Terça-feira, Dezembro 7, 2021

Mação | Vasco Estrela (PSD) ciente dos desafios e exigência do último mandato à frente do Município

Os órgãos autárquicos de Mação tomaram posse este sábado, dia 16, no auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, perante uma plateia diversificada e cheia, mas onde o ambiente se notou algo tenso perante discursos hostis, com vincadas posições políticas e de confronto de oposição entre PS e PSD, como que a antecipar que o mandato que agora se inicia não será pacífico. Vasco Estrela (PSD), reeleito presidente da Câmara de Mação, cessará ao fim destes quatro anos um ciclo de doze à frente do município, e reconheceu que pela frente terá um último mandato muito exigente, com desafios que desde logo começam pelas necessidades financeiras que irão surgir com o anunciado corte de 700 mil euros das transferências do Estado para a CM Mação por via do Fundo de Equilíbrio Financeiro, receita considerável para um município desta dimensão. O edil criticou também o processo de descentralização de competências, num discurso que ficou marcado por uma retrospetiva do mandato “atípico” anterior, bem como expetativas futuras e projetos para o concelho.

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Esta foi a última tomada de posse de Vasco Estrela nos órgãos autárquicos do concelho de Mação. Assim o vincou durante o seu discurso, com muitas mensagens incluídas e cujos destinatários estão na oposição socialista.

O autarca começou por fazer uma retrospetiva e um balanço do mandato anterior, que foi “extraordinariamente atípico”, lembrando “os incêndios de 2017 e as suas repercussões”, a queixa feita contra a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, “o processo contra o Estado, a depressão Elsa, os incêndios de 2019, as suas consequências e o respetivo relatório, e por fim, a covid-19”.

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“Todas estas vicissitudes obrigaram-nos a todos, e a mim em particular, a um esforço e exposição para lá do habitual. Onde, com muitas das decisões que tomei, arrisquei a minha credibilidade e a minha honra. Estou certo de que muitos, mas mesmo muitos, torceram para que a razão não me tivesse sido dada. Não lamento nada, mesmo nada, a desilusão que tiveram”, disse.

ÁUDIO | Discurso de Vasco Estrela, presidente da CM Mação eleito pelo PSD

Vasco Estrela voltou a lembrar que não teve muita solidariedade ao longo destes processos, nem mesmo da parte do seu partido, PSD. “Apesar de tudo, fui em frente e ganhámos todos, todos os combates que travei em prol da justiça e da verdade”, sublinhou.

E depressa se fizeram notar declarações de alguma agressividade política, em jeito de afirmação e determinação na sua postura perante a oposição socialista, pois mesmo sem adiantar detalhes ou exemplos concretos, deu para perceber para quem seguia a mensagem. 

“Não posso contudo, deixar passar em claro aquilo que suponho ter acontecido e que diz respeito a algum incómodo de iniciativas que aqui tiveram lugar, algumas das quais relativamente recentes, incómodo esse com protagonismo que eu próprio e a Câmara possamos ter tido. Trago este assunto à colação pelo significado político que o mesmo tem, a exemplo de outros, e que ao longo dos anos fui sabendo e gerindo em silêncio. Que fique claro, a partir de hoje, como alguém disse um dia, «Eu sei que você sabe que eu sei». O tempo agora é outro. Sem mudar nada na minha postura, não deixarei de publicamente denunciar atitudes, ou tentativas de bloqueio, que entenda que possam pôr em causa os interesses do concelho, sem que tal se justifique. Sou livre de o fazer, e fá-lo-ei”, alertou.

Vasco Estrela, na tomada de posse como presidente da Câmara de Mação. Foto: mediotejo.net

Agradecendo “a todos aqueles que desempenharam funções nos últimos quatro anos, bem como a todos os eleitos nas eleições de 26 de setembro, e também a todos os que fizeram parte das listas dos diversos partidos”, Vasco Estrela reconheceu que “todos contribuíram para o engrandecimento da democracia no nosso concelho”. Por outro lado, não deixou de agradecer aos eleitores do concelho.

