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Mação | Presidente deixa “mensagem de confiança” à população (C/Vídeo)

O Presidente da República, que esta noite se deslocou a Mação, onde desde domingo lavra um violento incêndio, disse que foi ali “deixar uma mensagem de confiança às populações”.

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“A prioridade agora é combater o fogo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, reconhecendo que o trabalho dos bombeiros é muito difícil, face às condições de vento.

“Tudo aquilo que é necessário fazer dentro da relatividade dos meios, de acordo com o que me foi contado, vai sendo feito. É imprevisível [o incêndio]. Muda o vento, mudam as condições, mas houve a preocupação de prevenir, ao longo destes dias, e reforçar a segurança”, acrescentou o chefe de Estado, antes de se deslocar ao quartel dos bombeiros de Mação, para “dar um abraço aos voluntários”.

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O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa abraçou o autarca Vasco Estrela, à chegada a Mação, onde já se encontrava o Secretário de Estado Jorge Gomes. Foto: Paulo Jorge de Sousa

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “quem está longe não compreende a situação vivida” ali: “É preciso acorrer a muitas povoações. É uma área imensa, muito dispersa. Com os meios disponíveis, tenta-se ir a todo o sítio”, afirmou, quando questionado sobre as conclusões que tirou deste incêndio.

“É um trabalho muito difícil, muito ingrato, basta que o vento mude de repente, no sentido exatamente oposto, para que seja preciso que tudo o que estava programado seja reformulado”, referiu, tendo o chefe de Estado observado que não iria repetir o mesmo que havia dito noutras circunstâncias [incêndio de Pedrógão Grande].

Grande parte das zonas ardidas nos grandes incêndios de 2003, e já em plena regeneração, voltaram agora a arder. Foto: Paulo Jorge de Sousa

“Estamos num momento em que é preciso, como prioridade, combater o fogo. E combater um fogo, surgindo notícias que vêm de vários pontos do concelho, e é preciso acorrer a situações muito diversas, permanentemente. Quando a prioridade é combater, não há distância nem o vagar para fazer ainda um balanço. Depois [será tempo] de compreender o que aconteceu, a dimensão da área ardida, as consequências na vida das pessoas, tudo isso. Mas, neste momento, neste concelho, a prioridade é combater o fogo”, concluiu, antes de se dirigir para o quartel dos bombeiros de Mação.

O secretário de Estado Jorge Gomes com o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela. Foto: Paulo Jorge de Sousa

Horas antes, aos jornalistas, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes disse que o incêndio de Mação se tem desenvolvido “de uma forma anormal, a uma velocidade muito grande, que o sistema não conseguiu acompanhar”.

“A prioridade tem sido a salvaguarda das pessoas e dos seus bens”, disse o governante, lembrando que o incêndio deflagrou na Sertã, distrito de Castelo Branco.

Questionado sobre as críticas à alegada falta de meios para o combate ao fogo, Jorge Gomes disse que “estiveram em Mação oito aviões sem praticamente conseguirem operar, devido ao muito fumo no local”.

Sobre o SIRESP, o governante reconheceu “falhas no sistema”, acrescentando que o Governo “exige que o sistema esteja sempre em pé e sem falhas”.

O fogo que lavra em Mação continua numa situação “muito preocupante, com vento muito forte, aldeias em perigo e casas a arder”, estando o secretário de Estado da Administração Interna a caminho do local, disse o presidente do município.

Em declarações ao MédioTejo.net, Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação, disse que “na aldeia de Zimbreira o incêndio está a chegar com duas frentes, com muita intensidade e não há bombeiros no local, tal como aconteceu na freguesia de Carvoeiro, e como aconteceu anteontem na freguesia de Cardigos».

Segundo Vasco Estrela, “ou há falta de meios, ou o incêndio está a evoluir de uma maneira tal que é impossível controlar tudo, ou alguém tem que responder ao que está aqui a acontecer, porque é sistemático. Recebemos informação de que há aldeia para evacuar, sem ninguém no local. Chega a GNR, chegam os meios da Câmara Municipal, chegam eventualmente ambulâncias para trazer as pessoas e os bombeiros, coitados, alguns aparecem lá quando as coisas já estão mais complicadas”, lamenta o autarca.

Referindo-se à evacuação das aldeias, Vasco Estrela desabafa dizendo que estão “a tentar retirar as pessoas dos locais de perigo, a pô-las em segurança e depois a tentar, de alguma forma, preservar os seus bens”.

O presidente da Câmara de Mação evidencia “o esforço que tem sido feito” e reconhece que “os bombeiros têm sido incansáveis”.

Foto: Paulo Jorge de Sousa

Vasco Estrela adiantou que “este incêndio já obrigou à evacuação de uma dezena de aldeias, num total de cerca de 200 pessoas, mas algumas já regressaram a casa”.

O concelho de Mação está a ser atingido por um incêndio que teve origem no concelho da Sertã (distrito de Castelo Branco), no domingo, e chegou ainda a Proença-a-Nova.

De acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o incêndio que deflagra em Mação está a ser combatido por 126 operacionais, apoiados por 36 veículos.

Com Lusa

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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