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Sábado, Julho 24, 2021

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“Match fixing”, por Nuno Pedro

Fenómeno distante daquilo que é a realidade do futebol nacional e que esperemos que assim continue por muitos e bons anos, o “match fixing” traduz-se na manipulação ou combinação de resultados desportivos em benefício de vários intervenientes, mediante a acção que cada um desenvolve em todo o processo.

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Por outras palavras, trata-se de um acto de corrupção no sentido de levar alguém a contribuir, com determinado comportamento doloso, para o estabelecimento de um resultado do qual advenham os ganhos anteriormente referidos e que se materializam através das apostas desportivas online.

Apostas essas que, naturalmente, surgem associadas a organizações criminosas especializadas neste tipo de delito e que têm nos países asiáticos o seu maior conforto.

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Felizmente e para bem da saúde e acima de tudo da credibilidade do futebol nacional não é conhecido qualquer caso dentro destes contornos cá no burgo. Nunca assistimos a um guarda-redes consentir um golo deliberadamente ou um a jogador falhar uma grande penalidade de forma intencional, pois tais atitudes indiciariam algo susceptível de se enquadrar no tema aqui abordado.

Porém, os recentes investimentos efectuados no futebol nacional, particularmente em clubes, provenientes de países asiáticos, veio colocar em cima da mesa a possibilidade de um maior risco de tal fenómeno assentar arraiais no nosso país, ainda para mais com os imensos problemas financeiros que assolam os clubes nacionais.

Afirmo convictamente que não acredito nessa hipótese. Fundamentalmente porque o escrutínio a que todos os agentes desportivos estão sujeitos diariamente jamais o permitiria. Até poderá vir a existir a excepção que confirma a regra, mas nunca mais do que um qualquer acto isolado sujeito à legislação penal em vigor e que prevê este tipo de infracção. Mas volto a frisar, não acredito. Até por uma questão cultural. De hábitos. Que não fazem parte do nosso quotidiano.

Que assim continue é o desejo que todos formulamos.

*Por razões de ordem estritamente pessoal e que se prendem com a alteração da minha vida profissional e consequente alteração de residência num passado recente, a partir do próximo mês de Junho deixarei de integrar os órgãos sociais da Associação de Futebol de Santarém.

Um ciclo que se fecha enquanto dirigente e que assenta numa vontade própria, mas sobretudo por uma questão de consciência e de respeito pelos clubes. “Estando longe não fazia sentido querer parecer estar perto”. A todos, sem excepção, deixo o meu profundo agradecimento, na certeza de que tudo fiz para contribuir para o desenvolvimento e valorização do futebol distrital.

Nuno Pedro

Com uma vida ligada ao futebol, particularmente enquanto dirigente, Nuno Pedro, abrantino, 46 anos, integra desde 2008 o quadro de Delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e mais recentemente a direcção da Associação de Futebol de Lisboa mas, acima de tudo, tem uma enorme paixão pela modalidade. Escreve no mediotejo.net de forma regular.

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