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Sábado, Outubro 16, 2021

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Mação | Penhascoso: Ganadeira garante recolher bovinos que continuam à solta

O assunto já tinha marcado a reunião de Câmara pública de dia 24 de janeiro, quando Vasco Estrela, presidente da CMM, deu conta de informação do veterinário municipal. O certo é que os animais continuam a vaguear pela localidade de Penhascoso, provocando estragos e mantendo a população inquieta. Contactada pelo mediotejo.net, na tarde desta quinta-feira, dia 1 de março, a ganadeira Rita Vaz, proprietária do efetivo que fugira da exploração numa quinta em Penhascoso, garantiu que “os animais vão ser recolhidos pelo método de anestesia nos próximos dias”.

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Na reunião de Câmara desta quarta-feira, dia 28 de fevereiro, o presidente Vasco Estrela deu indicação de que a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) havia feito contacto oficial em que assume a competência e responsabilidade relativamente à situação, e garantindo que “já foram feitos contactos junto do Comando Nacional da GNR, da Companhia das Lezírias, da Associação de Criadores por forma a tirar os animais do local, minimizando assim os impactos negativos resultantes da presença dos bovinos em local não licenciado, nem registado”, tendo agradecido a cooperação da CM Mação e do veterinário municipal Fernando Monteiro, que tem feito acompanhamento do caso, disse o autarca.

“Esperemos que o façam em tempo de evitar males maiores (…) as vacas continuam a causar prejuízos aos agricultores e mesmo em pequenas hortas, as pessoas continuam a andar assustadas, e os serviços públicos estão a demorar este tempo todo a resolver”, frisou o presidente da Câmara, notando que entretanto a autarquia já colocou sinalização com indicação de perigo de gado à solta.

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O autarca reconheceu ainda à comunicação social que no âmbito da primeira ação de “Volta ao Concelho” que decorreu no dia 26 de fevereiro, segunda-feira, o executivo camarário deparou-se com cerca de 38 bovinos a cerca de 150 metros da estrada entre Aboboreira e Penhascoso.

Recorde-se que cerca de 53 bovinos, de raça brava, têm causado “graves transtornos” em Penhascoso, tendo já sido avistados a cerca de 150 metros de Aboboreira 38 animais pelo próprio executivo municipal. Ao que foi confirmado ao mediotejo.net pela CMM, o gado tem continuado a deambular por terrenos, invadindo propriedades particulares, pastagens e vias de circulação. Os animais terão fugido de exploração situada em Penhascoso e “mantêm as pessoas assustadas”, tendo a autarquia já tomado diligências, alertando as autoridades competentes.

Proprietária afirma que ganadaria sofreu ataque de cães, levando à fuga e separação do efetivo

Rita Vaz Monteiro, é proprietária dos animais de raça brava da exploração em Penhascoso, que por sua vez pertence à Ganadaria Vaz Monteiro, a mais antiga do país e que fora fundada pelo seu avô em 1840, e que atualmente se encontra sediada na Herdade de S. Martinho, no Maranhão, concelho de Avis.

Em declarações ao mediotejo.net, a ganadeira diz que a propriedade de Penhascoso “foi alvo de um ataque de cães, causando baixas no efetivo da ganadaria”, afirmando que “por três vezes consecutivas estiveram na entrada da cerca da Quinta e devido a este episódio [os bovinos] voltaram para trás, não se conseguindo voltar a reunir o efetivo, nem parte”.

Rita Vaz aponta ainda que “a população local tem perseguido o efetivo todos os dias dificultando e muito o meu trabalho”, relatando ainda que “houve também tiros devido a um bezerro de outra exploração se ter junto aos meus, o que originou a separação do efetivo”. A proprietária refere ainda tentativa para captura do efetivo da sua ganadaria, que segundo a própria, esteve reunido junto da sua exploração no final do mês de janeiro.

Finalizando as suas declarações, a ganadeira deixa confirmação de que “os animais vão ser recolhidos pelo método de anestesia nos próximos dias”, termina.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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