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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Mação | Vento forte dificulta combate do incêndio

O fogo que lavra em Mação continua numa situação “muito preocupante, com vento muito forte, aldeias em perigo e casas a arder”, estando o secretário de Estado da Administração Interna a caminho do local, disse o presidente do município.

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Em declarações à Lusa no posto de comando, Vasco Estrela, disse, cerca das 19:00, que o secretário de Estado Jorge Gomes estava a caminho do local (distrito de Santarém) e mostrou-se preocupado com a situação, tendo em conta que há “várias aldeias e populações em perigo ou com potencial perigo”, enquanto o vento regista mudanças de direção.

“Vamos ver como é que é possível tentar defender essas pessoas e localidades, tirando essas pessoas das aldeias para evitar que haja dramas humanos ou situações como a que se está a verificar em Envendos, onde já arderam hoje várias casas [algumas de primeira habitação]; ver concretamente o que aconteceu, para tentarmos perceber como é que podemos aliviar esse problema”, afirmou, contabilizando um total de 10 mil hectares de área ardida desde domingo no concelho.

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O autarca disse ainda que já foram evacuadas mais de uma dezena de aldeias, num total de cerca de 200 pessoas, mas algumas já regressaram a casa.

“É uma situação inimaginável que não se previa que pudesse acontecer”, lamentou.

Em termos de danos materiais, os mesmos continuam a aumentar a toda a hora.

“Contam-se duas habitações permanentes ardidas na aldeia de Frei João, freguesia de Carvoeiro, além das restantes cinco já reportadas anteriormente e mais cinco agora em Envendos”, disse o autarca.

“São estes levantamentos que terão de ser feitos agora à medida que o tempo for passando e que seja possível entrar nas localidades, falar com as pessoas e perceber em concreto os danos causados”, acrescentou.

Questionado sobre a disponibilidade de meios neste início de noite, Vasco Estrela disse que “nunca são suficientes para um fogo desta dimensão”.

“É por isso que em Mação gostamos de dizer que por mais meios que tenhamos é quase impossível dar a volta a situações complicadas destas, não se consegue resolver enquanto não houver uma intervenção estrutural na floresta”, defendeu.

No seu entender, “há muito por explicar sobre aquilo que tem acontecido ao longo destes três dias” de fogo, em relação à repartição de meios pelo terreno.

“Os meios que estiveram presentes no teatro de operações de Mação tiveram como consequência aquilo que já aconteceu e aquilo que possa vir ainda a acontecer. Os meios que estiveram noutro teatro de operações tiveram outro tipo de consequências, espero que não tenham tido situações tão dramáticas como para nós”.

O autarca referiu que, enquanto presidente do município, tem obrigação e direito de saber o que aconteceu.

O concelho de Mação está a ser atingido por um incêndio que teve origem no concelho da Sertã (distrito de Castelo Branco), no domingo, e chegou ainda a Proença-a-Nova.

Para este combate, às 19:15, estavam mobilizados 1.095 operacionais, apoiados por 336 viaturas e 11 meios aéreos.

Há ainda a regista, no município, fogos que deflagraram hoje: um surgiu na localidade de Marmeleiro, freguesia de Cumeada e Marmeleiro, que estava a ser combatido, segundo a ANPC, por 99 operacionais apoiados por 26 viaturas e dois meios aéreos; e outro com origem em Mantela, na União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira.

Neste combate estão 181 operacionais, apoiados por 50 viaturas e três meios aéreos.

Agência de Notícias de Portugal

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