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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Médio Tejo | Alunos com problemas de acesso à internet em vários municípios da região (C/AUDIO)

Os municípios de Mação, Abrantes e Vila de Rei deram conta de algumas ‘zonas sombra’ na rede digital de internet, tendo relatado problemas de acesso dos alunos às aulas à distância pelo facto do sinal ser fraco ou inexistente. Os problemas estendem-se a áreas de outros concelhos, como Alcanena e Tomar, e são as autarquias que estão a tentar solucionar a questão, caso a caso, aluno a aluno.

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“Os municípios do Médio Tejo têm trabalhado muito (…) em articulação no sentido de responder a todas as necessidades que os cidadãos vão sentindo, no âmbito desta pandemia, e agora quando confrontados com esta necessidade de, por um lado, alguns alunos não terem computadores, decidimos comprar computadores, depois somos confrontados com o facto de muitos deles não terem acesso à internet e fomos comprar bandas largas e equipamentos para aceder à internet, seguido agora de outro problema que é a rede móvel não existir naqueles locais”, disse hoje à Lusa Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação.

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Segundo o autarca, estão em causa no concelho a que preside cerca de duas dezenas de alunos de localidades como Envendos, Carvoeiro, Pereiro e Queixoperra que até ao momento continuam sem acesso às aulas à distância e à internet por falta de rede de satélite ou fibra ótica, realidade que o município “vai tentar colmatar com outras soluções para resolver o problema e para que os alunos tenham todos as mesmas oportunidades”

Vasco Estrela, também vice-presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, disse que esta “é mais uma demonstração do país desigual que nós temos, uma evidência várias vezes trazida para cima da mesa no reclamar pelo facto de em muitos locais haver rede móvel extraordinariamente deficiente o que agora, em situação de emergência, se vem a comprovar”.

Vasco Estrela, presidente da CM Mação, diz que, estão em causa cerca de duas dezenas de alunos de localidades como Envendos, Carvoeiro, Pereiro e Queixoperra. Foto arquivo: mediotejo.net

Os 13 municípios do Médio Tejo adquiriram 750 computadores portáteis para entregar às escolas e aos alunos carenciados no âmbito do ensino à distância, um investimento na ordem dos 260 mil euros, tendo o processo de distribuição dos equipamentos informáticos aos municípios e Agrupamentos de Escolas da região começado na terça-feira.

O secretário executivo da CIM Médio Tejo, Miguel Pombeiro, já havia dado conta, por sua vez, que “os computadores portáteis não têm acesso acoplado à internet, sendo as autarquias que, caso a caso, vão adquirindo consoante as necessidades dos alunos e da cobertura das operadoras”, havendo “zonas sombra” em alguns territórios.

“Há alguns pequenos lugares no território com zonas sombra em termos de cobertura de rede internet e os municípios estão a tentar resolver caso a caso, através de descodificadores ou pacotes de acesso à internet por satélite”, disse aquele responsável.

É o caso de Vila de Rei, onde a autarquia está a tentar ultrapassar os problemas detetados recorrendo a tecnologia satélite. O vice-presidente do município, Paulo César, disse que está a prever “comprar por três meses pacotes tv/net/voz satélite” e entregar os  mesmos ainda esta semana.

O vice-presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César Luís. Foto: DR

“Temos algumas zonas sombra no concelho, que estarão a afetar cerca de uma dezena de alunos, e contamos esta semana ter a situação resolvida com os pacotes net”, disse o autarca, relativamente a uma situação que ainda está a ser avaliada no terreno, no âmbito do processo em curso de “distribuição de cerca de 60 meios tecnológicos, entre computadores, tablets e híbridos” aos alunos referenciados no concelho. “De qualquer forma, nenhum aluno da escola ficará sem aulas por falta de net ou meio tecnológico”, assegurou.

Em Abrantes, o problema existe em localidades como Bemposta, Chaminé, Sentieiras, Brunheirinho, Pucariça, Vale das Mós, Água Travessa ou Aldeia do Mato, todas com sinal fraco ou inexistente, revelou a vereadora da Educação.

“Temos um concelho com uma área territorial muito vasta e com várias zonas onde o sinal é fraco ou mesmo inexistente, pelo que estamos a solicitar às operadoras para um reforço do sinal”, disse Celeste Simão, tendo feito notar que a autarquia está “a aguardar uma primeira encomenda de 120 pen´s com router num contrato de cinco meses para resolver os problemas dos alunos” sem acesso à internet.

Segundo aquela responsável, “ao dia de hoje estão detetados 15 casos de alunos com problemas de acesso à internet, dos quais só nove estão por resolver, sendo que a entrega de um total de cerca de 400 computadores está a decorrer e haverá mais casos que vão surgir”, perspetivou.

O problema é especialmente sensível nas freguesias de Aldeia do Mato e de Bemposta, tendo o presidente da Junta de Freguesia de Bemposta referido ao mediotejo.net que o problema na freguesia “já não é de agora”, dando conta que as pessoas “têm tentado desenrascar-se” mas que a situação “não está fácil para ninguém”, mais a mais com o ensino à distância implementado neste 3º período letivo.

Celeste Simão, vereadora da Educação na CM Abrantes. Foto: mediotejo.net

“Estamos a ajudar como podemos, imprimindo os trabalhos e levando-os a casa das pessoas, mas a população sente-se aqui abandonada pelas grandes operadoras porque o sinal é muito deficiente e em algumas aldeias inexistente. Não há pessoas, não investem”, lamentou Manuel João Alves.

O autarca disse que é a Câmara Municipal quem está a ajudar a tentar identificar as necessidades mais prementes e tentar encontrar soluções caso caso. “Se não se resolver o problema de fundo, pelo menos que se minimizem os efeitos negativos desta situação”, afirmou, assumindo algum sentimento de impotência em resolver esta questão, um problema que ainda afeta alguns dos municípios e freguesias do interior do país.

Com uma área geográfica de 3.344 quilómetro quadrados, a CIMT integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, e Vila Nova da Barquinha (do distrito de Santarém) e Sertã e Vila de Rei (distrito de Castelo Branco), com um total de 247.330 habitantes (censos 2011).

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. O mesmo se passa há anos na localidade de Limeiras, concelho de Vila Nova da Barquinha. Sou cliente MEO há anos, com reclamações frequentes e até queixas junto da ANACOM. Os meus filhos e eu, professora, temos sido deveras prejudicados. Há 3 dias com problemas ainda mais sérios para aceder à internet levaram a que, ontem, depois de vários telefonemas e vindas de técnicos tenha optado por suspender uma ligação contratual com a MEO de mais de 6 anos. Esta empresa simplesmente não quer saber, apenas me cobrava por um serviço cuja velocidade da net deveria ir até aos 24 Mb, mas que estava, regra geral, abaixo de 1Mb, muitas vezes 250 kb.

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