“Escuso-me de mencionar os méritos do último mandato, eles foram reconhecidos pelos eleitores. Já fiz a reflexão necessária, tendo também a perfeita consciência como tive desde sempre, dos custos de algumas decisões que tomamos, como são exemplo os trabalhos na floresta, no âmbito da gestão das faixas de combustível, e a adesão à empresa Tejo Ambiente”, garantiu.

Na floresta, justificou, “estamos tão só a cumprir a lei, a fazermos o que deve ser feito para protegermos pessoas e bens”.

Quanto à Tejo Ambiente, assumiu que tem sido uma situação controversa no concelho. “Penso como sempre pensei, que a médio prazo será a melhor e a única solução para a resolução dos graves problemas que temos no abastecimento de água ao nosso concelho. Se houver outra solução melhor, e comportável em termos financeiros, e que permita o acesso a fundos para fazermos o que tem de ser feito, cá estaremos para analisar”, afirmou o edil, mas sem deixar passar a oportunidade de recordar que apesar de considerar ter arcado sozinho com o ónus de adesão à empresa intermunicipal de ambiente, esta mesma adesão foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal.

“Às vezes, quem por aqui anda meio distraído, pensará ou será induzido a pensar que foi o Vasco Estrela que um dia se lembrou desta adesão. E fê-la sozinho. Como se os outros 25 eleitos que a votaram por unanimidade não soubessem, por exemplo, quanto iria ser o custo dos serviços prestados. Convido por isso, os crédulos desta ideia, a lerem as atas”, concluiu.

Quanto à sua postura enquanto presidente da Câmara, Vasco Estrela diz que será “um presidente próximo das populações, inclusivo, que quer e irá fazer com todos”.

“Serei previsível, solidário e não sectário, isto não implica dizer sim a tudo, pelo contrário, implica não excluir à partida nada. Mas como tudo na vida, deverá haver reciprocidade, e nesse colaboraremos com aqueles que connosco queiram, com razoabilidade, colaborar e queiram a nossa colaboração no âmbito das respetivas competências. Assim será na relação com as juntas de freguesia, com as associações, com os empresários, com as IPSS e principalmente com os munícipes, no cumprimento das nossas obrigações”, referiu.

Foto: mediotejo.net

Este seu último mandato, para os próximos quatro anos, reconheceu que será “exigente”, desde logo porque se avizinha a conclusão do processo de descentralização de competências do Estado para as autarquias locais.

“Este processo deficientemente tratado pelo Governo, irá obrigar-nos a receber competências da administração central a partir do mês de abril de 2022. Por outro lado, iremos descentralizar nas juntas de freguesia competências que estão agora sobre a nossa alçada. Partiremos para essas conversações com total abertura de espírito, mas intransigentes naquilo que entendemos ser a razoabilidade do processo”, alertou.

O autarca deixou ainda mensagem de apelo à união, considerando que “temos todos a ganhar em conseguirmos trabalhar em conjunto, e principalmente, ganham as populações. É para as populações que trabalhamos e que de nós esperam um esforço, no sentido de melhorar a sua qualidade de vida. Nesse sentido, da nossa parte, a partir de segunda-feira vamos ao trabalho”.

Aludindo ao projeto apresentado pelo PSD, liderado por si na corrida à Câmara, Vasco Estrela enumerou uma série de propostas que pretende concluir neste último mandato, entre os quais a requalificação da Escola Básica 2/3+S de Mação, os núcleos museológicos em Envendos e Carvoeiro, a construção de um arquivo municipal.

Na floresta e na paisagem, a concretização das nove Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) em todas as freguesias do concelho. Também pretende o alargamento da Zona industrial das Lamas e reformulação de novos incentivos de apoio aos empresários.

Em cima da mesa estão projetos de requalificação do centro histórico de Mação e requalificações urbanas em Cardigos e Envendos. Pretende também manter o apoio ao movimento associativo para melhoria das suas instalações.

