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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Mais de 10 mil palhas de Abrantes consumidas em três dias da Feira Nacional

O Centro Histórico de Abrantes recebeu a 19ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional entre 22 e 24 de outubro, organizada pelo Município de Abrantes, em parceria com a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior. Esta 19ª edição ficou marcada pela quantidade de palhas de Abrantes vendidas, mais de 10 mil, tendo o célebre doce abrantino sido dos mais solicitados durante o certame.

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Esta Feira Nacional de Doçaria Tradicional foi marcada ainda pelo lançamento do livro “Abrantes mais Doce” que procura homenagear os doceiros do concelho, sendo distribuído aos expositores pelas mãos do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos. Foram igualmente criadas caixas para acomodar o doce conventual palha de Abrantes fornecidas aos doceiros abrantinos.

Aconteceu ainda a assinatura pública do protocolo referente à criação de dois videojogos, utilizando a personagem de banda desenhada “Palhinhas – uma história da Palha de Abrantes”, destinado a crianças dos 3 aos 10 anos, resultado de uma parceria entre a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior e a ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, do Instituto Politécnico de Tomar.

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Este ano a exposição do “Palhinhas” contou com a participação de mais de mil crianças que elaboraram 30 trabalhos em cartão nas escolas do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico de Abrantes, preservando e valorizando a identidade territorial através da personagem “Palhinhas”.

19ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes. Créditos: Tagus

O regresso do momento mais doce do ano, foi recebido pela comunidade e pelos seus visitantes de forma bastante entusiasta. A afluência de pessoas à Feira de Doçaria Tradicional foi significativa, desde a sua abertura no dia 22 até ao seu encerramento, no domingo, dia 23, comprovado pelo fluxo de vendas, tendo os doceiros conseguido escoar praticamente todos os seus doces.

No recinto, estiveram presentes 22 expositores, 12 representantes do Ribatejo Interior e 10 Nacionais. Provenientes da região Norte, com Amarante e Felgueiras, da Região Centro, com Abrantes, Ovar, Alcobaça, Torres Novas, Sertã, Sardoal, Constância e da Região do Alentejo, com Reguengos de Monsaraz e Montemor-o-Velho.

A particularidade da 19ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional foi a novidade da “Doçaria a Pedido”, uma iniciativa focada em apoiar os doceiros locais a escoar os seus produtos, que era possível realizar através de duas vias; Entrega ao Domicílio, através de 2 empresas locais, a Recadex e o Jarvas; O levantamento na Entrada da Feira de Doçaria, que funcionava através de um contato telefónico e respetiva recolha junto ao recinto da Feira da Doçaria. De uma forma geral esta ação foi positiva e bem aceite pela comunidade, com um total de sete encomendas, concretizadas pelas empresas locais de distribuição.

Um cardápio repleto de atividades para miúdos e graúdos, com oficinas de doçaria, animação infantil, atividade desportivas e performances. O Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação, a EPDRA – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes e o Rancho Folclórico e Etnográfico de Casais de Revelhos movimentaram mais de 50 pessoas nas suas oficinas de doçaria. De Mação chegaram as Enroladas de Poejo com Calda de Chave Dourada, os Docinhos de Mação e o Cremoso de Mel. A EPDRA valorizou o figo através de uns queijinhos com fios da Palha de Abrantes, Queijadinhas Mouriscas e Torta de figo da Índia. E o Rancho de Casais de Revelhos demonstrou que não é apenas de música que se compõe um grupo etnográfico, mas também dos seus costumes e sabores, que atravessam geração em geração, revelando os seus Bolos Lêvedos.

A animação contou com a atuação do grupo musical “Banda às Riscas” e dos “Arrebimbá Fundo”, um grupo de percussão da Casa do Povo de S. Facundo. Também a Livraria Aqui Há Gato atraiu mais de 70 adultos e crianças à sua peça de teatro “Tejo por um Fio” e a “BIA – Biblioteca Itinerante José Diniz” contou histórias de encantar aos mais pequenos. Foi ainda dinamizado o Workshop “Digital e Agora”, pela Associação Comercial e Empresarial no espaço Jovem, envolvendo mais de 20 pessoas. Também os estabelecimentos comerciais se vestiram a rigor, com montras alusivas à temática e proporcionaram descontos aos seus visitantes.

A vertente desportiva esteve presente como nos anos anteriores. Decorreram duas caminhadas noturnas “Os Palhinhas 2021”, nos dias 22 e 23 de outubro, com a colaboração do COA – Clube de Orientação e Aventura, destacando que ambas esgotaram as inscrições. No domingo, foi altura de percorrer as margens do rio Tejo, num passeio de BTT, com a colaboração dos Branquinhos do Pedal, contando com mais de 80 participantes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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