Médio Tejo | ACES recebeu hoje novo lote de vacinas contra a gripe

ACES do Médio Tejo | recebeu hoje novo lote de vacinas contra a gripe. Foto: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo confirmou ao mediotejo.net ter recebido hoje uma nova remessa de vacinas contra a gripe, tendo a sua diretora afirmado que a quantidade de vacinas recebidas é suficiente para a campanha de vacinação em curso na região.

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“Já havíamos recebido na quinta-feira um primeiro reforço de vacinas e hoje chegou uma nova remessa que é suficiente para vacinar todos aqueles que ainda não estejam vacinados e que o pretendam e, como tal, vamos continuar a vacinar nas próximas semanas”, disse Sofia Theriaga.

O deputado municipal Anacleto Batista (PSD), que é também Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, foi quem publicamente deu conta da rutura de stocks, ao afirmar na última Assembleia Municipal que os idosos da Misericórdia ficaram “esquecidos” e “estão sem vacinas” contra a gripe. “Quase metade mo mês de dezembro vencido e não há vacinas [contra a gripe] para ninguém”, criticou.

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“Há instituições que já receberam as vacinas, o Sardoal ficou, no que diz respeito à Santa Casa da Misericórdia, no esquecimento”, afirmou Anacleto Baptista, deputado municipal eleito pelo PSD, durante a última Assembleia Municipal, realizada no dia 10 de dezembro.

Contactada pelo mediotejo.net na quinta-feira a propósito desta crítica publica do Provedor da Misericórdia de Sardoal, a diretora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo disse que houve este ano “mais procura” e “alguns constrangimentos de entregas”, tendo dado conta que “hoje [quinta-feira] já foram rececionadas mais algumas e começaram a ser distribuídas por lares e centros de dia”.

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“Ninguém vai ficar sem vacinas”, assegurou, tendo feito notar que todos podem ser vacinados no período do outono e do inverno, mas, “preferencialmente, até ao final do ano”.

“Este ano já foram vacinados praticamente quase tantos cidadãos como no período homólogo do ano passado e somos o ACES que mais vacina em todos os 15 Agrupamentos de Centros de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e um dos três primeiros em todo o país”, notou Sofia Theriaga, tendo referido que “as vacinas vão sendo solicitadas e distribuídas à medida da procura”.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) admitiu hoje que houve uma rutura de ‘stock’ da primeira tranche de vacinas contra a gripe, há duas semanas, tendo a mesma “esgotado a nível nacional”.

Em resposta a questões da Lusa na sequência de uma pergunta entregue pelo PSD na Assembleia da República sobre a falta de vacinas em lares de idosos de concelhos do distrito de Santarém, fonte da ARSLVT confirmou uma “rutura de ‘stock’ da primeira tranche de vacinas há cerca de duas semanas”, tendo a mesma “esgotado a nível nacional”.

Segundo a mesma fonte, “o Serviço Nacional de Saúde [SNS] procedeu à aquisição de uma segunda tranche de vacinas, entretanto já recebidas”, tendo a região da Lezíria do Tejo já sido abastecida e a região do Médio Tejo começado a receber.

A ARSLVT deu ainda conta de que “mais vacinas vão ser entregues” hoje na região do Médio Tejo, “sendo distribuídas conforme solicitação e especialmente direcionadas para os lares de idosos, onde as mesmas estavam em falta”.

“Neste momento não há rutura nem falta de vacinas na área de abrangência da ARSLVT”, assegurou à Lusa.

Segundo o PSD, “milhares de idosos” do distrito de Santarém estão sem vacina contra a gripe”, tendo o partido exigido explicações ao Governo, liderado pelo PS, e a “resolução imediata” do problema.

“Os idosos de pelo menos mais de metade dos 21 concelhos do distrito de Santarém não tiveram ainda acesso à vacina contra a gripe que a própria Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que seja dada prioritariamente aos maiores de 65 anos logo a partir de outubro. Ora, é precisamente esse grupo prioritário que foi esquecido pelo Ministério da Saúde, enquanto outros grupos menos fragilizados já foram vacinados”, pode ler-se na introdução da pergunta parlamentar, a que a agência Lusa teve acesso.

No documento, assinado pelos deputados Duarte Marques, Isaura Morais, João Moura, Ricardo Baptista Leite, Álvaro Almeida, Alberto Machado, é referido que na quinta-feira, “diversos lares de idosos em concelhos como Abrantes, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha [todos na região do Médio Tejo], Rio Maior, Almeirim, Santarém e Salvaterra de Magos [na Lezíria do Tejo] não têm ainda vacinas para todos os seus utentes”.

Com um total de 225 mil frequentadores, o ACES Médio Tejo já vacinou este ano, dados da ultima quinta-feira, dia 12 de dezembro, 30.554 cidadãos, ao passo que em igual período de 2018 havia vacinado 33.100 pessoas. Um número que este ano, ao que tudo indica, vai ser ultrapassado. O ACES Médio Tejo tem 2.706 quilómetros quadrados e abrange 11 municípios com cerca de 225 mil utentes frequentadores.

O ACES MT é composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

c/Paula Mourato

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