Outro ponto é que exista reforço no atendimento e acompanhamento personalizado de todos os processos que entrem na Câmara Municipal e se atue para resolução das situações de carência habitacional devidamente comprovadas no concelho, bem como intervir na reabilitação das extensões de saúde no nosso concelho, em particular em Cardigos.

No turismo, o executivo planeia avançar com a reabilitação da praia fluvial de Ortiga e a criação/construção de zona de bungalows e autocaravanas nas praias fluviais de Cardigos e Carvoeiro. Também em vista a construção de zona de lazer em Barca da Amieira (Envendos).

Existem ainda projetos para reabilitação do património municipal, nomeadamente escolas primárias e reabilitação das margens da ribeira de Mação.

Foto: mediotejo.net

Apesar de ser vontade da autarquia concretizar estes projetos e iniciativas neste mandato, o edil diz ter “perfeita noção das dificuldades que vamos ter de atravessar, desde logo financeiras, como se comprova pelo facto de, para o próximo Orçamento, as transferências do Estado serem reduzidas em quase 700 mil euros”.

“Teremos, espero, algumas oportunidades para concretizar projetos através do Plano de Recuperação e Resiliência. Devemos por isso mesmo nos preparar o melhor possível para este desafio e ir à luta em prol do concelho”, admitiu.

Vasco Estrela, em jeito de balanço do trabalho feito nos últimos quatro anos e com expetativas altas para o futuro, disse estar “determinado em fazer mais um bom mandato, a exemplo do que agora terminou, onde fizemos investimentos sem paralelo na história do concelho e no qual captámos investimentos, nomeadamente estrangeiros, com enorme significado e que vão gerar muitos postos de trabalho”.

Teceu no final do discurso, agradecimento sentido ao apoio incondicional da família, lembrando o pai como seu herói. Também palavras de agradecimento aos funcionários que trabalharam na autarquia, ao seu lado, nos últimos 8 anos e que “em muito me ajudaram na tarefa que tinha pela frente”, referindo continuar a contar com todos.

A serenar os ânimos, depois de vincar a sua posição no que toca ao consenso político e relação com a oposição, o social democrata foi firme nas suas palavras.

“Nunca ao longo destes oito anos entendi que, apesar das confortáveis maiorias que sempre tivemos, que sozinhos conseguiríamos resolver os nossos problemas e desenvolver cabalmente o concelho. Pelo contrário. Sempre procurei consensos, compromissos. Incluir e não excluir. Sempre houve da minha e da nossa parte total abertura para aceitar ideias, propostas e iniciativas de outros”, começou por enunciar.

Por outro lado, reafirmou “o enorme respeito democrático pelos eleitos do Partido Socialista e a nossa disponibilidade para incluir as suas propostas, na certeza, contudo, que as eleições ditaram para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal resultados inequívocos e que não permitem segundas leituras”.

“Espero deixar estas funções com consciência de ter sido fiel aos princípios que sempre enunciei, e penso eu, no essencial pratiquei. Gostaria de assim vir a ser recordado. Acho que até à data os factos demonstram o referido”, concluiu Vasco Estrela, apelando mais uma vez à união em prol do concelho.

Na sessão também o vereador eleito pelo PS, Nuno Barreta, interveio, assumindo o mandato e agradecendo a quem depositou confiança em si para desempenhar as funções na oposição. “Sintam-se representados, perguntem, façam sugestões. Estarei sempre ao lado dos interesses dos maçaenses. Como sabeis não sou político, não vivo da política. Sou enfermeiro de profissão. Aquele que no último ano e meio tem estado na linha da frente no combate à covid-19 e que tudo tem feito em prol das pessoas de Mação. É pelas pessoas e para as pessoas que trabalho, e assim vos garanto que vou continuar, com serenidade e honestidade”.

