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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Mário Machado fala em tempos de “desafio” e apela à união das IPSS de Santarém

Tendo feito notar que “os tempos que se avizinham, serão de desafio”, Mário Machado, o novo presidente das IPSS do distrito de Santarém, apelou no discurso de tomada de posse à “união” para a criação de “pontes e sinergias”, e defendeu uma maior atenção à “humanização dos serviços” no setor social.

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Mário Machado, que tomou posse no sábado, em Santarém, para um mandato válido para os próximos quatro anos, destacou ainda a importância da “modernização” mas também da necessidade de “otimização de recursos, de revitalização financeira, e redução dos custos energéticos”.

Para além de Mário Machado, que ocupa a presidência para o mandato 2021-2025, a direção da UDIPSS é composta por Tânia Gaspar (vice-presidente), Antonina Oliveira (secretária), José Rodrigues (tesoureiro), e Renato Simões, Sara Venceslau e Ricardo Madeira (vogais). A assembleia-geral é presidida por Simões Marques, tendo como secretários José Maia e Isabel Salgueiro. O conselho fiscal é presidido por Luís Amaral e os vogais são José Valbom e Filipa Martinho. Transcrevemos o discurso na íntegra de Mário Machado na tomada de posse, que decorreu no dia 16 de Outubro, no auditório da Estação Zootécnica Nacional, no Vale de Santarém.

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Mário Machado é o novo presidente das IPSS do distrito de Santarém, Foto: DR

“Após uma jornada desagregadora da União e das suas Associadas, dividas por um processo eleitoral complexo, com resquícios e leituras que em nada se associam aos princípios e objetivos do setor, nada como pensar divergentemente, sanar divisões e pontos de vista, ouvindo, estando atentos, escutando e registando, e adotando holisticamente, uma expressão muito em voga por estes dias, mas que de facto faz sentido, ou seja, procurando uma visão integral, de análise conceptual e de entendimento das necessidade e especificidades mais preocupantes nas nossas organizações. E então focar, convergir para ideias, relevando, dando seguimento ao que de facto é o mais importante – a nossa União.

Pretendemos, antes de agir, e este agir é levar propostas às Entidades responsáveis por intervir, mas pretendemos refletir sobre as temáticas e depois convergir com inovação, criatividade, capacitação e resiliência demonstrando capacidade de propor e reinventar dinâmicas, procurar estrategicamente contextos e condições que favoreçam o bem-estar e desempenho das IPSS. E isso será, a nosso ver, acrescentar valor à mística das nossas organizações, enquanto instituições de pessoas, com pessoas e para pessoas.

Os tempos que se avizinham, serão de desafio! Procuraremos ser diferentes, criativos, em busca de alternativas e soluções que possam contribuir para a resiliência e desenvolvimento do Setor, com origem nas tais pontes e sinergias, da aprendizagem e partilha, do replicar.

Conforme a nossa missão, seremos um meio, um canal, interlocutor a facilitar a comunicação, acrescentando dimensão, novos pressupostos, novos desejos, novas variáveis e novos   modelos, incluindo os da modernização, do digital, da inteligência artificial e, porque não, a procurar implementá-los no setor social e solidário.

Aquilo que é hoje transversal a uma economia e finanças sustentáveis, e que as nossas OES possam de facto contribuir, também na primeira linha, para a concretização dos ODS, para uma economia mais circular e mais verde, sustentável, inclusiva e justa, geradora de postos de trabalho dignos, socialização e mais importante, da humanização dos serviços. Porque não?

Talvez com essas, tão fora da caixa, possamos contribuir para a criação de uma nova geração de equipamentos e respostas sociais que nestes novos paradigmas do envelhecimento ativo, sem demências, ou com terapia de acompanhamento, e a prestação de serviços domiciliários, em casa, multidisciplinares, ou a tão importante abertura de avisos, como foi, ou está ser, o da mobilidade verde, importantíssimo na renovação da frota, redução de custos manutenção e deslocações, para além da importantíssima questão do ambientalmente impactante para o planeta, como diria a Greta (Thunberg) “Não há planeta B”.

Mas questões importantes, de otimização de recursos, revitalização financeira, a redução dos custos energéticos, a instalação de painéis e outras soluções de eficiência energética têm que continuar, são as rúbricas orçamentais que as instituições podem minimizar, não vai ser em remuneração das suas equipas técnicas, essas têm ser qualificadas e valorizadas, para que as pessoas tenham interesse em integrar as organizações, serem colaboradora e colaboradores das IPSS.

