Médio Tejo: ACES ajuda a promover boas práticas em restaurantes ou cafés

Sabia que, se trabalhar na restauração, as unhas devem ser mantidas curtas, limpas e sem verniz sendo proibida a utilização de unhas postiças? Ou que o cabelo deve estar totalmente protegido por uma touca ou barrete? E que a arrumação dos alimentos no frigorífico deve ser feita por grupos de modo a minimizar os perigos de contaminação cruzada e a transmissão e absorção de cheiros?

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Estes são apenas alguns dos muitos conselhos que são prestados no Manual de Apoio para Estabelecimentos de Restauração ou de bebidas reeditado pelo Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo.

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Manual tem 66 páginas sendo distribuído gratuitamente. Foto: mediotejo.net

O mediotejo.net esteve à conversa com três das quatro autoras desta obra, de 66 páginas, que contou ainda com a colaboração da PSP, dos Bombeiros Municipais de Tomar e Câmara Municipal de Abrantes. Maria dos Anjos Esperança, Elsa Duarte, Lígia Alves e Susana Vieira da Silva pretenderam com a mesma esclarecer as dúvidas que lhes são colocadas com maior frequência, nomeadamente ao nível da higiene pessoal e das instalações.

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“Colocamos no papel as dúvidas que as pessoas mais nos colocam, de qualquer forma este manual foi feito devido a uma actualização da legislação porque se deram mudanças significativas, principalmente no licenciamento”, explica Elsa Duarte, acrescentando que se basearem em muitas fontes.

Segundo Lígia Alves, O manual é distribuído gratuitamente aos estabelecimentos após as acções de vigilância do ACES feitas aos mesmos, para que vejam os pontos que devem seguir. “Por vezes sentimos que as pessoas não têm as coisas melhor e tal se deve a falta de conhecimento e não por não quererem. E depois, muitas vezes, as pessoas quando pensam em abrir um estabelecimento – com o licenciamento zero já não precisa de vistoria – vêm aconselhar-se connosco e nessa altura também lhe entregamos o manual”, refere.

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Lídia Alves, Elsa Duarte e Maria dos Anjos Esperança do ACES Médio Tejo Foto: mediotejo.net

A obra surge seis anos após o lançamento de uma primeira edição. “Este manual foi reeditado este ano, dado que a sua primeira edição surgiu em 2010 no início ainda no Centro de Saúde de Tomar. Depois quando se deu a junção e integrámos o Agrupamento de Saúde do Zêzere, foi feita a 1.ª edição com o apoio do Dr. Fernando Siborro e Dr. Rui Calado”, contextualizou Maria dos Anjos Esperança.

Dividido em sete capítulos, este manual de apoio – destinado a todos os estabelecimentos de restauração e bebidas mas não só – abarca vários temas. Fala, por exemplo, sobre higiene alimentar; os perigos para a segurança alimentar; breves noções de microbiologia; boas práticas de higiene pessoal; instalações equipamentos e utensílios; higiene alimentar; o transporte de alimentos ou do que vai ser transformado e o HACCP (sistema preventivo de controlo da segurança alimentar).

“Dentro de cada um destes itens são desenvolvidas as normas que se devem ter em relação, por exemplo, ao abastecimento de água, à higiene das cozinhas ou à manipulação de alimentos”, exemplifica Maria dos Anjos Esperança. Embora seja dirigida aos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, este manual – nomeadamente a parte de Saúde Pública –  pode ser útil na área de hotelaria, escolas, lares ou, seja, no fundo a todos os estabelecimentos onde haja confecção de alimentos, atesta Lígia Alves.

O Manual conta ainda com conselhos da PSP –  que tem a seu cargo, por exemplo, a vigilância dos horários de abertura, das máquinas de jogo ou de tabaco, referindo a legislação e os cuidados a ter; os bombeiros abordam as condições de segurança e, neste caso, a Câmara Municipal de Abrantes fala sobre como as pessoas devem proceder para terem um estabelecimento destes.

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Seis anos após o primeiro manual, surge a sua reedição por força da actualização da legislação Foto: mediotejo.net

“São conselhos muito práticos, de uma leitura acessível. Aqui está o esclarecimento a muitas das dúvidas que eram colocadas aqui e depois o que nós sentíamos enquanto elementos da Saúde Pública, nomeadamente alguns esclarecimentos que prestávamos às pessoas para que colaborassem connosco na redução de doenças e, sobretudo, na prevenção de doenças”, refere Maria dos Anjos Esperança. O ACES está disponível para prestar sessões de esclarecimento públicas, à semelhança do que fizeram em 2010.

Com 13 técnicos de saúde ambiental, o ACES Médio Tejo, com um total de cerca de 235.390 utentes, tem por missão garantir a prestação de cuidados de saúde à população de 11 concelhos: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila nova da Barquinha, numa área territorial de 2.706,10 Km², e cerca 227.999 habitantes.

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