, importa informar que os serviços de tesouraria estarão disponíveis durante o período da manhã, mantendo-se disponíveis os restantes serviços bancários ao balcão, desde que solicitado pelos clientes”, disse o Ministério da Justiça, tendo feito notar que “as operações permitidas pelas áreas automáticas permanecerão nos locais”.

Ainda na resposta às questões do BE, sobre se o Governo tem conhecimento de planos da administração da CGD para reduzir a oferta de serviços em agências localizadas em territórios de baixa densidade, aquele Ministério disse que “no quadro da missão atribuída pelo Governo à CGD”, no âmbito do Plano Estratégico 2017-2020, “cumpre à administração definir e implementar as concretas medidas de execução, entre elas o horário de funcionamento da tesouraria de cada agência”.

Em nota de imprensa, os deputados do BE afirmam “compreender que tenham de ser tomadas medidas para viabilizar e reforçar o papel do banco público”, tendo, no entanto, afirmado “não aceitar que a viabilização da CGD implique menos disponibilidade dos seus balcões em zonas pouco povoadas e com localidades dispersas.

“Aqui, o atendimento presencial não é substituível por novos canais, como a internet, tanto mais que grande parte da população é envelhecida e dificilmente opera os novos instrumentos eletrónicos”, defendem os deputados.

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Agência Lusa
Agência de Notícias de Portugal

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