Assim, seremos a Direção Executiva, os Órgãos Sociais de acompanhamento de todas Associadas e Dirigentes e naturalmente, a partir do dia do sufrágio deixou de haver lista A e B, voltámos a ser a União de todas e todos em prol das Instituições do distrito de Santarém.

Este é o compromisso da Equipa Novo Foco, reforçado na responsabilização incutida pela participação inolvidável das Associadas. Somos a Entidade porta-voz da vontade e do querer de todas as IPSS do distrito de Santarém. Proporcionaremos às nossas associadas importantes serviços, como a assessoria jurídica, a consultoria, o acesso a formação e a descontos preferenciais que, eventualmente, decorram de parcerias e outros protocolos de colaboração e cooperação.

Não obstante, como já vem sendo habitual, e a procura tem sido interessante, as nossas iniciativas estarão sempre disponíveis para todas as organizações sociais, mesmo não sendo nossas associadas.

Quer neste novo normal, do formato online, quer, porque é muito importante, o contacto, a interação física, a expressão corporal na formação, procuraremos iniciativas e ações presenciais, ou mistas, porque na realidade, para organizações localmente distantes, a questão das plataformas e o digital, veio aproximar significativamente.

A nossa Missão é, entre outras, a de gerar consensos incluindo todos e levando a voz das nossas Associadas junto de quem tem o poder de decidir. Esta equipa está disponível e motivada para trabalhar, sendo que os resultados decorrerão também da participação ativa e da mobilização das Instituições.

Queremos gerar e afirmar interesses resultantes das necessidades que nos vão sendo transmitidas pelas Associadas e, esta convicção incute-nos uma enorme responsabilidade.

Reiteramos aqui com convicção os compromissos assumidos; o nosso desempenho pautar-se-á por um profissionalismo diferenciador, com base numa visão transformadora, empreendedora e de mudança, tentando pensar sempre “fora da caixa”.

O nosso papel, enquanto estrutura intermédia, será o de ouvir as Associadas; este foi um compromisso que assumimos e, por isso, daremos continuidade às sessões que iniciámos aquando da nossa campanha eleitoral.

Procuraremos estar sempre próximos, prontos a escutar, levando de viva voz os vossos e nossos argumentos junto das Entidades cúpula, que intercedem na Concertação Social, afirmando o contributo das Instituições de Santarém, como preponderante na otimização das Políticas Sociais”.

Nova direção da UDIPSS tomou posse a 16 de outubro. Foto: DR

Mário Machado vence eleição para União Distrital das IPSS de Santarém

Mário Miguel Machado é o novo presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Santarém, tendo a lista A, que liderava, recolhido a 18 de setembro 63% dos votos contra 37% da lista B, liderada por Sónia Lobato, presidente cessante.

Com um mandato válido para os próximos quatro anos, a UDIPSS foi novamente a votos poucos meses depois de Sónia Lobato, que também concorria, ter sido eleita presidente. Nas eleições antecipadas, devido a “conflitos insanáveis” entre elementos da anterior direção, houve registo de 85 votantes participantes das 186 IPSS associadas (45% de participação) com a Lista A a obter 53 votos (63%), a Lista B  31 votos (37%), havendo ainda um (1) voto em branco.

Mário Machado, novo presidente da UDIPSS e presidente da Assembleia Geral da IPSS Malaqueijo Solidário – Centro de Bem Estar Social (Rio Maior) reagiu naquele dia aos resultados eleitorais tendo destacado a vitória por um “novo foco” na UDIPSS.

“Hoje, a vitória não foi nossa, não foi da Lista A, foi da conquista de um novo foco pela União, esta mobilização massiva com uma participação de aproximadamente 50%, quando habitualmente não passaria se 10%, tem uma leitura. Foi a afirmação de uma mensagem das Instituições de Santarém, foi a sua voz viva, e esta equipa hoje foi investida de uma responsabilidade que terá que honrar e que estará à altura: ser a Entidade porta-voz das IPSS de Santarém, e evidenciar trabalho, competência, proporcionar resultados, resposta e soluções materialmente relevantes, sobre o que é importante, que será contribuir para dignificar o valor do Setor”.

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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