Médio Tejo | Adiada reunião com ministro para analisar projeto de aeroporto em Tancos

Adiada reunião com ministro para debater aeroporto regional em Tancos. Foto: Serrano Rosa

Foi adiada para data a anunciar a reunião que o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, iria ter com os autarcas da região do Médio Tejo e estava agendada para segunda-feira, dia 16 de março, para estes apresentarem os argumentos em defesa da criação de um aeroporto regional em Tancos (Vila Nova da Barquinha).

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Foi em janeiro que os 13 autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo aprovaram por unanimidade solicitar uma reunião urgente ao Ministro das Infraestruturas no sentido de dar conta ao membro do Governo sobre as “mais valias únicas” que Tancos representa em alternativa a Montijo.

Na ocasião, o secretário-executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Miguel Pombeiro, disse que esta posição “pretende fazer vincar as mais valias únicas de uma estrutura aeronáutica que já existe, que tem condições únicas em termos estratégicos e geográficos e que está subaproveitada”. O responsável apontou ainda para uma “relação custo-benefício, em termos de análise de eventual investimento de retorno único e imbatível”.

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Num comunicado emitido em janeiro, a CIMT dava conta que os autarcas da região “querem obter uma definição política clara e objetiva sobre o aeródromo de Tancos, uma infraestrutura aeronáutica essencial para a região do Médio Tejo e para o interior”, sobre a qual, “desde há largos anos, se tem vindo a equacionar a pertinência de aproveitamento, conjugando funções militares e civis, para criação de um aeroporto regional”.

A ex-Base Aérea n.º 3 da Força Aérea está dotada de duas pistas de 2.440 metros e 1.200 metros de comprimento, respetivamente.

“Ambas apresentam grande potencial, contudo, carecem de intervenções urgentes nas infraestruturas aeronáuticas adjacentes”, realça a mesma nota da CIMT, que defende que “uma intervenção, com a conservação ou criação de novas infraestruturas tendo em vista o desenvolvimento da região e da coesão nacional, contribuiria para atenuar assimetrias de desenvolvimento” em zonas de baixa densidade.

“Esta tomada de posição não é contra ninguém, antes visa chamar a atenção para uma infraestrutura existente e obter uma definição clara de quem de direito se vamos assistir à degradação deste potencial instalado ou se vamos valorizar a infraestrutura”, frisou Pombeiro.

No comunicado, os autarcas recordam que o atual Aeródromo Militar de Tancos é gerido pelo Exército Português e defendem que a criação de um aeroporto regional “permitiria dar resposta adequada a atividades empresariais, militares, de turismo cultural, de lazer e religiosas, que há muito se reclamam”. Para os autarcas, um aeroporto regional “permitiria ainda uma penetração no mercado internacional das empresas da área da indústria automóvel (em Abrantes), curtumes (Alcanena), têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário (Sertã, Mação e Vila de Rei) e papel (em Constância e Torres Novas)”.

Fazendo notar a presença de infraestruturas ferroviárias em Almourol, Tancos e no Entroncamento (linha do Leste e do Norte), da plataforma logística na região (Riachos-Torres Novas-Entroncamento) e de duas estradas confinantes (A23 e a A13), os autarcas do Médio Tejo defendem que “a abertura de um aeroporto civil-militar em Tancos permitiria alavancar a dinâmica económica de toda região e o potencial turístico dos milhões de passageiros que se dirigem a Fátima”.

Com uma população na ordem dos 250 mil habitantes, a CIMT é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

C/ Lusa

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