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Domingo, Outubro 24, 2021

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Mação | Vespa asiática já invadiu todo o concelho, mau prenúncio para o que virá na primavera (C/VIDEO)

A vespa asiática já invadiu o concelho de Mação e a grande preocupação neste momento é precisamente a confirmação da sua chegada. Pela primeira vez, em setembro, Mação teve a confirmação de um primeiro ninho de vespa asiática, entretanto já apareceram mais cinco em várias freguesias do concelho, e têm vindo a ser destruídos. António Louro, vice-presidente da autarquia, afirma estar apreensivo com o problema, tendo observado que, pelo que se vê nos outros territórios, quando no primeiro ano aparecem 5 ou 6 ninhos, no ano seguinte são centenas deles.

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“Desta vez ainda não conseguimos em Mação sentir grave incidência em termos de prejuízos. Mas, mais do que isso, a grande preocupação neste momento é a confirmação da sua chegada. Pela primeira vez em setembro tivemos a confirmação de um primeiro ninho de vespa asiática, entretanto já apareceram mais cinco, têm vindo a ser destruídos, mas por aquilo que sabemos de outros territórios, quando no primeiro ano aparecem 5 ou 6 ninhos, 10, no ano seguinte são centenas deles. E, portanto, o que estamos a fazer é preparar toda a estrutura, e criar um circuito de informação dentro do município e dos vários atores”, disse António Louro, responsável máximo pela Proteção Civil Municipal.

Ninho de vespa velutina em período larvar. Foto: mediotejo.net

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“Temos vindo a contar com a colaboração dos apicultores locais na destruição dos ninhos através da sua associação”, adiantou, tendo referido que, neste momento, “podemos dizer que o concelho de Mação na sua totalidade já foi ocupado pela vespa”.

“Ela apareceu em Cardigos, foram destruídos ninhos em Cardigos, foram destruídos ninhos nos Envendos e em Ortiga e, portanto, temos o concelho já inteiramente dentro da zona da vespa velutina. Agora, para o futuro, sabemos que o caminho vai ser difícil, senão impossível, de fazer a sua erradicação. Temos de aprender a conviver com ela, aprender a ser pragmáticos e a colocar armadilhas nos sítios certos para tentar controlar a sua disseminação. Temos de estar atentos”, frisou.

Questionado sobre os problemas que a vespa asiática pode causar, Louro disse que esta vespa “é predadora e, quando não controlada, tem uma grande incidência sobre os apiários, resultando numa morte acentuada de abelhas que, por vezes, conjugada com outras fragilidades que as colmeias já tenham, facilmente provoca a morte da colmeia”.

“É uma invasão de uma espécie nova, cujas consequências ainda não estão bem interiorizadas e que só no futuro será possível monitorizar”, observou, tendo feito notar que, para o ser humano, ela também é bastante preocupante.

“Não que o veneno da velutina seja diferente das outras espécies, mas como ela é bastante corpulenta, injeta bastante veneno e faz com que uma picada provoque uma dor superior à das vespas tradicionais. E quando a pessoa tem várias picadas em simultâneo, porque por vezes elas atacam simultaneamente, principalmente na zona da cabeça, as pessoas devem ter muita atenção e procurar ajuda”, alertou o responsável.

Vários ninhos de vespa velutina foram já sinalizados em todo o concelho de Mação. A vespa é predadora e alimenta-se também de abelhas. Foto: DR

“Aquilo que solicitamos aos proprietários é que não tentem fazer o controlo dos ninhos por si. É preferível contactar a Protecção Civil e solicitar ajuda e não correr riscos”, defendeu.

Questionado sobre o surto recente de ninhos de vespa asiática em todo a região norte do distrito de Santarém, António Louro, disse que, “neste final de Verão, estão a ver-se muitos ninhos a serem detetados”, tendo observado que a vespa “vai entrar agora num período de hibernação. Vai deixar os ninhos e hibernar para sítios debaixo do chão, em tocas, em árvores, procurando fugir ao frio. Na primavera vai haver um crescimento significativo deste problema”, antecipou.

Vespa velutina entrou em força na região do Médio Tejo. Foto: DR

A vespa asiática, ou vespa velutina, uma espécie invasora predadora das abelhas, está a propagar-se pela região centro do país, com ninhos identificados em todo o norte do distrito de Santarém, disse o Comandante Operacional Distrital de Santarém (CDOS).

“Temos relatos em toda a zona mais a norte do distrito de Santarém da existência de ninhos e ultimamente com casos cada vez mais frequentes”, disse Mário Silvestre, referindo-se a toda a zona do Médio Tejo, com relatos e registos nos municípios de Abrantes, Tomar, Mação, Vila de Rei, Ferreira do Zêzere, Vila Nova da Barquinha, a par de Gavião, já no norte alentejano.

O responsável apelou à população para, no caso de avistar um ninho de vespa velutina, avisar os serviços competentes e não tentar, em qualquer circunstância, destruir o ninho pelos seus próprios meios.

A vespa velutina é uma espécie não-indígena, predadora da abelha europeia (Apis mellifera), e encontrava-se, até há pouco tempo, circunscrita a concelhos do norte do País.

A introdução involuntária da vespa velutina na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e Bélgica em 2011 e em Itália em finais de 2012.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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