Mação | Vasco Estrela “estupefacto” com chumbo unânime da oposição às contas de 2018

O presidente da CM Mação, Vasco Estrela, disse que este é o maior orçamento de sempre da autarquia. Foto: mediotejo.net

Os dez eleitos do PS na Assembleia Municipal de Mação chumbaram por unanimidade o ponto de prestação de contas de 2018 na Assembleia Municipal de abril tendo o relatório de prestação de contas sido aprovado graças aos votos da maioria PSD. Vasco Estrela, presidente da autarquia, disse ao mediotejo.net ter ficado “estupefacto” com o voto unânime de rejeição pelo PS, tendo lembrado que tal só pode ser entendido como “um sinal dos novos tempos”. Um chumbo unânime da oposição “não acontecia há mais de dez anos em Mação”, notou.

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O destaque na prestação de contas de 2018 vai para a redução da dívida em meio milhão de euros, (de 3,1 milhões para 2,6 milhões), redução de encargos a curto e médio prazo na ordem dos 600 mil euros, uma capacidade de endividamento de 9,6 milhões de euros e uma taxa de execução da receita de 86%. O prazo médio de pagamento a fornecedores é de 30 dias, tendo subido ligeiramente.

O voto contra de forma unânime por parte da bancada socialista, segundo Vasco Estrela (PSD) é um “sinal político fora do expectável”, um “sinal dos tempos”. O presidente da autarquia disse mesmo ter ficado “estupefacto” com uma situação que, notou, “nunca em 10 anos a oposição havia votado negativamente um orçamento de forma unânime”. A surpresa, que desagradou ao autarca, deriva de “um trabalho profícuo com as juntas de freguesia” e pelos “argumentos, que não colhem”.

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“Nada fazia prever isto e os argumentos [para o voto contra] são descabidos”, disse ao mediotejo.net, tendo feito notar que a autarquia, em termos financeiros “está saudável e preparada para encarar os desafios”.

José Fernando Martins (PS) leu a declaração de voto que antecedeu o voto contra da bancada socialista. Foto: mediotejo.net

Na sessão realizada na quarta-feira, dia 23, o presidente da Câmara Municipal, Vasco Estrela (PSD) faz a apresentação global das contas de 2018 da autarquia, tendo destacado uma execução orçamental global da receita de quase 86% e da despesa na ordem dos 71%, tendo dado conta que a margem de endividamento “aumentou em cerca de 600 mil euros”, com a redução de dívidas de curto e médio prazo, valores que têm, no seu entender, “um significado importante”, tendo feito notar uma “diminuição da dívida global da Câmara superior a 500 mil euros”.

Reconhecendo que se poderia ter ido mais longe em algumas áreas, Vasco Estrela começou por afirmar que apresentava o relatório “com tranquilidade e sentimento de dever cumprido”, Vasco Estrela disse que “as contas finais traduzem-se num saldo positivo entre aquilo que recebemos e que gastámos em cerca de dois milhões de euros, sendo certo que muito do que estava previsto e transitou para o saldo de gerência, está consignado a algumas obras em concreto, nomeadamente à questão da APA e do Fundo de Emergência Municipal (FEM)”, verbas que chegaram no final de 2018 e que tiveram, por essa via, de transitar para 2019.

Assembleia Municipal de Mação aprovou as contas de 2018 por maioria. Foto: mediotejo.net

Relativamente à despesa corrente, o autarca deu conta de um “aumento de mais de 500 mil euros em relação ao ano anterior” o que atribuiu às “despesas com pessoal, devido ao aumento que tiveram e com algum significado, fruto da integração dos precários no quadro da Câmara e também com os ajustamentos salariais. Também tem a ver com o que ajudamos e disponibilizamos a outros, nomeadamente a associações”, sublinhou, tendo feito notar que o executivo que lidera respeitou “todas as regras orçamentais e dívida orçamental”, e destacando “receitas correntes superiores iguais ou superiores às despesas correntes, e uma taxa de execução da receita de mais de 85%”.

Na votação, pela bancada do PSD, José António Almeida elogiou a apresentação do relatório e a postura do presidente, tendo os 11 eleitos social democratas presentes na sessão votado favoravelmente.

Os 10 eleitos do PS, ao invés, votaram em bloco contra o ponto da ordem de trabalhos referentes ao relatório e contas de gerência.

Bancada do PS votou em unanimidade contra as contas de 2018. Foto: mediotejo.net

O socialista José Fernando Martins justificou o chumbo que se viria a seguir lendo uma declaração de voto em que referiu que, “sem pôr em causa o conteúdo total do documento”, deu conta de “anomalias decorrentes no documento de prestação de contas”, tendo dado conta do Revisor Oficial de Contas (ROC) ter lançado no documento “observações sobre a necessidade de correção de lançamento de verbas que, erradamente, foram lançadas em dadas rubricas quando deverão ser noutras, alterando assim o resultado final do exercício em alguns parâmetros”.

Para o eleito socialista, presidente da União de Freguesias de Aboboreira, Mação e Penhascoso, o próprio executivo “reconheceu que se poderia ter ido mais além em algumas áreas, nomeadamente no respeitante à área da floresta”, tendo ainda criticado a “avultada soma de mais de dois milhões de euros” que transita para 2019.

Eleitos do PSD viabilizaram as contas de 2018. Foto: mediotejo.net

O presidente da autarquia, Vasco Estrela (PSD) reiterou a sua surpresa por esta postura dos eleitos do PS. “Estou estupefacto com este voto, acho que é um sinal dos tempos e da nova liderança do Partido Socialista”.

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