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Domingo, Outubro 17, 2021

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Médio Tejo | Alterações climáticas já estão a mudar a agricultura e a floresta da região (c/vídeo)

A paisagem agrícola e florestal do Médio Tejo já está a mudar. As alterações climáticas têm provocado pequenas mas significativas mudanças no ecossistema e que vão condicionar largamente as atividades económicas nas próximas décadas. Para prevenir os efeitos negativos e potenciar os positivos deste fenómeno, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) está a desenvolver um Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas, que deverá estar pronto até ao primeiro trimestre de 2019. Para já encontra-se a percorrer o território a identificar problemas.

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Na segunda-feira, 23 de julho, realizou-se uma sessão em Torres Novas dedicada ao tema das alterações climáticas, promovida pela CIMT. Ao mediotejo.net o secretário executivo da CIMT, Miguel Pombeiro, explicou que a iniciativa se insere dentro da candidatura ao PEOSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), tratando-se dos trabalhos necessários à construção de um Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas no Médio Tejo. “Com este plano procura-se que o nosso território se torne mais resiliente”, afirmou.

Os objetivos do plano são verificar e corrigir “todas as ações que possam mitigar as consequências das alterações climáticas” e “envolver todos os agentes, desde os técnicos municipais aos decisores políticos, nesta discussão”. “Porque identificar ações que possam mitigar as alterações climáticas não chega”, constatou, “é preciso que essas ações possam ser integrados no processo” de planeamento e decisão.

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CIMT está a percorrer o território identificando problemas para criar um plano de ação Foto: mediotejo.net

A ideia passa assim por, após este período inicial de identificação de problemas que deverá decorrer, no máximo, até ao primeiro trimestre de 2019, definir um conjunto de medidas a adotar na prática pelas autarquias, dos municípios às freguesias, “por todos os agentes e decisores no território”. Para além dos seminários como o de terça-feira, Miguel Pombeiro adiantou que se vão realizar workshops com técnicos e proteção civil, referindo também que há um projeto dentro da temática das alterações climáticas a operacionalizar com as escolas.

O seminário decorreu na Câmara de Torres Novas, com a presença como oradores de técnicos de entidades públicas e privadas, especializados no impacto das alterações climáticas na agricultura e na floresta. Da parte da consultora Enhidrica, a engenheira Conceição Vieira defendeu um conjunto de boas práticas adequadas ao novo tipo de ambiente que se avizinha, que terão que assentar na agricultura de conservação e na agricultura de precisão, utilizando-se as novas tecnologias no processo agrícola e fazendo um uso eficiente de água.

Ilídio Magalhães, da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, abordou a deterioração e perda dos solos no Médio Tejo, destacando o impacto da diminuição da humidade relativa na agricultura e a seca do rio Tejo, constatando que o excesso de água se perde para o mar. A alteração para um clima mais árido tem também permitido o aparecimento de espécies mais adequadas aos climas quentes, com a “esteva”. Já Filipe Conceição, da consultora Hubel, deu a conhecer as experiências que estão a ser realizadas no Algarve pela sua empresa ao nível da sustentabilidade.

A encerrar a sessão esteve Luís Damas, da Associação dos Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, debatendo as potencialidades e os perigos das alterações climáticas na região e no país. “Vamos ter que nos adaptar”, constatou.

Se a nível da agricultura se podem gerar novas fontes de negócio, mediante o investimento em espécie mais tropicais, a floresta terá que ser mais protegida. Conforme explicou ao mediotejo.net, “vamos ter alguns problemas porque as florestas ainda não estão adaptadas para estas novas alterações”, com mudanças de temperatura elevadas, muito vento e alterações de humidade. Terão, por tal, que ser mais protegidas.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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