Nuno Barreta (à direita) no momento de juramento na tomada de posse enquanto vereador do PS na autarquia maçaense. Foto: mediotejo.net

O vereador do PS aproveitou ainda para fazer balanço dos últimos quatro anos, enquanto vereador de oposição e sem pelouros, e assumiu perante a plateia que “é difícil ser oposição nestas terras”. Porém, deixou recado. “Não conseguem afastar-me do meu rumo”, disse.

ÁUDIO | Discurso de Nuno Barreta, vereador da CM Mação eleito pelo PS

A cerimónia contou com duas partes, sendo que na segunda hora deu-se a tomada de posse dos eleitos da Assembleia Municipal.

José Saldanha Rocha (PSD) foi reeleito presidente da mesa de Assembleia, tendo o PSD sido o único partido a apresentar lista para a eleição da mesa. Com 12 votos a favor e 9 votos em branco, foram eleitos secretários os deputados do PSD Margarida Cardoso e Pedro Jana.

Saldanha Rocha permitiu que na sessão pudessem intervir dois representantes da bancada de cada partido com assento na Assembleia Municipal, situação que se verificou e que levou a um momento de esgrima política entre a bancada socialista e a bancada social-democrata, tendo inclusivamente os intervenientes recuado a momentos da campanha eleitoral.

Carla Loureiro (PS) fez uma saudação aos eleitores do concelho por participarem nas eleições de 26 de setembro, bem como aos candidatos aos órgãos autárquicos que “de uma forma aberta, séria, leal e transparente mobilizaram os eleitores, jovens, ativos e outros cidadãos, para o envolvimento na campanha e para o ato eleitoral”.

Desejou um bom trabalho aos eleitos recém-empossados, e disse esperar que “encontrem nas divergências do pensamento as medidas públicas que melhor sirvam os interesses e o progresso de Mação”.

ÁUDIO | Carla Loureiro, deputada eleita pelo PS na Assembleia Municipal

Falou sobre a responsabilidade alocada ao poder político na atual conjuntura, e disse que a Assembleia Municipal deve ser de “voz firme, determinada, justa e que defenda o Município; defenda todos os seus cidadãos de forma isenta, equilibrada, imparcial, transparente e rigorosa”.

Carla Loureiro disse que a bancada do PS tem assumido “uma oposição séria e responsável, com base no rigor e transparência, e contra tudo e contra todos sempre em prol dos maçaenses, independentemente da cor política nos vários órgãos do país”.

Carla Loureiro. Foto: mediotejo.net

“A bancada do PS, que aqui represento, considerada de infantil, para não dizer coisinhas de brincar, como foi dito por elemento da bancada do PSD – ficámos sem perceber o que queria dizer – provará nos próximos quatro anos que estamos dispostos a contribuir com o nosso melhor saber, a participar, como já fazemos na nossa vida cívica na comunidade sem achincalhar ninguém só porque sim. E a melhorar a qualidade de vida das pessoas de Mação. Com lealdade e educação, estamos determinados a ajudar a construir um lugar e um futuro melhor para as novas gerações”, mencionou a deputada.

Carla Loureiro referiu-se a afirmações proferidas por José António Almeida, deputado do PSD na Assembleia Municipal e diretor do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação, na sessão de encerramento da campanha do PSD para as eleições autárquicas. Situação que gerou indignação nas redes sociais e deu direito a uma mensagem de repúdio por parte do Partido Socialista, com o vídeo dessas declarações em loop e forte crítica ao eleito social democrata.

A deputada apelou ainda à união da classe política para “fazer em comum”, ultrapassando as diferenças e primando pela colaboração.

Da parte do PSD, foi Duarte Marques a tomar a palavra. Cumprimentando todos os eleitos empossados, autarcas e representantes das diversas entidades e instituições do concelho.

Começou por sublinhar que o seu partido obteve em Mação “o resultado mais expressivo do distrito de Santarém” com a eleição do executivo liderado por Vasco Estrela e adiantou:  “Se há coisa que me orgulha bastante é o PSD nunca ter perdido uma eleição para a Câmara Municipal e não é porque os outros partidos não tenham hipótese de perguntar, questionar e propor.”

