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Sábado, Outubro 23, 2021

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Mação | Tasca Tour: volta ao concelho dá a conhecer história e património do Vinho da Chave Dourada

A terceira edição do Mação TT – Tasca Tour Chave Dourada acontece este sábado, dia 11 de março, dando oportunidade aos interessados de usufruir de locais de interesse cultural e turístico do concelho de Mação, com checkpoints em Tasquinhas de aldeias típicas para degustação de especialidades gastronómicas regionais – onde o queijo é Rei – e visitas guiadas a adegas produtoras do afamado Vinho da Chave Dourada. Esta atividade é organizada pela Confraria do Vinho da Chave Dourada, contando com transporte de autocarro durante todo o percurso. O custo de participação é de 20 euros.

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Este antigo e afamado vinho da Chave Dourada, tão elogiado pelos peritos na matéria nos séculos passados, já não é fabricado em Mação a não ser por alguns habitantes que desejam conservar a tradição e respeitar a vontade ancestral dos seus antepassados, que lhes legaram a secreta fórmula da sua confeção. Desta feita, a Confraria existe com o intuito do desenvolvimento, produção, conservação, distribuição, promoção e divulgação da bebida tradicional de Mação, que é o Vinho da Chave Dourada.

Preservado e produzido hoje em dia por um reduzido número de produtores que limitam o seu consumo à família e a um círculo restrito de amigos, a sua “fórmula secreta” de fabrico tem passado de geração em geração. Foto: DR

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A organização assegura que o circuito será efetuado em autocarro de grande turismo, sendo que o percurso se desenrolará a partir da sede de concelho.

Começando em Mação, pelas 9h30, junto à Câmara Municipal, o circuito passará pelo sul do concelho, incluindo povoações como Vale da Abelha, Ortiga, Monte Penedo, Ribeira das Boas Eiras, Penhascoso, Queixoperra, Serra, Louriceira, Cerro do Outeiro, Chão de Codes, Cabo e Pereiro. Termina com jantar em Mação, com início marcado para as 19h30, onde com certeza não faltará a prova deste néctar tradicional.

Na terceira edição, o evento Tasca Tour Chave Dourada, organizado pela Confraria do Vinho da Chave Dourada, pretende dar a conhecer o património histórico e cultural em redor deste néctar que remonta à época das Invasões Francesas e que se assume uma tradição secular entre algumas famílias de aldeias do concelho de Mação. Foto DR

Avança também a Confraria que o património cultural e histórico não ficará de parte, uma vez que se relembrarão as histórias e lendas da região sul do concelho. Desde as Genjas, fiandeiras lendárias e sobrenaturais; o Olheiro da Galante, uma moira que desapareceu nas águas da Barragem de Ortiga; a Cova das Almas; a parteira e a escumalha do mouro; o tesouro da Chã da moura; o Outeiro da Mina; o Lobisomem de Ortiga; a Fonte do Moinho; o Tesouro da Ortigana; o talhar do ogamento; e muitas outras histórias fantásticas e insólitas que povoam o imaginário das nossas gentes”, pode ser ler-se na informação.

A organização deixa uma nota aos interessados em participar, pedindo que venham prevenidos no caso de quererem adquirir produtos regionais, uma vez que o único multibanco existente é no local de embarque, em Mação.

Com um custo de participação de 20 euros, o evento carece de inscrição que deverá ser feita através de formulário https://docs.google.com/forms/d/1k4fezeQcn2SF9sHbwSsyI7VDtZ5UL7L5UWwggimt2EQ/viewform?edit_requested=true.

Ou através dos contactos 966320613 / 916 750 029.

Recorde-se que em 2011 a autarquia demonstrou intenção em realizar um projeto que viesse promover a preservação e conservação do vinho licoroso secularmente produzido em Mação, em vias de extinção desde as invasões francesas.

Preservado e produzido hoje em dia por um reduzido número de produtores que limitam o seu consumo à família e a um círculo restrito de amigos, a sua “fórmula secreta” de fabrico tem passado de geração em geração por três famílias de Mação, permanecendo em “risco latente” de extinção.

A CM Mação pretendia, na altura, criar uma “imagem de marca Mação”, lançando um programa de revitalização do “Chave Dourada” a partir de algumas pipas seculares que ainda subsistem no concelho e construir uma barrica que, a partir da “mãe” do secular vinho, permita a manutenção e sobrevivência daquele património e tradição.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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