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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Médio Tejo | Autarcas têm de se entender sobre localização de novas pontes até 15 de setembro

Os autarcas do Médio Tejo têm até dia 15 de setembro para entregar ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas uma lista concertada politicamente sobre as prioridades da região em termos de pontes e de novas acessibilidades. A ponte de Tramagal (Abrantes), no âmbito do IC9, a ponte da Praia (Constância Sul – Praia do Ribatejo) e a ponte da Chamusca, no âmbito do IC3, a par da requalificação da EN118, são algumas das reivindicações de há muito de autarcas e populações. Mas o dinheiro não vai chegar para tudo.

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Este é, em suma, o resultado de uma reunião ocorrida a 31 de julho em Lisboa, a pedido da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), presidida por Maria do Céu Albuquerque (que também preside à Câmara de Abrantes) e que decorreu com a presença da autarca, do ministro Pedro Marques, e dos presidentes das autarquias de Constância e Vila Nova da Barquinha [Chamusca, apesar de município vizinho de Constância e Vila Nova da Barquinha, pertence à Lezíria do Tejo, e não participou na reunião], no sentido de elencar quais os investimentos considerados prioritários para a região no próximo ciclo de investimentos comunitários no âmbito do Portugal 2020-2030.

Ponte da Praia, que liga Constância Sul a Praia do Ribatejo, em Vila Nova da Barquinha, está interdita a pesados e circula-se numa única faixa e em modo alternado. (Foto: mediotejo.net)

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Em declarações ao mediotejo.net, a presidente da CIMT, Maria do Céu Albuquerque, explicou que a reunião com o ministro Pedro Marques sobre acessibilidades versou uma ”nova travessia ou qualificação das existentes, nomeadamente da EN 118 e das outras que hoje existem e não oferecem as melhores condições de segurança para quem as utiliza”.

Segundo a autarca, “o que senhor ministro nos pediu é que, enquanto região, priorizássemos os investimentos e que apresentássemos até 15 de setembro e, com isso, pudéssemos ver contemplado no próximo plano de investimentos aquilo que são as aspirações e as necessidades desta região. Não é exclusivamente da Abrantes, Constância e Barquinha, é muito mais lato do que isso, nomeadamente de toda a Lezíria e do Alto Alentejo, regiões que são servidas também por estas acessibilidades”.

Ponte da Chamusca, que liga à Golegã, é muito estreita e não permite a passagem de dois veículos pesados em simultâneo. (Foto: mediotejo.net)

Questionada sobre se é desta que avança a ponte de Tramagal, de ligação Abrantes a Ponte de Sôr no âmbito do IC9 (ligação da A23 ao IC13), inscrita no PRN 2000 e com estudos de avaliação de impacto ambiental feito e aprovado, Maria do Céu Albuquerque não o confirmou.

“A presidente da Câmara de Abrantes vai discutir com os seus pares aquilo que for melhor para Abrantes, para a região e para as suas empresas. Estamos a falar de infraestruturas que são fundamentais rodoviárias, mas também não esquecendo a ferrovia e é nesse sentido, sem olharmos para o limite administrativo do território, que vamos, todos, e é esse esforço que conto que seja feito por todos os autarcas, pensarmos mais largo e de irmos ao encontro daquilo que é possível fazer atendendo às circunstâncias em que o país se encontra e às exigências de investimento que a Europa nos coloca e nos condiciona para, com isso, podermos aspirar a uma região mais competitiva”.

A secular ponte rodoviária sobre o Tejo em Abrantes foi requalificada há pouco tempo. Foto: mediotejo,net

Perante o pedido de clarificação da posição da autarca, Maria do Céu Albuquerque disse que “quando foi apresentado o Plano Rodoviário Nacional, onde prevê a construção de uma ponte em Abrantes e de uma ponte na Chamusca, prevê também uma variante à EN 118″.

“Todos hoje sabemos que o país não tem condições para assumir um determinado nível de investimento que noutra hora foi possível desenhar. Aquilo que é necessário neste momento é priorizar. Não quero fazer conjeturas sobre isto. Seria especulativo. Não quero influenciar de todo aquilo que será a nossa capacidade negocial entre autarcas que querem o melhor para a sua região e depois, com isso, que possamos entregar ao ministro um conjunto de prioridades que sirvam toda esta região”, concluiu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. Lendo a noticia, deduz-se que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) vai reunir extraordinariamente no dia 13 de setembro em Abrantes para debater e tomar uma posição conjunta sobre a prioridade regional para a localização da nova travessia do rio Tejo, opção conjunta que, dois dias depois, será dada a conhecer ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. Será que é o Conselho Intermunicipal que vai reunir ou é o Conselho Estratégico para o
    Desenvolvimento Intermunicipal? Quem é que os compõem? E a Assembleia Intermunicipal não terá uma palavra a dizer?
    Nestas circunstâncias, também se poderá deduzir que dado o interesse para a região e o valor da obra em causa, que todos os Presidentes de Câmara que compõem a CIMT já terão entretanto reunido as suas Câmaras para poderem ter uma opinião concertada sobre a posição a tomar nas reuniões do Conselho Intermunicipal, do Conselho Estratégico para o Desenvolvimen to Intermunicipal e da Assembleia Intermunicipal. Será que vai ser assim? Será que estou a ver mal? Levanto estas questões porque a construção de uma nova ponte sobre o Tejo não interessa só a determinados concelhos da CIMT. nem só à CIMT. porque esse interesse também abrange a CILT já que não é só a Ponte que está emn causa mas também a conclusão do IC3, agora A13, entre Almeirim e a Atalaia (V.N.Barquinha), que já devia estar acabado há anos… porque o RIBATEJO, apesar de divido por duas CI, é só um.

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