Porque, considera, “uma característica que diferencia este executivo e anteriores, é que não governa para si nem para o seu partido. Governa para todos. Onde todos têm a mesma oportunidade, ao contrário do que acontece em muitas zonas deste país (…) pode tratar até todos mal, mas trata todos por igual quando trata bem e trata mal. Isso é uma marca distintiva que o PSD aqui tem”.

Por outro lado, dirigindo-se aos eleitos locais e principalmente à oposição socialista, Duarte Marques não foi parco em palavras e afirmou: “Aquilo que eu mais desejo à Assembleia Municipal e aos representantes do Partido Socialista, é que sejam tão bons como o executivo do PSD. Estejam à altura do executivo, porque se forem melhores, farão deste executivo ainda melhor. Porque é isso que faz uma boa oposição.”

E a intervenção foi mais além. “Vai ser difícil, porque o PS perdeu dois excelentes membros da Assembleia Municipal, o Engenheiro Cardoso Lopes e o Dr. João Filipe, que espero que não deixem saudades, porque é sinal que serão bem substituídos. Mas é justo dizer isto aqui”, confessou.

Apesar das críticas à postura do PS, não deixou também de apelar à união partidária em torno de um objetivo comum. “Aqui somos demasiado pequenos para não rumarmos para o mesmo lado. E quando estamos no pode autárquico o objetivo é sempre defender Mação. Quando o poder muda no país, o objetivo deve ser sempre defender Mação”, começou por dizer, para depois contra-atacar, baseando-se na intervenção de Vasco Estrela, e deixando também uma mensagem clara à oposição.

Duarte Marques. Foto: mediotejo.net

“Aquilo que não posso admitir é não ter um PS ainda mais empenhado do que nós, quando tem o seu partido no poder, a ajudar a resolver os problemas de Mação, a atrair o investimento para Mação, a dar prioridade aos maçaenses sempre que possível nas decisões da saúde, da Segurança Social, da economia ou da educação. É isso que precisamos. Não é de ‘chamadinhas’ daqui para Lisboa a boicotar aquilo que é para vir para Mação. É essa a diferença, é isso que temos de fazer todos”, frisou.

Duarte Marques defende que Mação deve estar acima dos partidos: “O nosso país é Portugal, e o nosso partido é Mação.” E lembrou que a união entre as duas forças políticas que têm estado no poder foi importante para travar as recentes batalhas contra o Estado sobre os incêndios de 2017 e 2019, e das quais Mação saiu vitorioso. “Porque foi assim que vencemos nos incêndios, foi unidos que conseguimos criar uma barreira de unanimidade contra quem nos tratou mal. E isso tem de continuar a ser assim, não podemos hesitar. Não pode ser só nos fogos. O desafio que temos pela frente é um desafio brutal. É o desafio das nossas vidas”, concluiu.

Tempo também para mencionar alguns dos problemas que persistem no território e que o deputado do PSD, também com assento na Assembleia da República, eleito pelo PSD no círculo de Santarém, entende que precisam dessa união para serem sanados e com isso permitirem maior desenvolvimento e qualidade de vida à comunidade.

“A oportunidade de teletrabalho pode ser um grande desafio para um concelho como o de Mação, desde que consigamos que a fibra ótica venha para o nosso concelho. Enquanto alguns têm o sonho de ter 5G, há por aqui aldeias que nem 1G têm. De que nos serve o 5G se nem todos tivermos rede de telemóvel ou fibra ótica?”, aludiu.

Apelou à união da classe política, referindo que se orgulha de dizer que “em Mação, quando é preciso, PS e PSD estão do mesmo lado, e todos já deram provas disto aqui. É preciso voltar a esse caminho, foi esse caminho que nos fez grandes”.

A fechar a cerimónia, que se alongou em torno da reflexão da atualidade, da conjuntura e da postura da classe política em Mação, José Saldanha Rocha, presidente da mesa de Assembleia reeleito, fez a sua alocução.

