Médio Tejo | Autoridades de Saúde desaconselham tradição do ‘Dia do Bolinho’ (c/áudio)

A Unidade de Saúde Pública do ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) Médio Tejo desaconselha o cumprimento da tradição de pedir o ‘Pão por Deus’ ou o ‘Dia do Bolinho’, que anualmente as crianças cumprem no dia 1 de novembro, a par da tradicionais vistas aos cemitérios. Também o Natal vai ter de ser mais restrito, em termos de ajuntamentos familiares. A Delegada de Saúde diz que as regras devem ser mais restritas em termos da circulação entre municípios, a exemplo do que sucede este fim de semana.

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Em declarações ao mediotejo.net, a Delegada de Saúde Pública do ACES Médio Tejo, disse que o apelo é de modo a facilitar o controlo da disseminação da covid-19 entre a população e a não sobrecarregar o SNS para que possa dar resposta a todas as solicitações, pelo que não recomenda o cumprimento da tradição do Dia de Todos os Santos.

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O apelo decorre da situação epidemiológica atual e o estipulado pela Resolução do Conselho de Ministros, na qual é aconselhada a não concentração de pessoas na via pública e a dispersão das concentrações superiores a cinco pessoas, salvo de pertencerem ao mesmo agregado familiar.

As autoridades de saúde evidenciam a necessidade de “avaliar situações de risco que são comuns e específicas desta tradição”. Designadamente: “as crianças mesmo estando em grupos reduzidos e usando sempre máscara, não assumem a mesma responsabilidade de um adulto, o que resulta em comportamento de risco, tais como a retirada da máscara para comer os doces que lhes são oferecidos e até a partilha e troca dos mesmos entre si”.

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Nota o mesmo comunicado que “nalguns locais, em vez de doces, são ofertadas moedas que podem constituir um veículo de contaminação, sendo que, a higienização das mãos deverá ser praticada de modo muito recorrente, o que nem sempre é cumprido pelas crianças”.

Além disso, “andar de porta em porta, aumenta consideravelmente o número de contactos entre pessoas que não fazem parte do mesmo agregado familiar”.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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