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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Médio Tejo | A rede lançada nos Caminhos da Água apanhou cultura

Nem tudo o que vem à rede é peixe e no caso dos Caminhos da Água, a que foi lançada entre os dias 13 e 16 de julho apanhou mais de 30 eventos culturais. Dançou-se, representou-se, criaram-se percursos artísticos, fez-se novo circo e conheceram-se recantos de Abrantes, Alcanena, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Sertã e Vila de Rei com novos olhares.

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A despedida dos Caminhos da Água foi feita no Anfiteatro dos Rios, em Constância, no passado domingo. Um local com vista para a união do Zêzere e do Tejo a deixar o mote para novos encontros no Médio Tejo entre os dias 12 e 15 de outubro. Nos Caminhos da Pedra não será a água a assegurar o movimento da cultura, mas sim as principais vias rodoviárias que tornam o Médio Tejo uno nas suas semelhanças e rico nas suas diferenças.

O número de caminhantes não foi revelado, mas sabemos que foram muitos, por onde andaram e com quem estiveram. Nos sete concelhos percorreram os trilhos da criatividade de Ana Trincão (Ância), Gustavo Costa (Sonoscopia), Luís Carmelo (OUTRA Viagem à Roda de Mação), Marina Palácio (Catálogo poético de produtos “únicos”, e outras curiosidades, do comércio tradicional de Abrantes!), Paulo Condessa (Coração Grande), Susana Domingos Gaspar (Catálaga) e Tiago Correia (AudioWalk).

A “Carripana” da companhia LAMA percorreu o Médio Tejo. Fotos: DR
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A rede lançada pelo projeto “Caminhos” trouxe espetáculos de diversas áreas artísticas à região com expoente máximo no teatro de rua que atravessou o mapa inteiro na “Carripana” da companhia LAMA. Outros surgiram aqui e ali, uma ou mais vezes, e no caso de Abrantes o concelho foi visitado pela dança com o espetáculo “Human Brush” de Vincent Glowinski na Praça José Raimundo Soares e pelo teatro da companhia Teatro de Ferro com “Olo – um solo sem S” no Cineteatro São Pedro.

Alcanena recebeu a música das “Contatinas” de Luís Carmelo e Nuno Mourão no Museu de Aguarela Roque Gameiro, o novo circo da companhia Erva Daninha com “1,5ºC” na Praia fluvial dos Olhos d’Água e a dança no “Baile dos Candeeiros” da companhia Radar 360º no Jardim das Lagoas. A (re)descoberta da região também levou os caminhantes até Constância com a dança no segundo espetáculo de Vincent Glowinski na Quinta Dona Maria, a par e passo com a música do Teatro do Frio no seu “Concerto para Estrelas” no Centro Ciência Viva e de Batida no Anfiteatro dos Rios.

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Por Ferreira do Zêzere foi a música que marcou presença nos concertos de Drama&Beiço na Praia fluvial da Castanheira/Lago Azul, Birds Are Indie em Dornes e Lavoisier na Gruta de Avecasta. A Praça dos Combatentes, em Mação, também recebeu a música pelas “Contatinas” de Luís Carmelo e Nuno Mourão, às quais se juntou a dança da companhia Radar 360º no “Baile dos Candeeiros”. O novo circo surgiu no cenário da praia fluvial do Carvoeiro durante o espetáculo “1,5ºC” da companhia Erva Daninha.

Um dos locais inesperados foi a Gruta de Avecasta, em Ferreira do Zêzere. Fotos: DR

Pela Sertã ouviram-se os sons dos Drama&Beiço na Alameda da Carvalha, Lavoisier no Cineteatro Tasso e Capicua e Pedro Geraldes com o projeto “Mão Verde” na Casa da Cultura. O roteiro cultural de julho ainda levou a música ao Centro Geodésico de Portugal com o “Concerto para Estrelas” da companhia Teatro do Frio na sua passagem por Vila de Rei, que se cruzou com a dos Drama&Beiço a caminho da praia fluvial do Bostelim.

Neste segundo momento de programação foram mais de 30 as paragens em locais que se conhecem do dia-a-dia, das saídas de fim-de-semana ou das visitas turísticas. Em outubro, surge o terceiro roteiro da rede de itinerância cultural com que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo pretende tornar o seu território de intervenção numa “região a caminho”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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