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Sábado, Maio 8, 2021

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Mação | Seminário internacional debate a educação na sustentabilidade dos territórios (C/VIDEO)

A importância da educação não formal, da formação e da comunicação na sustentabilidade dos territórios é o tema de um seminário que vai juntar uma centena de investigadores europeus em Mação, de 29 de março a 7 de abril.

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A decorrer no auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, em Mação, os principais objetivos são os de “formar 120 lideranças na Europa em três anos, selecionadas em todas as áreas académicas, com metodologias específicas da Gestão Cultural Integrada do Território”, em projeto desenvolvido, sobretudo, pelos professores Luiz Oosterbeek, Benno Werlen e Renaldas Gudauskas, incluindo seminários intensivos em Mação.

Esta iniciativa é resultado da parceria estratégica europeia APHELEIA – Gestão Cultural Integrada do Território, coordenada pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e aprovada e financiada pela Comissão Europeia.

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Em declarações à agência Lusa, Luíz Ooterbeek, do IPT, disse que este seminário, o quarto realizado pela rede APHELEIA, tem como tema “a educação, a formação e a sustentabilidade dos territórios nas sociedades contemporâneas, de modo a pensar como garantir e assegurar maior resiliência e competitividade, a partir de um modelo de gestão cultural integrado”.

Outros dos “três grandes objetivos”, para além da ”formação de 120 líderes europeus, daqui a uns 15 anos, com esta visão de gestão cultural integrada” passam por “oferecer aos formandos um contexto prático de imersão territorial”, que é o Médio Tejo, e “preparar documentos de reflexão para o ensino superior, a Comissão Europeia e a UNESCO, sobre como estruturar a dimensão dos dilemas no planeamento territorial”.

Segundo Oosterbeek, em Mação “vão estar 45 especialistas de todo o mundo e 55 estudantes de mestrado e doutoramento” durante dez dias intensivos, a “interagir, pensar, analisar e discutir” como “reorganizar as matrizes socioculturais nos territórios e como integrar as dimensões de educação, formação e comunicação, para além de preparar um léxico multidisciplinar e multilingue sobre 100 palavras-chave da sustentabilidade”.

A iniciativa reúne mais de uma centena de especialistas de diversos países europeus, Ásia, Brasil e Colômbia, entre outros,  que irão discutir processos aplicados e modelos teóricos sobre os conceitos de sustentabilidade, educação, formação e comunicação (dia 29), a importância da ciência, do conhecimento e do património para a sustentabilidade (dia 30), como o conhecimento era produzido e disseminado nas sociedades do passado (dia 31) e como é que hoje isso se processo a nível global (dia 1 de abril) e em diferentes contextos regionais (dias 2 e 3).

Quais as orientações fundamentais que devem guiar novas estratégias de formação orientada para a resiliência e governança dos territórios (dia 4, onde se farão recomendações concretas para a Conferência Mundial das Humanidades) e que exemplos se podem já identificar em diversos pontos do planeta (dias 5, 6 e 7), são outros módulos do seminário intensivo, segundo se pode ler no programa do evento internacional.

Na quarta-feira, dia 29, será apresentada a obra “Sustentabilidade e Matrizes Socioculturais”, com prefácio da Diretora-Geral Adjunta da UNESCO, Nada Al-Nashif. Trata-se de uma obra em dois volumes, reunindo 17 textos orientadores e 51 estudos aplicados, desenvolvidos nos cinco continentes, que resulta de um Seminário e de investigação desenvolvida em 2016.

“Tendo já ultrapassado o objetivo de formação nos dois primeiros anos, e com um impacto muito grande na Europa, esta parceria levou também à criação de projetos aplicados noutros continentes, com especial destaque para a América latina, onde decorrem ações concretas de ordenamento territorial com esta abordagem, e onde o tema central da Conferência das Humanidades nesse continente foi precisamente esse”, destacou Luíz Oosterbeek, tendo feito notar que, também em Cabo Verde e na China, se preparam projetos aplicados.

Segundo revelou, em “função da dinâmica criada, a parceria deu origem a uma nova organização internacional, com a mesma designação, que já foi admitida no âmbito do Conselho Internacional para a Filosofia e as Ciências Humanas”. Junto com a UNESCO, e envolvendo diversos consórcios empresariais internacionais, esta temática será discutida na Conferência Mundial das Humanidades, que terá lugar em agosto de 2017, na Bélgica.

 

O projeto APHELEIA – Gestão Cultural Integrada do Território, envolve desde a sua origem, em 2014, oito instituições de ensino superior e nove outras entidades de sete países da União Europeia, a que se associaram outras universidades e a UNESCO.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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