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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Médio Tejo | ACES lança recomendações para crianças e idosos resistirem ao calor

Os valores da temperatura máxima em Portugal continental vão subir até ao próximo fim de semana, quando devem ultrapassar os 40 graus em algumas regiões do interior. As autoridades de saúde lembram que algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso e que exigem uma atenção especial e medidas específicas para estarem protegidas.

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou à população que tome medidas de proteção contra o calor, face à previsão de subida das temperaturas, em especial doentes crónicos, grávidas, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Para enfrentar o calor intenso previsto, a DGS recomenda o aumento da ingestão de água ou sumos de fruta natural, mesmo quando não de tenha sede, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Na recomendação publicada no seu ‘site’, a DGS aconselha a população a fazer refeições frias e leves e comer “mais vezes ao dia” e a utilizar roupa larga, que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol.

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Evitar a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11:00 e as 17:00, manter-se em ambientes frescos arejados, pelo menos duas a três horas por dia, utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e evitar atividades que exijam “grandes esforços físicos”, nomeadamente desportivas e de lazer no exterior, são outros conselhos da autoridade de saúde.

Para quem trabalha no exterior, a DGS recomenda que se hidratem frequentemente e se protejam com roupa larga e chapéu e apela para que trabalhem acompanhados, porque em situações de calor extremo poderão ficar confusos ou perder a consciência.

Já para quem tem de viajar de carro, o conselho é escolher as horas de menor calor e não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol. A DGS apela ainda para quem tem familiares idosos ou conheçam pessoas que vivam isoladas para as contactar e assegurar a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado.

Calor motiva alerta para cuidados a prestar às pessoas em risco. Foto: DR

Em nota informativa, Maria dos Anjos Esperança, coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, lembra que esta é uma situação perigosa, uma vez que o excesso de calor provoca com frequência a desidratação e a descompensação das doenças crónicas, atingindo em especial as crianças e pessoas idosas, doentes ou acamadas, mas também praticantes de atividade física, pessoas que desenvolvem atividades no exterior, expostas ao sol e ao calor, assim como pessoas isoladas e em carência económica e social.

Para se evitarem as complicações associadas às altas temperaturas, muitas vezes de enorme gravidade, ou até de morte, a melhor solução será afastar essas pessoas da causa do problema, isto é, assegurar a sua permanência em locais frescos e fazer com que bebam água suficiente para não desidratarem. 

Assim, os serviços de saúde pública do Médio Tejo vêm apelar à população e em particular às famílias e amigos de pessoas que habitam casas sem condições de conforto, sem ventilação apropriada para fazer face a estas situações, que vivam sozinhas ou tenham por companhia pessoas em situação semelhante (idosos com doença crónica e acamados), que se disponibilizem para retirar essas pessoas dos seus locais habituais de permanência, nos dias de ocorrência destes dias de muito calor.

Trazer um pai, um familiar, um amigo para a nossa casa durante um período (necessariamente curto) em que ele corre perigo de vida, ou assegurar que durante esses dias de calor ele permanecerá em lugares frescos e apropriados à sua condição de pessoa fragilizada, é um ato de solidariedade e cidadania que, estamos certos, ninguém recusará.

Essa é a forma mais eficaz de combater as consequências nefastas para estes dias de muito calor. A manutenção da saúde de cada um de nós é uma responsabilidade coletiva. Ajude as pessoas em risco. 

CONSELHOS 

Durante os próximos dias a temperatura do ar no Médio Tejo será muito elevada. Se é familiar ou cuidador de idosos, em especial se forem doentes crónicos ou acamados, tenha em atenção estas indicações da Delegada de Saúde do Médio Tejo.

Os idosos devem: 

  • Ingerir líquidos frescos com frequência, em especial água e sumos naturais de fruta (evitar bebidas com açúcar e alcoólicas); 
  • Beber pelo menos 1,5 litros de água por dia, em intervalos regulares; 
  • Fazer refeições mais frequentes (5-6 por dia), leves e pouco condimentadas; 
  • Vestir roupa leve, larga e fresca, adequada ao Verão; 
  • Evitar fazer atividades físicas, saídas ou exporem-se ao sol nas horas de maior calor, isto é, entre as 11 horas e as 17 horas; 
  • Usar menos roupa na cama; 
  • Pulverizar com água a face e todas as partes descobertas do corpo (podem usar um nebulizador de água). 

Mantenha o local onde os idosos se encontram o mais fresco possível:

  • Durante o dia, feche as janelas e as persianas (ou portadas), enquanto a temperatura exterior for superior à interior, para não entrar ar quente;
  • Ao entardecer, quando a temperatura exterior for inferior à interior, abra as janelas provocando correntes de ar para arrefecer a habitação;
  • Se possível, à hora de maior calor, lance água nos terraços, varandins, telhados e outras superfícies envolventes da habitação;
  • Escolha a divisão mais fresca para a permanência dos idosos durante a hora de maior calor;
  • Se nas divisões da casa onde permanecem pessoas idosas a temperatura ambiente for superior a 25º, use ventoinhas para facilitar o arrefecimento;
  • Se houver sistema de climatização (ar condicionado), mantenha a temperatura ambiente agradável, não superior aos 25º centígrados.

SINAIS DE ALERTA   

Modificação do comportamento habitual, grande fraqueza e/ou fadiga, dificuldade recente em se mobilizar, tonturas, vertigens, perturbações da consciência, convulsões, náuseas, vómitos, diarreia, cãibras musculares, temperatura corporal elevada, sede e dores de cabeça.

Caso  tenha  dúvidas  ou  precise  de  esclarecimentos  adicionais,  contacte  o Médico de Família ou o Serviço Saúde 24 (Tel. 808 24 24 24).

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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