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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Médio Tejo | Autarcas unânimes no lamento pela saída e no elogio à gestão de Carlos Costa no CHMT (c/ÁUDIO)

Os presidentes dos municípios de Abrantes, Tomar e Torres Novas elogiaram o trabalho desenvolvido por Carlos Andrade Costa enquanto presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), cargo que exercia desde 2014 e que agora cessou, tendo sido chamado pela tutela para assumir funções idênticas mas no Hospital de Vila Franca de Xira.

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Os autarcas foram unânimes em destacar a capacidade do gestor em lidar com as especificidades do CHMT, com unidades hospitalares em Abrantes, Tomar e Torres Novas e a funcionar em regime de complementaridade de valências, promovendo equilíbrio funcional, equidade e qualidade nos investimentos diferenciados efetuados, liderança na gestão e na prestação de cuidados de saúde em plena pandemia, sendo referência e nível nacional. Durante estes anos, notaram, Carlos Costa e a sua equipa acrescentaram valor aos três hospitais e deram confiança às populações no acesso aos serviços de saúde. 

A sede do CHMT é em Torres Novas, tendo o presidente da Câmara Municipal, Pedro Ferreira, dado conta de um sentimento de tristeza pela saída de Carlos Costa, tendo destacado o trabalho “excecional” numa “gestão nada fácil, com três hospitais diferentes”. Geriu com “harmonia, inteligência e estratégia para assegurar um equilíbrio em três hospitais”, sendo ao mesmo tempo “inovador” e conseguiu “acrescentar valor” mesmo em tempo de limitações. “Quem o vier substituir que seja pelo menos igual a ele”.

Pedro Ferreira, presidente da Câmara de Torres Novas, elogiou a gestão de Carlos Costa no CHMT. Foto arquivo: CMTN
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ÁUDIO: PEDRO FERREIRA, PRESIDENTE CM TORRES NOVAS:

O Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, confirmou hoje que Carlos Andrade Costa aceitou o convite do Ministério da Saúde para assumir a gestão do Hospital Vila Franca de Xira, Parceria Público-Privada (PPP) gerida pela CUF, tendo comunicado a cessação de funções aos funcionários do CHMT, a quem agradeceu e afirmou encerrar “um dos períodos mais gratificantes” do seu percurso profissional de quase trinta anos na gestão de hospitais. 

Em Abrantes, onde o hospital local foi transformado em unidade de referência para acolhimento e tratamento a pessoas com covid-19, Manuel Jorge Valamatos lembrou o trabalho em tempo de pandemia e ao mesmo tempo os investimentos efetuados e em curso, e que há muitos anos eram esperados. “Revelou-se um excelente presidente do Conselho de Administração com uma gestão de equidade e equilíbrio” nas três unidades do CHMT, disse, tendo lembrado a homenagem que o município lhe prestou no dia da cidade.

Carlos Andrade Costa recebeu a Medalha de Mérito Municipal no Dia da Cidade de Abrantes em 2020. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Com Carlos Andrade Costa seguem também do CHMT para a administração hospitalar de Vila Franca de Xira a enfermeira diretora, Ana Paula Eusébio, e Bruno Ferreira, vogal do CA do CHMT. Do Conselho de Administração permanecem no Centro Hospitalar do Médio Tejo o vogal Carlos Gil e a diretora clínica Ivone Caçador.

Relativamente ao futuro Conselho de Administração do Centro Hospitalar Médio Tejo, “o processo de nomeação encontra-se em curso de acordo com a tramitação legal usual e será divulgado oportunamente”, deu conta a tutela.

Em Tomar, a presidente da Câmara Municipal, Anabela Freitas, que também preside à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), destacou e valorizou o desempenho do gestor ao longo deste sete anos, num trabalho que permitiu dar mais confiança às populações com serviços de qualidade diferenciados. A autarca lembrou o “desafio” da gestão de três hospitais, com comunidades, necessidades e sensibilidades diferentes, e destacou os investimentos efetuados para um melhor CHMT no âmbito do Serviço Nacional de Saúde e o posicionamento na linha da frente no combate à pandemia.

Anabela Freitas, presidente da CM Tomar, Carlos Andrade Costa, presidente do CHMT, e Carlos Cortes, diretor do Serviço de Patologia do CHMT, numa visita ao Laboratório de Patologia Clínica instalado em Tomar onde . Foto arquivo: CHMT

ÁUDIO: ANABELA FREITAS, PRESIDENTE CM TOMAR:

Fonte oficial do CHMT disse que o despacho foi assinado pelo Ministério da Saúde e Ministério das Finanças na terça-feira, dia 18 de maio, e tem efeitos a partir de hoje.

“Não temos dúvidas nenhumas em afirmar que este Conselho de Administração” (CA) presidido por Carlos Andrade “foi o melhor que passou pelo CHMT”, disse também Manuel Soares, porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde (CUSMT), questionado pelo nosso jornal, tendo destacado o percurso do gestor e a sua capacidade de diálogo permanente. “Com este CA saiu valorizado o CHMT, saíram valorizadas as suas populações e saiu valorizado o Serviço Nacional de Saúde”, vincou.

A CUSMT elogiou a gestão de Carlos Costa. Na foto, três dos seus representantes (Manuel Soares, Luís Alves e Augusto Sousa). Foto arquivo: mediotejo.net

ÁUDIO: MANUEL SOARES, PORTA-VOZ CUSMT:

 

Carlos Andrade Costa foi nomeado presidente do CA do CHMT em julho de 2014 tendo sido sucessivamente reconduzido para as funções que agora cessa naquele centro hospitalar que serve cerca de 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Nascido em 1965, Carlos Andrade Costa tem Licenciatura em Direito e os Cursos de Administração Hospitalar, de Auditor de Defesa Nacional e Pós-graduação em Gestão de Instituições sem Fins Lucrativos, entre outros, como o de Diretor dos Serviços de Planeamento, Programação Financeira e de Assuntos Bilaterais I, no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa foi administrador-delegado de todos os equipamentos de cariz hospitalar da instituição. Membro de Direção dos Hospitais das Forças Armadas, Carlos Costa foi o único civil a gerir hospitais militares.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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