Margarida Cardoso, José Saldanha Rocha e Pedro Jana compõe a mesa de Assembleia Municipal de Mação para o quadriénio 2021/2025. Foto: mediotejo.net

Saldanha Rocha saudou todos os presentes, e também os eleitos recém-empossados para dirigir os destinos da autarquia maçaense nos próximos quatro anos.

Começou por sublinhar que o poder local “é o poder que vive mais perto da realidade do dia-a-dia das pessoas, que mais se aproxima das populações, dia e noite, das suas necessidades, dos seus anseios, das suas emoções e preocupações”.

ÁUDIO | José Saldanha Rocha, presidente da mesa de Assembleia Municipal de Mação

Disse ainda que “é na cooperação que tudo nasce e se concretiza”, crendo que os eleitos democraticamente escolhidos pela população, desde a autarquia, à Assembleia e presidentes de junta.

“A Assembleia Municipal a que mais uma vez presido terá como função regular e fiscalizar a atuação do elenco camarário. Como tal, esperamos no desempenho, comportamentos elevados, dignos e construtivos de uma defesa sempre intransigente do bem-estar das populações. Eu não acredito, ninguém aqui acredita, que a população quando escolhe uma maioria, não o fizesse pela seriedade e pela verdade das decisões que vierem aqui a ser aprovadas”, prosseguiu.

Saldanha Rocha. Foto: mediotejo.net

O presidente da Assembleia Municipal mencionou que todos os projetos e ideias trazidos a decisão pelo órgão deliberativo “serão sempre julgados e valorizados pela sua dignidade, pela partilha de ideias, pela construção positiva de um futuro melhor que todos ansiamos”.

“A minha atuação será como fiel da balança, proporcionando sempre um clima de entendimento e concordância entre as forças políticas, que representam o concelho. Este é o lugar certo para legitimarmos o dia-a-dia das nossas gentes, em prol do seu bem-estar, e da tranquilidade do território. Porque o território precisa de tranquilidade. Já bastam os últimos anos de tantas amarguras e dias negros”, aludiu.

Saldanha Rocha disse contar com todos os eleitos para o exercício de uma “tarefa grandiosa e dos desafios que vão ser colocados, muito exigentes, que se aproximam”.

Citando Ricardo Lengruber Lobosco, «Parto do princípio que o saber é sempre coletivo. Tudo o que criamos e produzimos é, em certo sentido, compartilhado na sua génese. Todo o mundo que faz algo, o faz a partir dos outros», Saldanha Rocha frisou que “é assim que gostava que trabalhássemos nos próximos quatro anos”, renovando votos de um bom mandato.

FOTOGALERIA

LISTA DE ELEITOS QUE TOMARAM POSSE

Câmara Municipal

Vasco Estrela (PSD)
António Louro (PSD)
Nuno Barreta (PS)
Margarida Lopes (PSD)
Vasco Marques (PSD)

Assembleia Municipal

José Saldanha Rocha (PSD) – Presidente
Margarida Cardoso (PSD) – 1ª Secretária
Pedro Jana (PSD) – 2º Secretário
Carla Loureiro (PS)
Duarte Marques (PSD)
Cláudia Cordeiro (PS)
Vera Silva (PSD)
José António Almeida (PSD)
Daniel Jana (PS)
Andreia Baço (PS)
Paulo Matos (PS)
Francisco Dias Correia (PSD)
César Dias (PSD)
Luís Pires (PS)
Catarina Martins (PSD)

Freguesias

Luís Lopes (PNT – Pela Nossa Terra / Independente) – Junta de Freguesia de Amêndoa
Carlos Leitão (PSD) – Junta de Freguesia de Cardigos
Carla Martins (PSD) – Junta de Freguesia de Carvoeiro
António Alves (PS) – Junta de Freguesia de Envendos
Rui Dias (PS) – Junta de Freguesia de Ortiga
José Fernando Martins (PS) – União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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