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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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“Mais Rua..para quê?”, por Massimo Esposito

Mais Rua é uma iniciativa da Câmara de Abrantes para “ a estruturação da oferta de estacionamento, a mobilidade e rotatividade na circulação automóvel e simultaneamente a criação de melhores condições para residentes, comerciantes e prestadores de serviços no centro histórico de Abrantes”. Em poucas palavras o Município criou um dístico para por no para-brisa do carro dos residentes do centro histórico para terem o direito de estacionar e trabalhar evidenciando algumas zonas específicas.

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Até aqui tudo bem e parabéns pela elogiável diligência. Mas…há sempre um mas… As zonas reservadas são pouco evidenciadas e assim as pessoas não são informadas convenientemente. Houve uma pequena restruturação mas pouco eficaz. Isto cria problemas, não digo sérios problemas mas causa sim inconvenientes e passo a enumera-los para quem de dever possa ser informado e corrigir a situação que está a ficar exasperante.

Falo sobretudo da rua Actor Taborda onde resido, a rua do colégio de Fátima, onde há uma serie de atividades que complicam a possibilidade aos residentes no ato de estacionar, no seu próprio direito adquirido,  e estas são:

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Os velórios. È um momento triste para todas as famílias e amigos que se encontram num momento difícil, e naturalmente querem acompanhar os últimos momentos do ente querido, é uma vez de quando em quando, As vezes são três funerais por semana e isto para todo o ano. MAS NÃO HÁ LUGAR PARA OS RESIDENTES!

As missas, casamentos e outras atividades religiosas. Claro que todas as pessoas têm o direito de desenvolver em liberdade o culto escolhido, mas deixar o carro em lugar não permitido todas as semanas? MAS NÃO HÁ LUGAR PARA OS RESIDENTES!

As atividades relativas ao colégio de Fátima (escola, bailes, reuniões sociais, ginástica…). É claro que quem participa nestes eventos deve deixar o carro em qualquer lugar. Ele tem direito de escolher as atividades que querem. MAS NÃO HÁ LUGAR PARA OS RESIDENTES!

O Teatro São Pedro. È justo que quem vai ao teatro, um concerto ou similar possa estacionar o carro o mais perto possível, é só uma vez…dizem, mas para nos é quase todos os fins de semana. MAS NÃO HÁ LUGAR PARA OS RESIDENTES!

Estas pequenas confusões criam atritos que naturalmente entre gente educada se resolvem da melhor maneira, mas as vezes a má educação e arrogância de alguns levam a pensar (eu penso assim) afinal para quê o Mais Rua? Já fui ameaçado, ofendido porque precisava de descarregar o carro no meu atelier, o meu vizinho que tem dificuldade de locomoção teve de se deslocar à praceta Sant Ana para entrar no carro da filha e quase todos somos obrigados em deixar o carro longe da área reservada para nós. Para quê? E não vale a pena chamar a polícia porque não atuam alegando dificuldades em multar segundo as regras do código da estrada e, por outra razão,  é que se o fazemos os prováveis “atuantes” se zangam a sério connosco.

Por estas razoes queria pedir que o/os responsável/eis pudessem corrigir estas situações o façam no mais breve tempo possível, porque se não.. NÃO HÁ LUGAR PARA OS RESIDENTES! Obrigado

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Espalharam isso do “Mais Rua” por toda a cidade. Isso vai acabar com o pouco que sobra do comércio tradicional.
    Lugares vazios durante o dia, que ninguém pode ocupar para ir, por exemplo, à câmara municipal?
    Só nesta cidade fantasma se vê isso. O maior problema é que os comerciantes apoiam o seu fim…

  2. Sr José Baptista permita-me discordar, primeiro não é só nesta cidade que se vê isto, em todas as cidades a que tenho ido existe os estacionamentos para residentes, Lisboa por exemplo, Porto, Santarém.. bom não vale a pena adiantar mais, relativamente aos lugares vazios? vou dar a minha opinião, eu moro no centro histórico, tenho dístico de residente e nunca consigo arranjar lugar no “sítio” de residentes que existe junto à minha morada, estando sempre ocupados com carros que não tem dístico nenhum, há que ver as coisas das duas maneiras, é muito fácil dizer mal das coisas quando já previamente temos objectivo de atingir um único proposito.. Lá em casa somos um jovem casal que decidimos ir morar para o centro histórico, se fosse pela sua conversa então esquecia o centro histórico e a cidade de Abrantes e ia morar para os Telheiros/Pinheiros/Plátanos ou mesmo Chainça o que fazia com que a cidade de Abrantes morresse mais ainda.. Falemos agora do comércio tradicional, diz que o comércio tradicional vai acabando aos poucos mas se calhar o Sr. é o primeiro a fazer com que isso acontece. Quer ir ao centro histórico e ao comércio tradicional e estacionar à porta? bom estacionamentos gratuitos para ir ao comércio tradicional não faltam, deixo o link do mapa de estacionamentos de Abrantes para se poder orientar melhor.

    http://cm-abrantes.pt/images/documentos/ordenamento-do-territorio-urbanismo-e-regeneracao-urbana-do-centro-historico/regeneracao-urbana-do-centro-historico/estacionamento-no-centro-historico/anexo_Ib_celulas%20e%20bolsas.pdf

    Retomando agora o post original, concordo com o Sr. Massimo Esposito, há pessoas cívicas e com bom senso e depois há as outras! Há alterações que deveriam ser feitas e repensadas, por exemplo sábado de manha não se deveria pagar parquímetro, mesmo em Lisboa ao sábado não se paga, outra opinião que já tinha pensado era não haver lugar para residentes, parece estranho? não, em vez de lugar para residentes/comerciantes “tínhamos” simplesmente possibilidade de estacionar onde quiséssemos com o dístico dentro do centro histórico quer fosse com parquímetro ou sem parquímetro assim acabamos com o “problema” que o Sr. José Baptista se refere dos “lugares vazios” apesar de neste momento não os encontrar quando saio do trabalho para ir almoçar a casa.

    Bom já me estendi bastante, por aqui me fico. Obrigado

    Cumprimentos

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